Nesta quinta-feira (11), o Ministério da Fazenda anunciou que o governo federal irá editar uma medida provisória para regulamentar o mercado de apostas do Brasil. O texto prevê a regulamentação de apostas de quota fixa de empresas chamadas de “bets”.
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Assim, de acordo com o Ministério da Fazenda, com a regulamentação, o governo federal poderá editar portarias com regras que coíbam práticas de manipulação de resultados, como tem acontecido entre os jogadores dos clubes brasileiros de futebol.
Ministérios envolvidos
A avaliação do texto será interministerial, sendo encaminhado para ministérios coautores, sendo eles:
- Gestão e Inovação em Serviços Públicos (Esther Dweck);
- Esportes (Ana Moser);
- Planejamento e Orçamento (Simone Tebet);
- Saúde (Nísia Trindade);
- Turismo (Daniela Carneiro).
Após a avaliação e assinatura das ministras, a proposta será encaminhada à Casa Civil (Rui Costa), que enviará para a sanção do presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Novo imposto
Além de regulamentar as apostas esportivas, a proposta prevê a criação de uma nova fonte de receita para o país, já que a taxação dessas empresas será de 16% sobre a receita de todos os jogos (Gross Gaming Revenue – GGR), não incidindo sobre os prêmios dos apostadores.
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O jogador premiado terá que pagar 30% de Imposto de Renda, respeitando os R$ 2.112,00 de isenção. Além disso, haverá a criação de uma nova secretaria integrada ao Ministério da Fazenda. Ela será responsável por analisar os documentos de empresas de apostas que desejam se credenciar no Brasil.
O setor também irá acompanhar o volume de apostas e arrecadação para que haja um melhor controle sobre o mercado de apostas esportivas. De acordo com o Ministério da Fazenda, o texto prevê, ainda, que apenas as empresas habilitadas poderão operar no mercado de apostas esportivas, de modo que aquelas que não estiverem credenciadas estarão proibidas de operar.
Imagem: chayanuphol / shutterstock.com
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