Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Confira o que muda na economia com o aumento da Taxa Selic

Entenda como a elevação da taxa Selic afeta o custo do crédito, financiamentos e os rendimentos de investimentos

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins4 min de leitura
Selic Juros

A elevação da taxa Selic, anunciada recentemente pelo Comitê de Política Monetária (Copom), trouxe uma série de implicações diretas para a economia brasileira. Com a taxa básica de juros alcançando 10,75%, os efeitos na vida financeira do consumidor tornam-se evidentes, especialmente em áreas como empréstimos, cartões de crédito e investimentos.

A Selic, ou Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, é a taxa básica de juros da economia brasileira. É usada como referência para a definição de juros em diversas modalidades de crédito e também influencia os rendimentos de investimentos. 

Quando a Selic sobe, os custos de empréstimos e financiamentos tendem a aumentar, refletindo na capacidade de consumo das famílias e no crescimento econômico.

Leia mais: Focus prevê aumento na inflação e juros para 2025; entenda o impacto

Motivos da Elevação da Selic

A recente alta de 0,25 ponto porcentual visa conter a inflação, que está em trajetória de alta. A mediana do IPCA para 2024, segundo o relatório Focus, subiu para 4,35%, aproximando-se do teto da meta de 4,50%. Com o aumento da Selic, o governo busca resfriar a economia e controlar a inflação, que, se não contida, pode causar desequilíbrios significativos.

Previsões para a Selic

Segundo previsões do BTG Pactual, a Selic pode chegar a 12% ao ano até janeiro de 2025. Essa expectativa traz um desafio adicional para consumidores e investidores, já que os custos de crédito e o comportamento dos investimentos também mudarão.

Selic poupança
Imagem: rafastockbr/ shutterstock.com

Como a Selic Afeta o Empréstimo e o Crédito

Aumento dos Custos de Empréstimos

O aumento da Selic resulta em taxas mais altas para empréstimos pessoais, financiamentos de veículos e imóveis. Especialistas alertam que, com a tendência de alta, a situação pode se agravar ainda mais para os consumidores. “O financiamento de um carro ou de um imóvel se torna significativamente mais caro”, afirmou ao Estadão Miguel de Oliveira, diretor da Anefac.

Financiamento de Imóveis

Os novos contratos de financiamento imobiliário são os mais impactados. Segundo a Abecip, a previsão é de R$ 259 bilhões em concessões de crédito imobiliário em 2024, mas com taxas que se mantêm acima de 10%. O consumidor que conseguir fechar contratos antes de novas elevações da Selic poderá se beneficiar de condições mais favoráveis.

Financiamento de Veículos

No caso dos veículos, as taxas de financiamento também devem subir. Atualmente, as taxas variam de 8,31% a 46,88% ao ano. Com a Selic em alta, esse cenário se torna ainda menos favorável. A especialista Wanessa Guimarães apontou ao Estadão que, para quem pode esperar, é melhor adiar a compra e buscar alternativas como consórcios, que não têm juros.

O Cartão de Crédito e a Inadimplência

As taxas do cartão de crédito, que já são elevadas, tendem a permanecer nesse patamar. Dados do Banco Central mostram que a taxa média do rotativo chega a 477% ao ano. A alta da Selic não deve impactar diretamente essas taxas, que já estão muito acima da Selic e são guiadas mais pela demanda do que pela taxa básica.

O Impacto nos Investimentos

Rendimento de Investimentos em Renda Fixa

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

Com a Selic elevada, os investimentos em renda fixa se tornam mais atraentes. Títulos como o Tesouro Selic oferecem rendimentos que acompanham a alta dos juros. Por exemplo, uma aplicação de R$ 1.000 renderia R$ 1.086 em um ano, excluindo impostos, considerando a nova taxa de 10,75%.

CDB e Debêntures

Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) também se tornam opções interessantes, com rendimentos frequentemente acima da Selic. As debêntures, embora mais arriscadas, oferecem retornos atrativos, com taxas fixas ou pós-fixadas que podem chegar a 15% ao ano.

O Que Fazer com o Dinheiro?

Diante desse cenário, a recomendação é que os consumidores e investidores avaliem cuidadosamente onde aplicar seu capital. Os investimentos em renda fixa tendem a oferecer segurança e retorno garantido, enquanto os de renda variável podem ser mais voláteis e arriscados.

Sobre uma superfície preta, letras brancas formando a palavra Selic. Abaixo, um símbolo de porcentagem e uma moeda de 1 real.
Imagem: rafastockbr / Shutterstock.com

Considerações Finais

A alta da Selic traz uma série de mudanças no cenário econômico brasileiro, impactando diretamente o custo do crédito, as taxas de juros e os rendimentos de investimentos. Consumidores devem estar atentos a essas mudanças e buscar estratégias que minimizem o impacto das taxas elevadas em seu cotidiano. 

Em um ambiente de juros altos, a educação financeira e a pesquisa são essenciais para garantir que as decisões tomadas sejam as mais vantajosas possíveis.

Imagem: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

Topicos relacionados