De acordo com informações divulgadas pelo jornal Financial Times, a compra do Credit Suisse pelo seu maior concorrente, UBS, será investigada após abertura do processo pela Procuradoria Federal da Suíça.
Há suspeita de possíveis violações da lei criminal suíça por parte dos trabalhadores do governo, reguladores e executivos das duas instituições financeiras. A fusão aconteceu para evitar uma crise do setor bancário após os resultados apresentados pelo Credit Suisse.
Nesse sentido, o UBS Group AG comprou o banco por US$ 3,23 bilhões no final do mês de março, depois de uma negociação breve.
Compra do Credit Suisse
As ações do Credit Suisse despencaram mais de 20% no mês passado, logo após a quebra de dois bancos norte-americanos, o Silicon Valley Bank (SVB) e do Signature Bank. Além disso, a instituição já havia apresentado resultados alarmantes. Dessa forma, o mercado passou a se preocupar com a possibilidade de uma crise global do setor.
O banco em crise chegou a solicitar um empréstimo de US$ 54 bilhões ao Banco Central da Suíça, que alegou que decretaria a liquidez da instituição financeira caso fosse preciso.
Assim, para amenizar a situação, o UBS decidiu pela compra do Credit Suisse. Isso porque a falência de um banco de tal magnitude traria consequências irreparáveis para os mercados, segundo analistas.
Investigação sobre a compra do Credit Suisse
Conforme apontam as autoridades da Suíça, existem diversos indícios em torno do Credit Suisse que justificam a abertura da investigação. Por isso, é preciso que a situação seja analisada a fim de identificar quaisquer tipos de crimes.
A criação do conglomerado bancário, com a junção entre os bancos, gerou uma onda de protestos de partidos políticos e da sociedade civil que se mostraram contrários. Com a compra pelo UBS, as instituições puderam seguir em pleno funcionamento normalmente, sem qualquer tipo de interrupção.
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