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Viver bem depois dos 60: condomínios oferecem estrutura premium para terceira idade

Condomínios para terceira idade trazem saúde, lazer e segurança em São Paulo e Curitiba. Conheça os diferenciais e tendências do setor.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
condomínio idoso terceira idade

O envelhecimento da população brasileira está transformando o mercado imobiliário. Condomínios para terceira idade surgem como alternativa para quem busca bem-estar, segurança e serviços exclusivos após os 60 anos.

Em São Paulo e Curitiba, novos empreendimentos já atraem compradores dispostos a investir em uma estrutura premium de saúde, lazer e cuidados especializados.

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O crescimento dos condomínios para terceira idade

condomínio idosos
Imagem: Freepik

O conceito de sênior living já é consolidado nos Estados Unidos e na Europa. Agora, começa a ganhar força no Brasil, especialmente em áreas de alto padrão. Esses projetos unem conforto residencial com serviços de apoio à saúde e lazer, garantindo independência e qualidade de vida aos moradores.

De acordo com a consultoria Brain Inteligência Estratégica, o mercado ainda está em fase inicial, mas deve crescer conforme se expande para além do público de altíssima renda.

Condomínios com estrutura premium: o que oferecem os empreendimentos

Os novos condomínios para terceira idade vão além da moradia. Eles incluem:

  • Atividades físicas e de lazer: hidroginástica, pilates, artesanato e pintura.
  • Assistência médica: centrais 24h de emergência, botões de socorro e parcerias com consultórios.
  • Serviços personalizados: cuidadores, motoristas e fisioterapia no modelo pay per use.
  • Segurança adaptada: fechaduras eletrônicas e acessibilidade em áreas comuns.

Esse modelo garante autonomia, mas com suporte imediato em caso de necessidade.

São Paulo: foco no público de alta renda

Na capital paulista, o metro quadrado em condomínios desse segmento pode chegar a R$ 30 mil, muito acima da média da cidade.

  • Em Higienópolis, a construtora Naara iniciou obras de um prédio com 68 unidades de até 145 m². O condomínio, estimado em R$ 6 mil, inclui emergências médicas 24h e serviços adicionais pagos à parte.
  • Outro projeto, da Vitacon, também em Higienópolis, terá 300 unidades de 30 a 80 m², com condomínio em torno de R$ 3 mil e estrutura completa de saúde e lazer.

Segundo Joseph Nigri, fundador da Naara, o objetivo é oferecer serviços de qualidade por valores menores do que o mercado tradicional, graças ao sistema de parcerias.

Curitiba: modelo em expansão

Na capital paranaense, a construtora Laguna lançou um empreendimento no bairro Alto da Glória, que já comercializou 90% das unidades.

  • O projeto inclui duas torres, sendo uma residencial e outra comercial, equipada com consultórios e serviços de saúde.
  • O metro quadrado está na faixa de R$ 22 mil, com condomínio a partir de R$ 1.500.
  • As unidades, entre 42 m² e 83 m², terão botão de socorro e suporte médico incluso.

Segundo André Marin, diretor da Laguna, apenas pessoas acima de 60 anos poderão morar no empreendimento, reforçando o conceito exclusivo.

A procura de famílias por alternativas

Casos como o do engenheiro Jorge Heller, de 61 anos, mostram o interesse do público. Ele adquiriu uma unidade em Curitiba para sua mãe, Haydee, de 82 anos, que queria manter independência sem abrir mão da segurança.

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“Não queria colocar ela em um asilo. Ela é independente, dirige, faz pilates, pintura, artesanato, atividades que também serão oferecidas por lá. Ela queria continuar morando sozinha, mas, aos 82 anos, cada vez que viajo fico com o coração na mão, com medo de uma queda”, contou Heller.

Esse exemplo ilustra o perfil de famílias que buscam alternativas entre a independência total e casas de repouso tradicionais.

Mercado e perspectivas

Previsão, calor
Reprodução: Seu Crédito Digital / Freepik

Apesar de restritos, os condomínios para terceira idade devem ganhar escala nos próximos anos. O envelhecimento acelerado da população brasileira e o aumento da longevidade indicam uma demanda crescente por habitação adaptada.

Especialistas preveem que, após a fase inicial voltada à elite, novos formatos mais acessíveis poderão surgir, democratizando esse tipo de moradia. A tendência é que empresas imobiliárias diversifiquem produtos, atendendo diferentes perfis e faixas de renda.

Recapitulando

Os condomínios para terceira idade representam uma transformação no mercado imobiliário brasileiro. Com foco em saúde, lazer e segurança, eles oferecem qualidade de vida para quem busca independência com suporte.

Embora ainda limitados ao público de alta renda, os empreendimentos de São Paulo e Curitiba mostram o potencial do setor, que deve se expandir com o envelhecimento da população.

Com informações de: InfoMoney

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Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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