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Bilhões em dinheiro esquecido: saiba como sacar e investir a sua parte!

Mais de R$9 bilhões estão esquecidos em bancos e instituições financeiras, segundo o BC. Veja como consultar se você tem dinheiro esquecido.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto5 min de leitura
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Uma nova atualização do Banco Central revelou um dado surpreendente: mais de R$ 9 bilhões seguem esquecidos por brasileiros e empresas em contas bancárias, consórcios e outras instituições financeiras. A informação, divulgada nesta terça-feira (8), acende o alerta sobre a importância de verificar se você tem valores a receber de dinheiro esquecido — e principalmente, o que fazer com eles.

De acordo com o relatório, 46 milhões de pessoas físicas somam cerca de R$ 6,9 bilhões, enquanto mais de 4 milhões de empresas concentram os outros R$ 2 bilhões. Quase 1 milhão de pessoas têm quantias superiores a R$ 1.000, o que abre oportunidades reais de reinvestimento.

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Como verificar se você tem dinheiro esquecido?

fundo pis/pasep caixa dinheiro esquecido
Imagem: Marcello Casal Júnior/Agência Brasil

Plataforma oficial do Banco Central

A única forma segura de fazer a consulta e solicitar o resgate é por meio do site oficial do Banco Central:
🔗 https://valoresareceber.bcb.gov.br

É preciso acessar com uma conta gov.br com nível prata ou ouro. Para quem ainda não possui esse nível de segurança, é necessário:

  • Baixar o aplicativo gov.br no celular;
  • Fazer o login com CPF;
  • Realizar a validação facial;
  • Gerar um código de acesso no app para usar no site.

Quem pode consultar?

  • Pessoa física: diretamente com CPF e chave PIX;
  • Empresas: via CNPJ;
  • Falecidos: consulta deve ser feita por herdeiros legais, com termo de responsabilidade e contato direto com as instituições financeiras envolvidas.

Para onde vai o dinheiro se ninguém sacar?

Caso os valores não sejam resgatados, há previsão de que eles sejam incorporados ao Tesouro Nacional, conforme autorização do Congresso concedida em 2024. No entanto, segundo o Ministério da Fazenda, esse processo ainda não foi iniciado, o que mantém vigente a possibilidade de saque.

Mesmo que o valor pareça irrisório — mais de 64% das contas têm menos de R$ 10 — o ideal é fazer o resgate. Como alerta o especialista em finanças Roberto Lima Campos, “deixar o dinheiro parado é abrir mão de rendimento, mesmo que modesto.”

“Com a Selic em 11,75% ao ano, R$ 1.000 podem render mais de R$ 700 em cinco anos com juros compostos. Ignorar isso é um erro de planejamento financeiro.”

Possibilidades de investimento após o saque

A melhor forma de aplicar o dinheiro resgatado depende do valor disponível, do prazo desejado e do perfil de risco do investidor. Confira as principais alternativas:

Curto prazo (até 2 anos)

Ideal para reserva de emergência e metas imediatas:

  • Tesouro Selic: seguro e com boa liquidez.
  • CDB de liquidez diária: opção prática com rendimento superior à poupança.

Vantagem: acesso rápido ao dinheiro, baixo risco.

Médio prazo (3 a 5 anos)

Para quem planeja uma viagem ou compra de bem:

  • CDBs com vencimento definido: melhores taxas que opções de curto prazo.
  • Tesouro IPCA+: rendimento real acima da inflação.

Vantagem: retornos superiores, com risco ainda moderado.

Longo prazo (acima de 5 anos)

Foco em aposentadoria ou educação dos filhos:

  • Fundos de previdência privada (PGBL/VGBL): benefícios fiscais.
  • Fundos multimercado: diversificação e potencial de maior retorno.
  • Ações: para investidores com maior tolerância ao risco.

Vantagem: maior potencial de valorização.

Riscos e cuidados ao acessar o sistema

Cuidado com fraudes

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Com o aumento de buscas no site do Banco Central, golpistas aproveitam a oportunidade para enviar e-mails falsos, mensagens de WhatsApp ou criar sites clones. Por isso:

  • Nunca clique em links suspeitos.
  • Desconfie de qualquer mensagem que solicite dados pessoais.
  • Acesse apenas o site oficial do BC com autenticação segura.

Atualização de segurança

Desde fevereiro, o acesso ao sistema “valores a receber” exige verificação em duas etapas, o que aumenta a proteção contra invasões e fraudes.

Por que é importante resgatar mesmo valores baixos?

CPF
Imagem: Brenda Rocha – Blossom /Shutterstock.com

Especialistas em finanças reforçam que qualquer valor pode ser útil. “Trata-se de um recurso seu, que já foi ganho, e que pode fazer diferença, especialmente se for bem aplicado”, explica Lima Campos.

Mesmo valores abaixo de R$ 50 podem compor uma reserva de emergência. Aplicações automáticas e acessíveis já estão disponíveis em diversos bancos digitais.

“O segredo da construção de patrimônio está no hábito de investir, e não apenas no valor inicial”, conclui Campos.

O que diz o governo?

Embora o Congresso tenha autorizado o recolhimento dos valores esquecidos, o governo federal ainda não deu início ao processo. O secretário do Tesouro, Rogério Ceron, confirmou que os saques continuam autorizados:

“As normas do Banco Central continuam valendo. A proposta de incorporação foi do Congresso, mas não está em vigor”, disse Ceron.

Ele também admitiu que a comunicação sobre o tema poderia ter sido mais clara, o que gerou confusão entre os contribuintes.


Conclusão

Com mais de R$ 9 bilhões esquecidos, a oportunidade está nas mãos de milhões de brasileiros. Sacar esse dinheiro é apenas o primeiro passo. Aplicá-lo com inteligência pode representar a diferença entre manter o dinheiro parado ou fazê-lo crescer com o tempo. A recomendação dos especialistas é clara: consulte, saque e invista com sabedoria.

Imagem: Cast Of Thousands/Shutterstock

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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