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Viver bem depois dos 60: condomínios oferecem estrutura premium para terceira idade

O envelhecimento da população brasileira está transformando o mercado imobiliário. Condomínios para terceira idade surgem como alternativa para quem busca bem-estar, segurança e serviços exclusivos após os 60 anos. Em São Paulo e Curitiba, novos empreendimentos já atraem compradores dispostos a investir em uma estrutura premium de saúde, lazer e cuidados especializados. Leia mais: Melhores […]

Avatar de Fernanda Ramos Fernanda Ramos · · 4 min de leitura
condomínio idoso terceira idade

O envelhecimento da população brasileira está transformando o mercado imobiliário. Condomínios para terceira idade surgem como alternativa para quem busca bem-estar, segurança e serviços exclusivos após os 60 anos.

Em São Paulo e Curitiba, novos empreendimentos já atraem compradores dispostos a investir em uma estrutura premium de saúde, lazer e cuidados especializados.

Leia mais: Melhores cidades para idosos no Brasil em 2025

O crescimento dos condomínios para terceira idade

condomínio idosos
Imagem: Freepik

O conceito de sênior living já é consolidado nos Estados Unidos e na Europa. Agora, começa a ganhar força no Brasil, especialmente em áreas de alto padrão. Esses projetos unem conforto residencial com serviços de apoio à saúde e lazer, garantindo independência e qualidade de vida aos moradores.

De acordo com a consultoria Brain Inteligência Estratégica, o mercado ainda está em fase inicial, mas deve crescer conforme se expande para além do público de altíssima renda.

Condomínios com estrutura premium: o que oferecem os empreendimentos

Os novos condomínios para terceira idade vão além da moradia. Eles incluem:

  • Atividades físicas e de lazer: hidroginástica, pilates, artesanato e pintura.
  • Assistência médica: centrais 24h de emergência, botões de socorro e parcerias com consultórios.
  • Serviços personalizados: cuidadores, motoristas e fisioterapia no modelo pay per use.
  • Segurança adaptada: fechaduras eletrônicas e acessibilidade em áreas comuns.

Esse modelo garante autonomia, mas com suporte imediato em caso de necessidade.

São Paulo: foco no público de alta renda

Na capital paulista, o metro quadrado em condomínios desse segmento pode chegar a R$ 30 mil, muito acima da média da cidade.

  • Em Higienópolis, a construtora Naara iniciou obras de um prédio com 68 unidades de até 145 m². O condomínio, estimado em R$ 6 mil, inclui emergências médicas 24h e serviços adicionais pagos à parte.
  • Outro projeto, da Vitacon, também em Higienópolis, terá 300 unidades de 30 a 80 m², com condomínio em torno de R$ 3 mil e estrutura completa de saúde e lazer.

Segundo Joseph Nigri, fundador da Naara, o objetivo é oferecer serviços de qualidade por valores menores do que o mercado tradicional, graças ao sistema de parcerias.

Curitiba: modelo em expansão

Na capital paranaense, a construtora Laguna lançou um empreendimento no bairro Alto da Glória, que já comercializou 90% das unidades.

  • O projeto inclui duas torres, sendo uma residencial e outra comercial, equipada com consultórios e serviços de saúde.
  • O metro quadrado está na faixa de R$ 22 mil, com condomínio a partir de R$ 1.500.
  • As unidades, entre 42 m² e 83 m², terão botão de socorro e suporte médico incluso.

Segundo André Marin, diretor da Laguna, apenas pessoas acima de 60 anos poderão morar no empreendimento, reforçando o conceito exclusivo.

A procura de famílias por alternativas

Casos como o do engenheiro Jorge Heller, de 61 anos, mostram o interesse do público. Ele adquiriu uma unidade em Curitiba para sua mãe, Haydee, de 82 anos, que queria manter independência sem abrir mão da segurança.

“Não queria colocar ela em um asilo. Ela é independente, dirige, faz pilates, pintura, artesanato, atividades que também serão oferecidas por lá. Ela queria continuar morando sozinha, mas, aos 82 anos, cada vez que viajo fico com o coração na mão, com medo de uma queda”, contou Heller.

Esse exemplo ilustra o perfil de famílias que buscam alternativas entre a independência total e casas de repouso tradicionais.

Mercado e perspectivas

Previsão, calor
Reprodução: Seu Crédito Digital / Freepik

Apesar de restritos, os condomínios para terceira idade devem ganhar escala nos próximos anos. O envelhecimento acelerado da população brasileira e o aumento da longevidade indicam uma demanda crescente por habitação adaptada.

Especialistas preveem que, após a fase inicial voltada à elite, novos formatos mais acessíveis poderão surgir, democratizando esse tipo de moradia. A tendência é que empresas imobiliárias diversifiquem produtos, atendendo diferentes perfis e faixas de renda.

Recapitulando

Os condomínios para terceira idade representam uma transformação no mercado imobiliário brasileiro. Com foco em saúde, lazer e segurança, eles oferecem qualidade de vida para quem busca independência com suporte.

Embora ainda limitados ao público de alta renda, os empreendimentos de São Paulo e Curitiba mostram o potencial do setor, que deve se expandir com o envelhecimento da população.

Com informações de: InfoMoney

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