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Com a pandemia, Bancos Itaú, Bradesco, BB e Santander têm primeira queda no lucro desde 2016

Crise provocada pela pandemia da COVID-19 afetou diversos bancos

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Pela primeira vez desde 2016, os lucros de grandes bancos como Banco do Brasil, Santander, Bradesco e Itaú caíram consideravelmente. A queda se deu, principalmente, por causa da pandemia de  COVID-19. 

No total, a soma das quedas dos quatro bancos é de, aproximadamente, R$ 65,727 bilhões no ano passado, 24,14% em relação a 2019. 

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Fatores que implicaram na queda dos lucros

São dois fatores que influenciam na queda dos lucros dos bancos e ambos têm relação com a crise desenvolvida pela pandemia. 

O primeiro é que o montante gasto com verba para o enfrentamento ao vírus aumentou. A despesa com provisões para devedores duvidosos (PDD) tiveram aumento de 51,95% em 2020, equivalentes a R$ 90,630 bilhões. Foi uma tentativa dos bancos se protegerem contra possíveis calotes, que ainda não chegaram. 

A segunda influência foi a pressão em serviços, que veio da menor utilização de cartões, baixas movimentações de tarifas e de questões estruturais nos fundos de investimento e aquisição. A receita dos quatro bancos recuou 1,4% em 2020, equivalente a R$ 117,143 bilhões. 

Movimentação dos bancos 

Para compensar a pressão sofrida, os bancos têm reduzido despesas. Os gastos operacionais totais subiram 1,57%, abaixo da inflação, equivalentes a R$ 152,183 bilhões. 

Para lidar com isso, as instituições optaram por demissões (como o Santander e Bradesco) e encerraram atividades de agências. A opção a ser seguida para o desfalque foi o foco na digitalização dos serviços.

Em 2021, o processo de ajuste tende a continuar. O Banco do Brasil, por exemplo, anunciou em janeiro deste ano dois programas de desligamento voluntário, que engajaram 5.533 trabalhadores, além da racionalização do atendimento. 

Aumento do uso de crédito na pandemia

Em contrapartida, o crédito teve alto desempenho, diferente do estimado durante o período de pandemia. A soma da carteira dos quatro bancos encerrou o último mês de 2020 em R$ 2,811 trilhões, que representa um aumento de 14,31% em um ano. 

Além de concessões, houve prorrogação de parcelas para diminuir a alta da inadimplência. A ação teve efeito, então a expectativa dos bancos é que o indicador de operações atrasadas suba em 2021, mas sem chegar ao patamar observado em crises anteriores.

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Imagem: Tropical Shapes/shutterstock.com

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