A discussão sobre a proposta de redução da jornada de trabalho para quatro dias semanais ganhou força nas redes sociais nos últimos dias, especialmente após a apresentação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP).
Confira como os famosos se posicionam em relação ao fim da escala 6×1
Famosos como Luana Piovani, Felipe Neto e Valesca Popozuda se posicionaram sobre a proposta de emenda à Constituição que visa acabar com a escala 6x1 e adotar uma jornada de quatro dias
A proposta visa pôr fim ao modelo tradicional de escala 6×1, em que os trabalhadores desempenham suas funções por seis dias seguidos, com apenas um dia de descanso, geralmente no domingo.
A ideia de mudar a jornada de trabalho está dividindo opiniões no Brasil, e figuras públicas como Luana Piovani, Felipe Neto, Valesca Popozuda e outros famosos têm se manifestado sobre o tema.
Leia mais: O que vai mudar com o fim da escala 6×1? Entenda
O que é a Escala 6×1?
A escala 6×1 é um modelo de jornada de trabalho que exige que o trabalhador trabalhe seis dias consecutivos, com apenas um dia de descanso. Esse modelo é comum em muitos setores, especialmente no comércio, saúde e outros serviços essenciais, onde a demanda por trabalho contínuo é constante.
A principal crítica à escala 6×1 é a falta de tempo suficiente para o descanso, lazer e recuperação física e mental do trabalhador.
A PEC apresentada pela deputada Erika Hilton propõe uma mudança significativa: a adoção de uma jornada de trabalho de quatro dias por semana. Essa proposta visa melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, oferecendo mais tempo para a família, educação e saúde mental.

Luana Piovani: A Favor do Fim da Escala 6×1
A atriz Luana Piovani, que mora em Portugal desde 2019, usou suas redes sociais para expressar apoio à proposta de fim da escala 6×1. Em um vídeo publicado nos stories de seu Instagram, ela compartilhou suas opiniões sobre a medida. Ao fundo, ela gravava bastidores de uma peça que está apresentando em Lisboa, enquanto usava uma máscara contra olheiras.
Piovani declarou ser contra o modelo atual de trabalho no Brasil, afirmando que o país ainda enfrenta sérias desigualdades sociais e dificuldades econômicas, o que torna a realidade de muitos trabalhadores ainda mais difícil. Para a atriz, um dia de descanso por semana é insuficiente para recarregar as energias e ter uma vida equilibrada.
“Você acha que vai parar de ter assalto no semáforo enquanto as diferenças sociais forem desse jeito?”, questionou Piovani, destacando que a falta de condições adequadas de trabalho também reflete nas questões de segurança e desigualdade social.
Ela também aproveitou para criticar o influenciador Leo Picon, que se posicionou contra a proposta, chamando a PEC de “cortina de fumaça” e uma medida populista. Piovani não poupou críticas e se referiu à profissão de influenciador de maneira contundente, chamando-a de “maldita”, especialmente pela influência que muitos “formadores de opinião” têm sobre questões importantes.
Felipe Neto: Críticas Severas à Oposição
O empresário e influenciador Felipe Neto se mostrou veementemente favorável à PEC do fim da escala 6×1. Para ele, quem se opõe à proposta é desumano e desalmado.
Em suas redes sociais, Neto disparou críticas ferozes contra aqueles que se colocam contra a redução da jornada de trabalho, afirmando que tais pessoas não têm empatia pelas condições de vida da maioria dos trabalhadores brasileiros.
“Tem que ser ruim, podre, maldito. Alguém sem educação de pai e mãe, sem Jesus no coração ou qualquer fé possível”, afirmou Felipe Neto, em tom ácido, sobre aqueles que criticam a medida. Ele também criticou a posição do Ministério do Trabalho, que acredita que mudanças na jornada de trabalho devem ser tratadas por meio de acordos coletivos entre empregados e empregadores.
Neto considerou essa postura como “vergonhosa” e pediu que o ministro Luiz Marinho mudasse sua posição, reconhecendo o erro “grosseiro e vergonhoso” em sua análise.

Valesca Popozuda: A Defesa da Saúde Mental e Bem-Estar
A funkeira Valesca Popozuda também usou as redes sociais para se manifestar sobre a proposta de fim da escala 6×1. Para ela, trabalhar seis dias seguidos prejudica a saúde mental dos trabalhadores, tornando impossível que eles tenham uma vida equilibrada, além de dificultar o tempo para se dedicar à educação e à família.
Em um post, Valesca refletiu sobre as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores e afirmou que a jornada de seis dias prejudica qualquer ser humano, tornando o trabalho exaustivo e sem tempo para o descanso adequado.
“Fui frentista, seu broxa. Sei mais que você”, rebateu ela a um seguidor que a criticou pela falta de experiência com um trabalho formal registrado em carteira. A funkeira também contou sobre sua experiência de trabalho nas ruas de São Paulo, afirmando que já enfrentou jornadas de trabalho árduas.
Outro funkeiro, MC Binn, se solidarizou com a proposta, compartilhando sua experiência de trabalhar por longas horas e afirmando que muitos, como ele, têm a mesma sensação de cansaço e esgotamento.
Silvia Buarque: Quem Defende a Escala 6×1 é Explorador
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A atriz Silvia Buarque, filha do renomado Chico Buarque e Marieta Severo, também se posicionou sobre a PEC do fim da escala 6×1. De acordo com Silvia, quem é a favor da escala 6×1 ou não sabe o que é ser trabalhador ou é “explorador”. Ela destacou a importância de repensar os modelos de trabalho no Brasil, principalmente em relação ao bem-estar dos profissionais.
A atriz, conhecida por seu engajamento político e social, reforçou que o trabalho digno e com qualidade de vida é um direito de todos, e que mudanças estruturais precisam ser feitas para que isso se torne realidade no país.
Proposta da PEC: O Fim da Escala 6×1 e a Jornada de Quatro Dias
A Proposta de Emenda à Constituição apresentada pela deputada Erika Hilton visa modificar o artigo 7º da Constituição, propondo a adoção de uma jornada de trabalho de quatro dias por semana. A ideia é que essa mudança favoreça a qualidade de vida dos trabalhadores, oferecendo mais tempo para o descanso, para a convivência familiar e para o cuidado com a saúde mental.
Diversos estudos internacionais sugerem que a redução da carga horária pode resultar em maior produtividade e satisfação no ambiente de trabalho. Países como Islândia, Japão e Nova Zelândia já implementaram modelos de trabalho com jornadas mais curtas, e os resultados, em muitos casos, têm sido positivos.
No Brasil, no entanto, a medida ainda enfrenta resistência, principalmente por parte de empregadores e especialistas em economia, que alertam para possíveis impactos financeiros e logísticos.
Considerações Finais
O debate sobre o fim da escala 6×1 e a adoção de uma jornada de quatro dias continua a polarizar a sociedade brasileira, com figuras públicas como Luana Piovani, Felipe Neto e Valesca Popozuda tomando posições fortes sobre o tema.
Enquanto uns defendem a medida como essencial para a melhoria das condições de vida e trabalho, outros veem na proposta uma medida populista e economicamente inviável.
O futuro dessa proposta depende, em grande parte, das discussões políticas e da aceitação da sociedade. Uma coisa é certa: o modelo de trabalho atual, com jornadas excessivas e pouco tempo para o descanso, precisa ser repensado, especialmente em um momento em que a saúde mental e o equilíbrio entre vida profissional e pessoal são mais importantes do que nunca.
Imagem: jofreepik/ Freepik
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