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Com a nova regra de marcação a mercado, o que muda para investimentos de renda fixa?

Uma nova regra foi elaborada para garantir a transparência da rentabilidade em investimentos de renda fixa. Confira!

Liliana LuísaPor Liliana Luísa2 min de leitura
Em primeiro plano, mão de um homem apertando teclas de uma calculadora. Ao fundo, desfocada, aparece sua outra mão segurando um papel.

Desde a última segunda-feira (2), a nova regra de marcação a mercado está vigente para os investimentos de renda fixa, como CRIs, CRAs, debêntures e títulos públicos. Os CDBs, os LCIs e os LCAs não serão submetidos à nova regra.

Com a mudança, os investidores conseguirão visualizar, com mais transparência e assertividade, o valor dos patrimônios adquiridos.

Mudanças nos investimentos de renda fixa

O extrato de investimentos apresentará o valor diário dos ativos, considerando as oscilações de mercado.

No entanto, se o titular permanecer com o investimento até o vencimento, independentemente das oscilações — sejam elas negativas ou positivas —, o retorno financeiro será exatamente o mesmo de quando ele aderiu ao investimento.

Com a nova regra, investidores poderão analisar se é mais vantajoso financeiramente sair do papel antes do vencimento, considerando todos os tributos que incidem nesse caso.

Definição da marcação a mercado

Essa regra se baseia na atualização diária de preços das cotas de fundos de investimento, assim como ativos da Bolsa de Valores e investimentos de renda fixa.

Ou seja, a marcação a mercado precifica o investimento de acordo com as condições vigentes do mercado, independentemente do valor de aquisição. Dessa forma, é possível identificar quanto valeria determinado investimento se o titular optasse por vendê-lo naquele momento. A situação inversa também é aplicável.

Fatores que influenciam a marcação a mercado

Muitas circunstâncias podem alterar o valor de um ativo, mas um dos motivos principais é a expectativa do mercado em relação à taxa de juros. Em um cenário de taxas altas de juros, a rentabilidade pode ser alterada.

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Além disso, é importante também remeter à liquidez do ativo. Quanto mais fácil for para resgatar o ativo, menor é o risco para o investidor sob a nova regra.

Outro aspecto relevante a se considerar é a expectativa do mercado em relação à própria economia. Se o governo apresenta instabilidades ou decisões arriscadas, é possível que os valores dos investimentos caiam.

Por fim, existem os pontuais momentos de euforia ou recessão do mercado de investimentos, que também alteram os preços praticados.

Imagem: Kmpzzz/shutterstock.com

Liliana Luísa

Autor

Liliana Luísa

Formada em Letras, Liliana é uma profissional com 10 anos de experiência no mercado de trabalho, atuando como revisora e redatora.

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