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Novo sistema promete cortar até 75% da conta de luz em apartamentos

Condomínio solar no Ceará dá até 75% de desconto na conta de luz para moradores de apartamentos e salas, sem precisar de placas.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes6 min de leitura
Bolsa Família

Um projeto inovador lançado no Ceará nesta quarta-feira (01) está transformando a forma como os brasileiros acessam energia renovável. Com um modelo inédito no país, o chamado condomínio solar promete até 75% de desconto na conta de luz, mesmo para quem mora em apartamentos, salas comerciais ou imóveis sem área para instalação de painéis solares.

O formato foi criado com o objetivo de democratizar o acesso à energia solar e é baseado no investimento em cotas de usinas fotovoltaicas, localizadas em diferentes regiões do estado.

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Energia solar em apartamento: como funciona e como conseguir

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Imagem: Daniele Mezzadri / shutterstock.com

Como funciona o condomínio solar?

Energia solar compartilhada sem instalação em casa

Diferente dos sistemas convencionais, onde o consumidor precisa instalar painéis solares em seu próprio imóvel, o modelo do condomínio solar permite que os interessados adquiram cotas de produção de usinas geridas por empresas especializadas. A energia gerada por essas usinas é convertida em créditos, que são aplicados diretamente na conta de luz do consumidor.

Segundo Lucas Melo, CEO da Sunplena Energia — empresa idealizadora do projeto —, a proposta foi pensada especialmente para atender a demanda de consumidores urbanos:

“Muitos moradores de apartamentos manifestavam vontade de adotar a energia solar, mas não tinham onde instalar. Criamos essa alternativa para que eles possam ter acesso a uma economia real na conta de luz e participar da transição energética”, explica o empresário.

Quem pode participar

O modelo está disponível para:

  • Moradores de apartamentos e condomínios residenciais
  • Proprietários de salas comerciais e escritórios
  • Pequenos negócios em imóveis alugados
  • Consumidores em imóveis sem área disponível para placas solares

Economia significativa e retorno garantido

Exemplo prático de economia

O impacto financeiro é direto e mensurável. Uma conta de energia de R$ 250, por exemplo, pode ser reduzida para R$ 70, o que representa um abatimento mensal de R$ 180 — uma economia de 72%.

Valor do investimento

Para participar, o consumidor adquire uma cota no valor médio de R$ 7.600, valor que pode variar conforme o tamanho da cota e o perfil de consumo. O retorno do investimento, segundo projeções da Sunplena, acontece em cerca de três anos e meio, após o qual o consumidor continua economizando por muitos anos.

Vida útil das usinas e estabilidade

Durabilidade da geração solar

As usinas solares da Sunplena têm vida útil estimada de pelo menos 25 anos. Isso significa que, após o retorno do capital investido, o consumidor pode continuar se beneficiando dos créditos de energia por mais de duas décadas.

Além disso, as usinas são mantidas e operadas pela empresa, sem necessidade de manutenção ou gestão por parte dos cotistas.

Ceará como pioneiro e expansão nacional

O Ceará foi escolhido como ponto de partida pela alta incidência solar e pelo engajamento regional com fontes renováveis. Com o sucesso do projeto piloto, a expectativa é expandir o modelo para outras capitais brasileiras. São Paulo já está na lista das próximas regiões a receberem a novidade.

“Nosso objetivo é levar o condomínio solar para os grandes centros urbanos, onde a limitação física impede o acesso à energia solar tradicional. Queremos dar protagonismo ao consumidor urbano na transição energética do Brasil”, afirma Lucas Melo.

Diferença entre condomínio solar e energia por assinatura

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Imagem: Freepik

Energia por assinatura: menos investimento, menos economia

Hoje, muitos consumidores já têm acesso à energia por assinatura, modalidade em que o usuário paga uma mensalidade para usar energia gerada em usinas compartilhadas. No entanto, os descontos giram em torno de 10% a 20%, já que não há aporte inicial do cliente.

Condomínio solar: maior desconto com investimento

O modelo do condomínio solar exige investimento inicial, mas garante reduções muito mais expressivas. Os consumidores tornam-se efetivamente “donos” de parte da usina e, por isso, usufruem de um retorno mais robusto ao longo do tempo.

Etapas para participar do projeto

1. Simulação de consumo

O primeiro passo é realizar uma simulação com base no histórico de consumo de energia do imóvel. A Sunplena Energia fornece essa estimativa sem custos.

2. Escolha da cota

Com base na média de consumo mensal, o consumidor escolhe a quantidade de energia que deseja contratar. Isso define o valor da cota a ser adquirida.

3. Assinatura de contrato

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Após análise, o consumidor assina um contrato de aquisição de cota. Não há necessidade de obras, reformas ou intervenções no imóvel.

4. Recebimento de créditos

Com a ativação da cota, os créditos de energia passam a ser enviados diretamente para a conta de luz da concessionária (como Enel, Coelce ou outra), reduzindo o valor a ser pago mensalmente.

Vantagens para quem vive em apartamento

A energia solar sempre foi associada a casas com telhado ou terrenos grandes. O modelo de condomínio solar quebra esse paradigma e traz os seguintes benefícios para moradores de apartamentos:

  • Economia expressiva e duradoura
  • Zero manutenção ou obra
  • Acesso à energia limpa e renovável
  • Valorização do imóvel e responsabilidade ambiental
  • Liberdade para mudar de endereço e manter a cota em outro local atendido

Sustentabilidade e impacto ambiental

Contribuição para a transição energética

A expansão do modelo de condomínio solar representa um avanço importante para a sustentabilidade. Com mais consumidores adotando energia limpa, reduz-se a dependência de fontes poluentes como hidrelétricas e termelétricas.

Menor emissão de CO₂

Cada cota de energia solar contratada evita toneladas de emissões de dióxido de carbono ao longo de sua vida útil, colaborando com as metas de descarbonização e mitigação das mudanças climáticas.

Desafios e regulamentação

Apesar dos benefícios, o modelo ainda depende de marcos regulatórios específicos e de acordos com distribuidoras de energia para a compensação dos créditos.

No entanto, com o avanço da Lei da Geração Distribuída (Lei 14.300/2022) e o estímulo do setor privado, a tendência é que esse tipo de negócio ganhe escala rapidamente.

Futuro promissor: energia solar como ativo financeiro

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Imagem: Mr. Kosal / Shutterstock

O investimento em cotas de energia solar também pode ser visto como uma alternativa segura de aplicação de recursos, com retorno estável, impacto positivo e isenção de volatilidade do mercado financeiro.

Com o crescente interesse de consumidores e a viabilidade técnica comprovada, o modelo de condomínio solar pode se tornar uma nova categoria de ativo sustentável para investidores de todos os perfis.

Imagem: TanitJuno / shutterstock.com

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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