O Índice de Confiança do Comércio (ICOM), divulgado pelo FGV IBRE, apresentou queda de 2,7 pontos, chegando a 86,5 pontos. Trata-se do terceiro recuo consecutivo. Vale ressaltar que nos últimos meses, o ISA, indicador componente, registra redução acumulada de cerca de 10 pontos.
Confiança do Comércio registra queda pela terceira vez consecutiva; veja
A Confiança do Comércio segue em trajetória de queda com o enfraquecimento da demanda atual das empresas. Saiba mais!
“O enfraquecimento da demanda atual, somado às previsões pessimistas de redução nas vendas dos próximos meses, geram apreensão entre os comerciantes, que é agravada pela inversão da confiança dos consumidores nos últimos meses de 2023.”, apontou Geórgia Veloso, economista do instituto.
Resultados da Confiança do Comércio em novembro
O Índice de Situação Atual (ISA) recuou 2,8 pontos, para 89,4 pontos, menor nível desde abril deste ano. É a quinta variação negativa para o índice. Entre os quesitos que compõem o ISA-COM, o indicador que trata sobre a situação atual dos negócios foi o que apresentou maior influência para o recuo da confiança no mês ao cair 4,4 pontos.
Ainda nesse sentido, as avaliações sobre o volume de demanda atual também registraram queda pelo quinto mês consecutivo em novembro. Sendo assim, agora com redução 1,1 ponto, chegaram a 88,4 pontos.
Já o Índice de Expectativas (IE-COM), outro integrante da Confiança do Comércio, por sua vez, cedeu 2,7 pontos, para 84,0 pontos. Sendo assim, as principais influências vieram de dois fatores. A piora das perspectivas de vendas nos próximos meses e do indicador que avalia a tendência dos negócios nos próximos seis meses são eles.

Demanda insuficiente
A demanda insuficiente é um dos fatores responsáveis pelo momento atual da Confiança do Comércio. Não à toa, nesse sentido, no trimestre encerrado em novembro, 29,4% das empresas afirmavam que a demanda insuficiente era uma questão limitante para a expansão dos negócios.
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“A variação da confiança descontada dos fatores sazonais evidencia que apesar da melhora do ambiente macroeconômico e do início das vendas de fim de ano o desempenho do comércio ficou aquém do esperado para o período”, afirmou a economista do FGV IBRE.
