Quando você recebe a conta de energia elétrica, um dos itens mais cruciais a ser observado é a amplamente reconhecida “bandeira tarifária”. Ela desempenha um papel fundamental em determinar o custo da energia, e pode fazer com que a conta se eleve, mesmo sem qualquer alteração no consumo.
Como a bandeira tarifária da conta de energia funciona? Entenda
Descubra como a bandeira tarifária da conta de energia afeta seu bolso. Saiba mais sobre essa importante variável.
Neste artigo, explicaremos o que é a bandeira tarifária, como funciona o sistema, e quando ela pode impactar significativamente o orçamento das famílias e das empresas.
Conceito de bandeira tarifária
Em 2015, introduziu-se o sistema de bandeira tarifária, visando informar aos consumidores o custo real da energia elétrica, o qual pode variar consideravelmente conforme as condições de geração de eletricidade. Esse custo está intimamente relacionado às flutuações na oferta e demanda de energia.

No Brasil, cerca de 65% da energia é gerada em hidrelétricas, um sistema especialmente sensível às variações climáticas. Em períodos de seca, as hidrelétricas podem não produzir energia suficiente, levando à busca por energia de outras fontes, como as termelétricas, que são mais caras. Além disso, o consumo de energia tende a aumentar em determinados momentos do ano, como no verão.
Cinco bandeiras tarifárias de energia
Dessa forma, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estabeleceu cinco diferentes bandeiras tarifárias para refletir essas variações:
- Bandeira Verde: Indica condições favoráveis de geração de energia. Nesse caso, a tarifa não sofre nenhum acréscimo, mantendo-se estável;
- Bandeira Amarela: Representa condições de geração menos favoráveis. Nessa situação, a tarifa tem um acréscimo de R$0,01874 para cada quilowatt-hora (kWh) consumido;
- Bandeira Vermelha – Patamar 1: Sinaliza condições mais custosas de geração. A tarifa sofre um acréscimo de R$0,03971 para cada kWh consumido;
- Bandeira Vermelha – Patamar 2: Reflete condições ainda mais custosas. Nesse caso, a tarifa tem um acréscimo de R$0,09492 para cada kWh consumido;
- Bandeira escassez hídrica: Criada em resposta à seca de 2021, essa bandeira vigorou até abril de 2022, e implicava em um acréscimo de R$0,142 para cada kWh consumido.
Exceções e descontos
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Ademais, vale ressaltar que nem todos os consumidores estão sujeitos às bandeiras tarifárias. Consumidores de sistemas isolados, como os que utilizam energia solar, não estão sujeitos a esses acréscimos.
Além disso, as tarifas adicionais das bandeiras têm descontos para beneficiários da Tarifa Social, bem como para algumas atividades específicas, como irrigação e aquicultura.
Imagem: Renata Photography / shutterstock.com
