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Comida mais cara: mudança no vale-refeição pode ter ponto negativo para o trabalhador

Apesar de parecer algo benéfico, especialistas apontam que em algum tempo os trabalhadores também serão prejudicados pela mudança. Confira!

Victoria AmaralPor Victoria Amaral2 min de leitura
Vale-refeição

Em setembro de 2022, foi sancionada a medida provisória dos vales-refeições. Ela estabeleceu que o titular do VR poderia trocar a empresa responsável pelo benefício e passar seu cartão em qualquer maquininha. Entretanto, dados apontam que essa mudança pode não ser benéfica para os trabalhadores. 

Segundo o líder de conteúdo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Eduardo Camargo, a medida pode parecer vantajosa, mas, na verdade, é uma armadilha. Saiba mais a seguir!

De onde vem a discussão para tal mudança?

De acordo com o Ifood, R$150 bilhões são movimentados anualmente graças ao vale-refeição. Isso acontece porque esse benefício faz parte do dia a dia de cerca de 23,4 milhões de trabalhadores brasileiros. 

Entretanto, nem todos estão satisfeitos com o serviço prestado, uma vez que uma parcela de 36% expressa insatisfação com as empresas emissoras de VA e VR. Todos dentro dessa porcentagem afirmam o desejo de trocá-las. 

Entre esses trabalhadores, 38% relatam que a bandeira atualmente usada não é aceita em todos os estabelecimentos comerciais, e 18% afirmam que não oferecem um serviço satisfatório. Além disso, 39% de todos os entrevistados ainda expressam insatisfação com a inovação dos serviços oferecidos.

Por que a mudança não seria benéfica ao trabalhador? 

Segundo Eduardo Camargo, existe diversas empresas que lidam com os cartões de VA e VR, e a portabilidade pode possibilitar que os trabalhadores recebam até cashback. No entanto, ele argumenta que o lado ruim é que o custo que o trabalhador deixou de pagar pode retornar de forma mais negativa.

Eduardo explica que os valores serão transferidos para restaurantes e outros estabelecimentos, que serão obrigados a repassar esses custos aos clientes. Consequentemente, uma vez que os trabalhadores também são consumidores, terão que desembolsar mais, o que pode ter implicações prejudiciais para o país. 

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Ele diz que essas implicações são em relação à inflação. Com o aumento dos preços, menos clientes irão frequentar os estabelecimentos e mais gente vai deixar de pagar impostos

Como a lei ainda não foi regulamentada pelo atual governo, a implementação foi adiada para maio do ano que vem.

Imagem: Viktoriia Hnatiuk / shutterstock.com

Victoria Amaral

Autor

Victoria Amaral

Estudante de Jornalismo da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia.

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