Recentemente, uma administradora de prédios em São Paulo se tornou alvo de investigação por suspeita de desvio dinheiro. A empresa envolvida, chamada Fort House, administrava cerca de 40 condomínios na capital paulista e agora enfrenta uma série de processos e inquéritos policiais após deixar diversos condomínios afundados em contas atrasadas.
Condomínios pagam até R$ 500 mil em contas atrasadas após calote de administradora
Administradora de condomínios acusada de desvio de verba causa dívida quase milionária em contas atrasadas. Confira o contexto!
De acordo com os relatos, alguns condomínios enfrentam prejuízos de até R$ 500 mil, cabendo aos moradores arcar com as dívidas deixadas pela empresa. Contudo, a administradora nega haver qualquer procedimento de má-fé.
Em uma carta enviada aos clientes, o dono da Fort House, João Carlos Caporicci, menciona que problemas pessoais e “dias conturbados” levaram a “decisões erradas” e a um grave problema financeiro. O advogado que representa Caporicci afirma que houve má gestão.
Como as contas atrasadas passaram desapercebidas
De acordo com os síndicos dos condomínios afetados, a Fort House escondia os problemas das contas e mantinha uma relação de confiança com os responsáveis pela gestão dos edifícios. Quando ocorriam atrasos e notificam a administradora, esta enviava o comprovante rapidamente.
Acredita-se também haver uma dificuldade de rastrear todas as saídas e entradas de cada condomínio porque a empresa concentrava os valores arrecadados mensalmente por todos os clientes em uma conta conjunta. A partir dela, a administradora realizava os pagamentos das despesas de cada um.
No último levantamento, identificou-se que a Fort House deixou uma dívida de mais de R$ 30 milhões para os quarenta condomínios que gerenciava. Segundo o síndico Magna Silva do Edifício Acquaria, na zona sul de São Paulo, o condomínio deve cerca de R$ 500 mil e há indícios de desvio no balanço das contas.
Empresa fecha as portas
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Ainda que ativa desde 1993, a Fort House fechou as portas. Devido à dívida milionária e aos inquéritos policiais, haverá retenção de todos os bens de Caporicci para avaliar como será possível mitigar os danos. Em carta, o dono da administradora admitiu recorrer a empréstimos e agiotas, sem qualquer chance de quitar as dívidas.
Além disso, rumores indicavam que houve indicação de internação psiquiátrica por 90 dias a Caporicci, sem confirmação de diagnóstico para tal indicação.
Imagem: StockSnap / pixabay.com
