A partir do dia 1º de março deste ano, o preço dos combustíveis podem ficar mais caros com o retorno dos impostos federais. Isso porque a atual gestão do governo prorrogou apenas para 28 de fevereiro a medida que isenta a tributação sobre gasolina, álcool e querosene de avião.
Combustíveis podem ficar mais caros com retorno do imposto
Desoneração dos combustíveis tem prazo para acabar e o preço da gasolina e do etanol pode aumentar nos próximos meses. Veja!
Diante dessa realidade, o valor pago pelos consumidores finais nos postos de combustíveis, por exemplo, deve ser impactado e elevado. Nesse sentido, a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), já projetou os aumentos.
No entanto, é preciso ressaltar que a Petrobras pode compensar este aumento, caso decida pela redução nos preços para as refinarias.
Aumento no preço da gasolina e álcool
Com base nas informações divulgadas pela Abicom, os aumentos nos preços da gasolina e etanol devem ser os seguintes.
- + R$ 0,6869 para a gasolina;
- + R$ 0,2418 para o álcool.
Como citado acima, a Petrobras pode compensar a alta com a diminuição nas refinarias. Segundo dados da Abicom, a estatal tem comercializado gasolina para as refinarias com um preço cerca de 8% maior quando comparado com os preços do mercado externo.
A opinião de membros do governo Lula difere sobre a desoneração dos impostos sobre os combustíveis. A equipe econômica é a favor da retomada, para que a arrecadação possa retornar e reduzir o déficit de mais de R$ 200 milhões. Em contrapartida, a ala política teme pela popularidade do presidente.
Impostos federais sobre os demais combustíveis
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Em relação aos demais combustíveis, como o gás de cozinha e o biodiesel, a isenção está mantida até o dia 31 de dezembro deste ano. Nesse sentido, com os impostos zerados, a importação de tais produtos também fica isenta.
A desoneração foi implementada por meio de uma Medida Provisória e já é válida, porém, precisa ser analisada pelo Congresso Nacional posteriormente. Vale lembrar que as medidas foram implementadas pelo governo Bolsonaro como uma tentativa de frear a alta inflação do ano passado.
Imagem: Pavel Kubarkov / Shutterstock.com
