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Como a bandeira tarifária da conta de energia funciona? Entenda

Descubra como a bandeira tarifária da conta de energia afeta seu bolso. Saiba mais sobre essa importante variável.

Helena SerpaPor Helena Serpa2 min de leitura
Na imagem, mão segurando uma lâmpada perto de uma conta de luz e uma calculadora.

Quando você recebe a conta de energia elétrica, um dos itens mais cruciais a ser observado é a amplamente reconhecida “bandeira tarifária”. Ela desempenha um papel fundamental em determinar o custo da energia, e pode fazer com que a conta se eleve, mesmo sem qualquer alteração no consumo.

Neste artigo, explicaremos o que é a bandeira tarifária, como funciona o sistema, e quando ela pode impactar significativamente o orçamento das famílias e das empresas.

Conceito de bandeira tarifária

Em 2015, introduziu-se o sistema de bandeira tarifária, visando informar aos consumidores o custo real da energia elétrica, o qual pode variar consideravelmente conforme as condições de geração de eletricidade. Esse custo está intimamente relacionado às flutuações na oferta e demanda de energia.

Paisagem de pôr do sol com torre de energia em destaque. A foto é bem alaranjada
Imagem: Cacio Murilo / Shutterstock.com

No Brasil, cerca de 65% da energia é gerada em hidrelétricas, um sistema especialmente sensível às variações climáticas. Em períodos de seca, as hidrelétricas podem não produzir energia suficiente, levando à busca por energia de outras fontes, como as termelétricas, que são mais caras. Além disso, o consumo de energia tende a aumentar em determinados momentos do ano, como no verão.

Cinco bandeiras tarifárias de energia

Dessa forma, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estabeleceu cinco diferentes bandeiras tarifárias para refletir essas variações:

  1. Bandeira Verde: Indica condições favoráveis de geração de energia. Nesse caso, a tarifa não sofre nenhum acréscimo, mantendo-se estável;
  2. Bandeira Amarela: Representa condições de geração menos favoráveis. Nessa situação, a tarifa tem um acréscimo de R$0,01874 para cada quilowatt-hora (kWh) consumido;
  3. Bandeira Vermelha – Patamar 1: Sinaliza condições mais custosas de geração. A tarifa sofre um acréscimo de R$0,03971 para cada kWh consumido;
  4. Bandeira Vermelha – Patamar 2: Reflete condições ainda mais custosas. Nesse caso, a tarifa tem um acréscimo de R$0,09492 para cada kWh consumido;
  5. Bandeira escassez hídrica: Criada em resposta à seca de 2021, essa bandeira vigorou até abril de 2022, e implicava em um acréscimo de R$0,142 para cada kWh consumido.

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Ademais, vale ressaltar que nem todos os consumidores estão sujeitos às bandeiras tarifárias. Consumidores de sistemas isolados, como os que utilizam energia solar, não estão sujeitos a esses acréscimos.

Além disso, as tarifas adicionais das bandeiras têm descontos para beneficiários da Tarifa Social, bem como para algumas atividades específicas, como irrigação e aquicultura.

Imagem: Renata Photography / shutterstock.com

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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