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Selic em alta: como encontrar os melhores CDB, LCI e LCA em 5 passos simples

Com a Selic em alta, saiba como escolher os melhores CDBs, LCIs e LCAs em 5 passos. Veja dicas sobre corretoras, segurança, prazos e mais!

Vitória MonckesPor Vitória Monckes5 min de leitura
Inflação

Com a taxa Selic no maior patamar dos últimos 20 anos, os investimentos em renda fixa voltaram a ganhar destaque entre os brasileiros. O aumento da taxa básica de juros torna produtos como CDBs (Certificados de Depósito Bancário), LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) e LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio) mais atrativos e, muitas vezes, mais rentáveis do que a tradicional poupança.

No entanto, nem todo título de renda fixa é uma boa oportunidade. A seguir, você confere um guia completo em cinco passos essenciais para aproveitar os melhores produtos de renda fixa em tempos de juros elevados.

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Selic
Imagem: Freepik e Canva

Passo 1: Escolha bem a corretora ou banco onde vai investir

Antes de aplicar seu dinheiro, o primeiro passo é entender onde e com quem você está investindo.

Diferença entre corretora e banco emissor

  • Corretora ou banco distribuidor: é o intermediário que disponibiliza diversos títulos de vários emissores. Funciona como um “supermercado de investimentos”.
  • Banco emissor: é quem realmente emite o título (CDB, LCI ou LCA) e quem te pagará no vencimento. É aqui que está o risco de crédito.

Por exemplo: você pode ter conta na XP Investimentos e adquirir um CDB do Banco Pine ou do C6 Bank. A qualidade da corretora vai definir a variedade de títulos disponíveis e a transparência na hora da compra.

Dica prática

Evite investir apenas nos grandes bancos tradicionais (Itaú, Bradesco, Santander). Corretoras independentes como XP, Rico, BTG Pactual, Modalmais e NuInvest costumam oferecer CDBs com taxas melhores, emitidos por bancos médios com boa segurança e rentabilidade.

Passo 2: Aproveite o melhor horário para investir

Embora não exista um dia exato para aplicar em renda fixa, o horário pode fazer grande diferença.

Horários mais vantajosos

  • A partir das 10h: é quando as corretoras atualizam as taxas de muitos CDBs no mercado secundário. Essas ofertas, muitas vezes, têm rentabilidade superior e duração limitada.
  • Antes das 9h: alguns bancos e corretoras, como o Banco Daycoval, costumam disponibilizar boas oportunidades logo pela manhã.

Esses momentos exigem agilidade, pois os títulos com taxas mais atrativas costumam se esgotar em minutos.

Fique de olho em grupos e alertas

Grupos de Telegram e comunidades de finanças pessoais frequentemente compartilham atualizações em tempo real sobre ofertas relâmpago de CDBs, LCIs e LCAs. Acompanhar essas fontes pode garantir boas oportunidades.

Passo 3: Compare a rentabilidade com o Tesouro Direto

Tesouro Direto
Imagem: Freepik e Canva

Antes de aplicar, sempre compare o título que está avaliando com produtos equivalentes do Tesouro Direto, que são considerados os investimentos mais seguros do Brasil.

Como fazer a comparação

  1. Acesse o site do Tesouro Direto.
  2. Verifique o histórico de preços e taxas.
  3. Encontre o título correspondente ao seu CDB:
Tipo de CDB/LCI/LCAEquivalente no Tesouro Direto
PrefixadoTesouro Prefixado (LTN)
Atrelado ao IPCATesouro IPCA+ (NTN-B)

Regra de ouro

Nunca aceite um rendimento inferior ao Tesouro Direto. Como o CDB envolve risco de crédito, deve pagar mais do que o título público.

  • Prefixados: exigem pelo menos 2% ao ano a mais do que o Tesouro Prefixado.
  • Atrelados ao IPCA: devem render pelo menos 1% ao ano a mais que o Tesouro IPCA+.

Se um CDB oferece menos que isso, desconsidere. Mesmo com a garantia do FGC, o risco não compensa.

Passo 4: Avalie a segurança do banco emissor

Mesmo com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) protegendo até R$ 250 mil por CPF, por instituição, o ideal é investir em bancos sólidos e não depender dessa proteção.

Como funciona a cobertura do FGC

  • Garante até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira.
  • Se você investir em quatro bancos diferentes, poderá ter até R$ 1 milhão protegido.

Como avaliar o risco do banco emissor

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Seguir no Google
  1. Análise de balanço: disponível nos sites dos próprios bancos ou plataformas como Economatica e Valor Econômico.
  2. Relatórios de casas de análise: serviços pagos como Empiricus, Nord Research e Suno oferecem relatórios detalhados sobre instituições financeiras.
  3. Rating de crédito: as notas de classificação são boas referências. Exemplos:
    • AAA: risco muito baixo
    • AA: risco baixo
    • A: risco moderado
    • BBB ou menor: risco elevado
  4. Sites especializados: consulte plataformas como bancodata.com.br, onde é possível acessar informações como:
    • Índice de Basileia
    • Lucro líquido
    • Índice de inadimplência
    • Volume de ativos

Dica de ouro

Jamais aplique mais do que R$ 250 mil em uma mesma instituição, somando principal e juros. Isso evita que você perca dinheiro caso o banco quebre.

Passo 5: Analise o prazo e a liquidez do investimento

A escolha do prazo do título impacta diretamente a rentabilidade, liquidez e tributação do investimento.

Tipos de liquidez

  • Liquidez diária: ideal para reserva de emergência. Só é indicada para CDBs pós-fixados atrelados ao CDI.
  • CDB com vencimento fixo: paga melhor, mas evite resgates antes do prazo, pois há risco de perda na rentabilidade ou cobrança de spread.

Tributação do CDB

O CDB está sujeito ao Imposto de Renda regressivo:

PrazoAlíquota
Até 180 dias22,5%
De 181 a 360 dias20%
De 361 a 720 dias17,5%
Acima de 720 dias15%

Ou seja, para maximizar os ganhos líquidos, prefira títulos com vencimento superior a dois anos.

Cuidado com prazos longos

Selic
Imagem: rafastockbr / shutterstock

Evite títulos com vencimentos acima de 7 ou 10 anos, especialmente se forem emitidos por bancos menores. Isso aumenta o risco de crédito e a incerteza sobre o cenário econômico futuro.

Vantagem das LCIs e LCAs

  • Isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas.
  • Rentabilidade bruta = rentabilidade líquida.
  • Ideais para quem busca simplicidade e eficiência.

Atenção: por serem isentas de IR, as taxas aparentemente menores das LCIs/LCAs podem superar a rentabilidade líquida dos CDBs após impostos.

Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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