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Pix errado: como corrigir se você fez ou recebeu um pagamento indevido

Descubra o que fazer caso tenha feito ou recebido um Pix errado, como corrigir e evitar problemas legais com pagamentos indevidos. Saiba mais!

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
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Com a popularização do Pix como meio de pagamento no Brasil, muitos usuários ainda enfrentam dificuldades ao realizar transações, ocasionando, por vezes, o pagamento indevido a pessoas erradas. A expressão “é raro, mas acontece com frequência” ilustra bem a situação de quem, por engano, digita um número errado ao fazer um Pix.

Esse erro pode envolver desde o número do CPF até o e-mail utilizado na chave de pagamento. Se você se deparou com essa situação e se perguntou “fiz um Pix por engano, e agora?”, aqui estão as orientações corretas para corrigir o erro.

Como corrigir um Pix feito por engano?

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Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Caso você tenha realizado um Pix incorretamente, a primeira recomendação é tentar entrar em contato com o destinatário do pagamento. Isso pode ser feito por meio do contato que foi informado no comprovante de pagamento, como o nome completo, banco, agência e número da conta corrente. Se a chave utilizada foi um e-mail ou telefone, a comunicação com a pessoa pode ser facilitada.

Leia mais: PIX e Drex contra a informalidade: a revolução no dinheiro digital no Brasil

É importante lembrar que, ao contrário de outros meios de pagamento, não é possível cancelar um Pix depois que a transação é finalizada. Portanto, caso a pessoa que recebeu o dinheiro se recuse a devolvê-lo, o único caminho será recorrer à via judicial para reaver o valor.

Recebi um Pix errado: como devolver?

Se o erro foi com você e você acabou recebendo um Pix que não era para sua conta, a boa notícia é que a maior parte dos bancos oferece uma funcionalidade chamada “Devolver Pix”. Ao utilizar essa ferramenta, você pode devolver o valor enviado por engano de forma simples e rápida, sem complicações.

A devolução deve ser feita diretamente no aplicativo do seu banco. Não se deve, de maneira alguma, realizar um novo Pix para a pessoa que fez o pagamento indevido. Isso pode complicar a situação, pois pode resultar em uma devolução feita duas vezes, o que é desnecessário.

Ao devolver o valor por meio da funcionalidade “Devolver Pix”, você garante que a devolução será feita corretamente, sem a possibilidade de o pagador solicitar a devolução novamente. A transação de devolução será registrada de forma clara, o que protege ambas as partes.

O que diz a lei?

No Brasil, o Código Penal trata de casos como o de quem se apropria de algo que recebeu por erro, acidente ou força da natureza. O artigo 169 do Código Penal diz que, ao receber algo de forma indevida, a pessoa tem o prazo de 15 dias para devolver o valor, caso contrário, poderá ser penalizada por apropriação indébita. Essa penalidade pode variar de uma pena de detenção de um mês a um ano, ou até uma multa.

Portanto, é fundamental devolver o valor recebido por engano dentro do prazo estipulado pela legislação para evitar problemas legais. Caso o pagamento não seja devolvido, o recebedor poderá ser processado judicialmente.

Mecanismo Especial de Devolução

O MED é um sistema implementado pelo Banco Central para facilitar a devolução de valores em casos de golpes ou falhas no sistema das operadoras do Pix. Em casos em que o pagamento foi feito de forma equivocada devido a um erro no sistema ou em transações fraudulentas, a pessoa que recebeu o pagamento indevido pode solicitar a devolução através desse mecanismo.

Vale lembrar que o MED não é uma opção para todos os casos de erro de pagamento, mas sim para situações de fraude ou falhas no sistema. O valor será congelado por até 72 horas e, em seguida, a pessoa que recebeu o Pix errado será notificada sobre a solicitação de devolução. Nesse caso, a pessoa terá até 30 dias para devolver o valor.

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Golpe do Pix errado: como evitar?

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Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Infelizmente, o uso crescente do Pix também gerou um aumento de fraudes e golpes. A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) alertou sobre o uso indevido do MED por criminosos para aplicar golpes. Neste tipo de fraude, os golpistas enviam um Pix errado para a conta da vítima e, em seguida, entram em contato com a pessoa dizendo que o pagamento foi feito por engano.

Eles pedem para que o valor seja transferido para outra conta, geralmente uma conta de outro golpista, alegando que a devolução não pode ser feita diretamente. O problema é que, ao fazer essa nova transferência, o recebedor do dinheiro pode ser considerado responsável pela fraude e ter o valor retirado de sua conta.

Por isso, a recomendação é clara: jamais faça uma nova transação após receber um Pix errado. O correto é utilizar as ferramentas de devolução disponibilizadas pelos bancos, como a opção “Devolver Pix”. Assim, você se protege de golpes e garante que a transação será resolvida de forma legal e segura.

Considerações finais

Embora o erro ao realizar um Pix seja raro, ele é mais comum do que imaginamos. Se você fez um pagamento indevido, o melhor a fazer é entrar em contato com a pessoa que recebeu o dinheiro e usar as funcionalidades de devolução no seu banco. Caso tenha recebido um Pix por engano, é importante devolvê-lo utilizando corretamente o aplicativo do banco. Além disso, é essencial estar atento aos golpes e sempre utilizar os canais oficiais para resolver o problema.

Se a devolução não for possível por meios amigáveis, a via judicial será necessária. Evite complicações e siga as recomendações para corrigir um Pix errado de maneira segura e dentro da lei.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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