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Como a queda da taxa Selic afeta os investimentos?

Redução na taxa Selic anunciada pelo Copom nesta quarta traz impactos para o cenário de investimentos. Entenda!

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago2 min de leitura
Bandeira verde e amarela com cubos formando a palavra Selic

A redução da taxa básica de juros acaba de ser comunicada pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A partir da decisão, a Selic passa de 13,75% para 13,25%, uma queda de 0,50 ponto percentual. Essa redução já era esperada pelo mercado financeiro.

Agora, além do impacto sobre o crédito, que tende a ficar mais em conta, os investimentos também são diretamente impactados. A taxa Selic desempenha um papel crucial no cenário econômico do país, influenciando diversos aspectos.

Consequentemente, as aplicações de renda fixa são afetadas, apresentando um rendimento um pouco menor. Alguns exemplos desta modalidade são: Tesouro Direto, CDB (Certificado de Depósito Bancário), LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) e até mesmo a Caderneta de Poupança. 

Impacto da Selic sobre os investimentos 

O impacto de uma alteração na taxa básica de juros é imediato. Contudo, de acordo com Murilo Breder, analista do NuInvest, do Nubank, os efeitos são mais lentos para a economia real. Nesse sentido, os brasileiros tendem a notar uma maior diferença no cenário econômico no final deste ano. 

Apesar do corte na taxa de juros, é importante ressaltar que ela ainda se mantém em um patamar alto. Dessa forma, mesmo com um retorno menor, as aplicações em renda fixa ainda podem ser consideradas boas opções para os investidores.

As aplicações de renda variável, que apresentam um maior risco e são mais imprevisíveis, também são influenciadas pelo movimento da Selic. As ações da Bolsa de Valores, por exemplo, sofreram impacto antes mesmo do anúncio da decisão.

Redução na taxa básica de juros 

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A redução na taxa básica de juros acontece após os dados inflacionários apresentarem certa desaceleração nos últimos meses. Antes de mais nada, é preciso reforçar que tais fatores estão diretamente relacionados. 

A Selic é uma das principais ferramentas usadas para conter o avanço de preços, ou seja, a inflação. Dito isso, com uma queda na taxa inflacionária, não é preciso manter uma alíquota tão elevada para os juros.

Imagem: rafastockbr / shutterstock.com

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

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