Em setembro de 2022, foi sancionada a medida provisória dos vales-refeições. Ela estabeleceu que o titular do VR poderia trocar a empresa responsável pelo benefício e passar seu cartão em qualquer maquininha. Entretanto, dados apontam que essa mudança pode não ser benéfica para os trabalhadores.
Comida mais cara: mudança no vale-refeição pode ter ponto negativo para o trabalhador
Apesar de parecer algo benéfico, especialistas apontam que em algum tempo os trabalhadores também serão prejudicados pela mudança. Confira!
Segundo o líder de conteúdo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Eduardo Camargo, a medida pode parecer vantajosa, mas, na verdade, é uma armadilha. Saiba mais a seguir!
De onde vem a discussão para tal mudança?
De acordo com o Ifood, R$150 bilhões são movimentados anualmente graças ao vale-refeição. Isso acontece porque esse benefício faz parte do dia a dia de cerca de 23,4 milhões de trabalhadores brasileiros.
Entretanto, nem todos estão satisfeitos com o serviço prestado, uma vez que uma parcela de 36% expressa insatisfação com as empresas emissoras de VA e VR. Todos dentro dessa porcentagem afirmam o desejo de trocá-las.
Entre esses trabalhadores, 38% relatam que a bandeira atualmente usada não é aceita em todos os estabelecimentos comerciais, e 18% afirmam que não oferecem um serviço satisfatório. Além disso, 39% de todos os entrevistados ainda expressam insatisfação com a inovação dos serviços oferecidos.
Por que a mudança não seria benéfica ao trabalhador?
Segundo Eduardo Camargo, existe diversas empresas que lidam com os cartões de VA e VR, e a portabilidade pode possibilitar que os trabalhadores recebam até cashback. No entanto, ele argumenta que o lado ruim é que o custo que o trabalhador deixou de pagar pode retornar de forma mais negativa.
Eduardo explica que os valores serão transferidos para restaurantes e outros estabelecimentos, que serão obrigados a repassar esses custos aos clientes. Consequentemente, uma vez que os trabalhadores também são consumidores, terão que desembolsar mais, o que pode ter implicações prejudiciais para o país.
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Ele diz que essas implicações são em relação à inflação. Com o aumento dos preços, menos clientes irão frequentar os estabelecimentos e mais gente vai deixar de pagar impostos.
Como a lei ainda não foi regulamentada pelo atual governo, a implementação foi adiada para maio do ano que vem.
Imagem: Viktoriia Hnatiuk / shutterstock.com
