Com restrições da pandemia e sem auxílio até o momento, economistas estão apontando risco de recessão

Analistas esperam queda na economia para o segundo trimestre.

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Com a pandemia crescente no Brasil devido uma segunda onda do vírus da COVID-19, a economia dá sinais de fracasso. O retrato do PIB deste primeiro trimestre já está claro: o mercado está se encaminha para uma recessão técnica. Afinal, 2020 terminou com um Natal fraco e janeiro veio com índices de confiança do consumidor extremamente baixos. 

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Desde o ano passado, as projeções de crescimento para o primeiro trimestre de 2021 eram baixas. Agora, o próximo trimestre já está em análise pela consultoria MB Associados, BNP Paribas e do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas. 

Para o economista e consultor Sérgio Vale, da MB Associados, empresa responsável por análises macroeconômicas, um dos problemas é a vacinação que vai demorar a deslanchar.

Vale dizer que, apesar do otimismo com a chegada de novas vacinas, a demora para a aquisição e distribuição pode prolongar a recessão. Para alguns técnicos, a economia está estagnada e pode ter um baixo crescimento no próximo trimestre.

Pessimismo predomina durante a pandemia

Dados do IBGE comprovam que as vendas no varejo tiveram uma queda de 6,1% em dezembro. O desempenho do setor de serviços marcou uma negativa de 0,2% em novembro. A alta veio em dezembro com a marca de 0,64%, mas isso não foi o suficiente para dar esperanças.

O ideal para mudar o cenário seria se o crescimento do quarto trimestre de 2020 fosse mantido. Dessa forma, o ritmo de 3,14% chegaria em 2021 com 3,5%. A pausa do crescimento chegaria com ganho em 2021, o que os especialistas chamam de carregamento estatístico.

Qualquer valor entre 3% e 3,5% já seria o suficiente para ter o maior crescimento desde 2013, mas esperar por isso é mera ilusão.

A pandemia combinada com o fim do auxílio levará a economia a se retrair e, infelizmente, provas não faltam de que estamos em queda livre. Vários setores sofreram restrições que causaram o baixo desempenho. Agora, para se manter de pé, o comércio em geral precisa de apoio e o auxílio emergencial, por menor que seja, é uma ferramenta que garante essa ajuda. 

Por fim, o desemprego segue crescendo e com a COVID-19 em alta em várias cidades, ainda é muito cedo para depender do mercado de trabalho.

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Imagem: kaprik / Shutterstock.com

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