O Índice de Confiança de Serviços (ICS) apresentou queda de 0,9 ponto em novembro, chegando a 94,4 pontos. Trata-se da quarta redução consecutiva. Com isso, o índice acumula perdas de 3,6 pontos no período. Os dados foram divulgados pelo FGV IBRE.
Confiança de Serviços recua pela quarta vez consecutiva; veja
Dados do FGV IBRE mostram recuo na Confiança de Serviços no mês de novembro, seguindo trajetória de queda. Saiba mais!
Dentre os seis indicadores que compõem o ICS, cinco registraram variações negativas no período analisado. Assim sendo, a única exceção foi do segmento Outros, que avançou 0,7 pontos, mas ainda abaixo dos resultados anteriores.
Vale destacar ainda que a queda do ICS foi resultado de uma piora das avaliações sobre a situação atual. Nesse sentido, o Índice de Situação Atual (ISA-S) caiu 2,2 pontos, para 97,1 pontos, menor nível desde maio deste ano.
Situação Atual em queda, Expectativas em alta
Sobre a Situação Atual, houve uma piora na percepção sobre o indicador que trata sobre a demanda atual, que recuou 3,8 pontos, para 95,9 pontos. Ademais, ainda que em menor magnitude, o indicador de situação atual dos negócios cedeu 0,7 ponto, para 98,2 pontos.
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Em contrapartida, o Índice de Expectativas (IE) registrou alta de 0,6 ponto, para 92,0 pontos, após três quedas consecutivas. Sob esta perspectiva, o indicador que mede a demanda prevista nos próximos três meses subiu 0,9 ponto, com maior influência sobre o índice. Já o indicador de tendência dos negócios nos próximos seis meses acomodou-se ao variar 0,2 ponto.

Confiança de Serviços entre os segmentos
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Entre os segmentos do setor de Serviços, a queda atingiu a maior parte deles, como exposto acima. Nos últimos meses, as áreas têm demonstrado dificuldades para se manterem resilientes. Veja os resultados de novembro.
- Serviços: -1%;
- Famílias: -0,3%;
- Informação e Comunicação: -1,1%;
- Profissionais: -1,7%;
- Transporte: -1,2%;
- Outros: 0,7%.
Por fim, é importante lembrar que o setor vem perdendo fôlego ao longo deste ano, com empresários mais cautelosos diante de uma taxa de juros ainda elevada e um alto índice de endividamento das famílias brasileiras.
Imagem: VGstockstudio / shutterstock.com
