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Gasolina, etanol e diesel recuam; GLP sobe, diz ANP

Gasolina, etanol e diesel recuam no Brasil, enquanto GLP sobe. Veja preços atualizados e o que explica as mudanças nos combustíveis.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
Preços

Os preços dos combustíveis registraram queda nos postos brasileiros na última semana de abril, enquanto o gás de cozinha voltou a subir. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), responsável pelo monitoramento oficial do setor no país.

A movimentação reforça um cenário de volatilidade, influenciado por fatores internacionais — como o preço do petróleo — e por medidas adotadas pelo governo federal para conter os impactos ao consumidor.

Gasolina recua, mas ainda está acima do período pré-crise

Leia mais: Preço da gasolina cai a R$ 6,72; gás sobe para R$ 114

O preço médio da gasolina caiu 0,72% entre os dias 26 de abril e 2 de maio, chegando a R$ 6,67 por litro no país.

Apesar da leve redução, o combustível ainda está 6,21% mais caro do que no período anterior à escalada internacional dos preços do petróleo.

Onde a gasolina está mais cara?

A variação regional continua significativa, refletindo logística, impostos estaduais e concorrência local.

Estados com gasolina mais cara:

  • Roraima: R$ 7,74
  • Acre: R$ 7,49
  • Rondônia: R$ 7,28

Estados com gasolina mais barata:

  • Distrito Federal: R$ 6,27
  • Minas Gerais: R$ 6,37
  • Maranhão: R$ 6,42

Entre as capitais, Boa Vista lidera com o maior preço, enquanto São Luís apresenta o menor valor médio.

Diesel registra queda mais intensa na semana

O diesel teve uma redução mais expressiva: queda de 1,53%, com o litro sendo vendido, em média, a R$ 7,10.

Ainda assim, o combustível acumula alta de 17,74% em relação ao período anterior à crise internacional, evidenciando o impacto persistente no transporte e na cadeia produtiva.

Variação regional do diesel

Mais caro:

  • Acre: R$ 8,02
  • Alagoas: R$ 7,86
  • Bahia: R$ 7,79

Mais barato:

  • Minas Gerais: R$ 6,87
  • Espírito Santo: R$ 6,89
  • Paraíba: R$ 6,91

A diferença de preços afeta diretamente o custo do frete e, consequentemente, o valor final de produtos no varejo.

Etanol tem a maior queda percentual entre os combustíveis

O etanol apresentou recuo de 2,14%, com preço médio de R$ 4,56 por litro — sendo o combustível com maior queda proporcional no período analisado.

Diferente da gasolina e do diesel, o etanol está 1,51% mais barato do que antes da crise internacional.

Onde o etanol compensa mais

O etanol segue mais competitivo em estados com forte produção agrícola, especialmente no Centro-Oeste e Sudeste.

Mais barato:

  • São Paulo: R$ 4,29
  • Mato Grosso do Sul: R$ 4,38
  • Mato Grosso: R$ 4,53

Mais caro:

  • Rondônia: R$ 5,68
  • Pernambuco: R$ 5,64
  • Sergipe: R$ 5,61

Na prática, o etanol tende a valer a pena quando custa até 70% do valor da gasolina — regra amplamente adotada no mercado.

Gás de cozinha sobe e pesa no orçamento das famílias

Na contramão dos combustíveis líquidos, o GLP (gás de cozinha) subiu 0,24% na semana, com preço médio de R$ 114,88 por botijão de 13 kg.

O produto acumula alta de 4,56% em relação ao período anterior à crise internacional, pressionando especialmente famílias de baixa renda.

Diferença de preços do botijão no Brasil

Mais caro:

  • Roraima: R$ 142,27
  • Tocantins: R$ 133,58
  • Amapá: R$ 128,76

Mais barato:

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  • Rio de Janeiro: R$ 103,52
  • Espírito Santo: R$ 104,19
  • Pernambuco: R$ 104,74

A diferença regional ultrapassa R$ 40, evidenciando desigualdades logísticas e tributárias.

Por que os preços estão variando?

A principal explicação está no cenário internacional. A valorização do barril de petróleo — acima de US$ 100 — elevou os custos globais de energia.

Além disso, conflitos geopolíticos impactam diretamente a oferta e a demanda, refletindo nos preços internos.

No Brasil, fatores como câmbio, impostos estaduais (ICMS) e custos de distribuição também influenciam diretamente o valor final ao consumidor.

Medidas do governo para conter os preços

O governo federal tem adotado uma série de ações para tentar reduzir os impactos no bolso da população:

Subsídios e incentivos diretos

  • Subvenção de R$ 1,20 por litro para diesel importado
  • Subsídio de R$ 0,80 por litro para diesel nacional
  • Apoio à importação de GLP com custo de R$ 850 por tonelada

Outras medidas

  • Linha de crédito de R$ 9 bilhões para o setor aéreo
  • Fiscalização mais rígida contra aumentos abusivos
  • Proposta de uso de lucros do petróleo para reduzir tributos

Essas ações seguem práticas adotadas em momentos de crise energética e buscam estabilizar o mercado interno.

O que esperar?

A tendência de curto prazo depende principalmente do cenário internacional. Caso o preço do petróleo continue elevado, a pressão sobre os combustíveis pode retornar.

Por outro lado, políticas públicas e eventuais reduções tributárias podem ajudar a conter novas altas.

Para o consumidor, a recomendação é acompanhar os preços semanalmente — prática facilitada pelos relatórios públicos da ANP — e avaliar alternativas, como o uso do etanol quando mais vantajoso.

Considerações finais

A queda nos preços da gasolina, do diesel e do etanol traz um alívio momentâneo ao consumidor brasileiro, mas o cenário ainda exige cautela. O aumento do gás de cozinha mostra que a inflação energética segue pressionando o orçamento das famílias.

A combinação entre fatores internacionais e políticas internas continuará sendo determinante para o comportamento dos preços nas próximas semanas.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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