Parece que a digitalização dos bancos é um caminho sem volta e os grandes bancos brasileiros já estão se encaminhando para essa nova era digital, fechando agências e demitindo. Além da concorrência com as fintechs, como Nubank e Banco Inter, contribuem para essa situação as mudanças regulatórias, como o limite de juros no cheque especial de 8% ao mês. Ao todo, foram 430 agências encerradas, resultando em 6,923 mil pessoas foram demitidas. Entretanto, vale lembrar que muitos destes funcionários aderiram a programas de demissão voluntária (PDVs) dos bancos.

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Não somente a concorrência com o Nubank e outras fintechs, mas o próprio processo de digitalização do Itaú, Santander e Bradesco vem fazendo com que alguns profissionais não sejam mais necessários. Outro motivo pelo quando os bancos estão fechando agências e demitindo é o aumento dos lucros. Dessa forma, esses bancos também poderão reduzir as tarifas para os clientes e concorrer com as taxas das fintechs.

Itaú, Santander e Bradesco estão fechando agências e se digitalizando

Quantas pessoas você conhece que trocaram a conta em banco tradicional por uma conta digital? E quando se trata de cartão de crédito, quantas pessoas você conhece que trocaram o cartão com anuidade alta dos bancos tradicionais pela anuidade zero (ou mais baixa) dos cartões como Nubank, Banco Inter, Meu Pag ou Trigg? Enfim, muitas pessoas migraram. E os bancos tradicionais certamente sentiram o impacto dessas mudanças.

Em um primeiro momento, esses bancos também criaram produtos parecidos com os das fintechs, como o cartão de crédito Santander Free, o Digio (parceria entre Bradesco e Banco do Brasil) e o next (Bradesco). Os bancos também começaram a oferecer contas mais digitais e sem tarifas, como a Superdigital do Santander, a BB Conta Digital, a conta Next do Bradesco e a conta iti do Itaú.

Bancos tradicionais tem 340 agências fechadas em 2019

Dessas 340 agências fechadas no ano passado, mais da metade são do Itaú. Segundo o balanço da empresa, divulgado no último dia 10, foram 200 agências com atividades encerradas no quarto trimestre de 2019. No Brasil foram 172 agências. No ano inteiro de 2019, o Itaú fechou nada menos do que 436 agências na América Latina, sendo 372 unidades no Brasil. Ao todo, foram 5.454 pessoas demitidas.

E conforme o próprio banco, neste ano o Itaú segue fechando agências. O relatório sobre as atividades do Itaú em 2019 informa que o investimento em tecnologia com foco em eficiência de custos permitiu que as agências fossem fechadas.

Já o Bradesco fechou mais de 100 agências em 2019, a maior parte no último trimestre. Ao todo, foram 1.276 pessoas a menos no quadro de funcionários do banco. Neste ano o Bradesco também deve continuar fechando agências, com previsão de encerramento de cerca de 300 pontos.

Finalmente, o Santander encerrou as atividades de 45 agências no ano passado, com demissão de 1.663 colaboradores. Mas uma quantidade ainda maior de fechamento de agências deve ocorrer esse ano, pois a previsão é de que fechem 300 agências.

Fechando agências, lucrando mais

O maior motivo dos cortes de gastos com agências é o aumento dos lucros. No ano passado, o Itaú teve em 2019 o maior lucro para um banco na história do país, nada menos do que R$ 26,583 bi.

Já o Bradesco conseguiu um lucro líquido de R$ 22,6 bi, 18,32% a mais do que no ano de 2018. Já o Santander teve em 2018 um lucro de R$ 14,181 bi, representando um aumento de 16,6%.

Mas os bancos sabem que em 2020 talvez os lucros não sejam tão grandes assim. Isso porque as fintechs, como Nubank e Banco Inter, estão crescendo e ganhando cada vez mais clientes e fãs.

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Imagens: Veja / Wikipedia / Exame