Na última semana, o Ministério da Justiça e Segurança Pública abriu processos administrativos contra as empresas Ipiranga e Raízen Combustíveis. O objetivo é apurar uma possível prática de publicidade enganosa sobre preços de combustíveis. A prática teria tido realização diante da utilização de aplicativos de concessão de descontos, além de outros benefícios aos consumidores. As notificações tiveram sua publicação no Diário Oficial da União (DOU) na última quarta-feira (3).
Preço dos combustíveis: governo investiga Posto Ipiranga e Raízen por propaganda enganosa
Preço dos combustíveis: governo investiga Ipiranga e Raízen por propaganda enganosa. Saiba mais sobre a investigação e o que acontece agora
Preço dos combustíveis: governo investiga Posto Ipiranga e Raízen por propaganda enganosa
Dessa forma, tanto o Posto Ipiranga quanto a Raízen têm dez dias para apresentar sua defesa ao Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor. Segundo a Senacon, a denúncia apresentada contra as duas empresas sustenta que os postos estariam divulgando descontos em combustíveis aos consumidores mediante cadastro em aplicativos específicos.
Entre eles, estaria o app Ame, que tem parceria com a Petrobras, e o Abastece aí, da Rede de Postos Ipiranga. O app Shell Box, da Rede de Postos Shell, também fez parte da denúncia.
“Vale ressaltar que o oferecimento de descontos não é considerado ilegal. Mas a forma como as informações teriam sido apresentadas aos consumidores não seria adequada e clara. E estaria induzindo o consumidor a erro, o que violaria os ditames do Código de Defesa do Consumidor”, explicou a Secretaria.
Por fim, de acordo com nota oficial, a maioria das transações das redes de postos ocorreram sem a intermediação dos aplicativos. Assim, a suspeita seria de que a campanha publicitária poderia estar sendo prejudicial à clareza de informação do preço dos combustíveis. Mais do que incentivava o uso do aplicativo.
“Diante disso, o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor concluiu que há indícios suficientes de infração ao direito do consumidor, no que tange ao seu direito à informação adequada e ostensiva”, acrescentou o órgão em nota.
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