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Confira quais as modalidades do Tesouro Direto rendem mais

Descubra por que as vendas do Tesouro Direto atingiram recorde em agosto de 2024 e quais modalidades são mais rentáveis

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins5 min de leitura
Tesouro Direto

O mês de agosto de 2023 marcou um feito histórico para o Tesouro Direto: as vendas de títulos públicos alcançaram R$ 8,01 bilhões, superando a marca anterior de R$ 6,84 bilhões registrada em março do mesmo ano. 

Esse crescimento expressivo se deve a uma série de fatores econômicos e operacionais que atraíram novos investidores para o programa, criado em 2002. Confira as razões por trás desse aumento, as modalidades de títulos mais procuradas e as melhores opções de investimento disponíveis no Tesouro Direto.

Leia mais: Tesouro Direto impulsiona crescimento de investidores no Itaú

O cenário econômico favorável

A alta da Selic

Uma das principais razões para o recorde nas vendas do Tesouro Direto é a recente elevação da Taxa Selic pelo Banco Central. Após um ciclo de queda, a Selic foi elevada de 10,5% para 10,75% ao ano entre maio e agosto de 2023. 

Essa mudança torna os títulos de renda fixa, como os do Tesouro Direto, mais atrativos, pois oferecem uma rentabilidade melhor em comparação a outros investimentos de risco. Fernando Lamounier, educador financeiro, ressalta que a estabilidade da inflação também contribui para essa atratividade.

Imagem mostra mão masculina empilhando moedas em ordem crescente. Em cima, vê-se uma linha subindo com as palavras "Tesouro Direto".
Imagem: ANDRANIK HAKOBYAN / shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital

Vencimentos e troca de títulos

Outro fator que impulsionou as vendas foi o vencimento de títulos de longo prazo corrigidos pela inflação. Os investidores, ao receberem esses valores, buscaram reinvestir em novas emissões, especialmente nos títulos que são atrelados à Selic, cuja emissão mensal alcançou R$ 3,34 bilhões, próximo do recorde de março.

A greve dos servidores do Tesouro Nacional

A greve dos servidores do Tesouro Nacional, que resultou na suspensão das negociações por quatro semanas, também pode ter gerado um senso de urgência entre os investidores. Essa interrupção fez com que muitos buscassem antecipar suas compras para evitar futuras dificuldades, aumentando a demanda por títulos.

Modalidades de investimento no Tesouro Direto

Tesouro Selic

Para os investidores que buscam segurança em curto prazo, o Tesouro Selic é a opção mais indicada. Como sua rentabilidade é atrelada à Taxa Selic, ele não sofre oscilações de mercado, o que o torna uma escolha segura em tempos de incerteza.

Tesouro IPCA+

Os títulos corrigidos pela inflação, como o Tesouro IPCA+, estão se tornando cada vez mais populares. Eles não apenas protegem o investimento contra a inflação, mas também têm o potencial de oferecer retornos atrativos ao longo do tempo. Com a expectativa de alta da inflação nos próximos meses, muitos investidores estão se voltando para essa modalidade.

Tesouro Prefixado

O Tesouro Prefixado é outra alternativa viável, especialmente para aqueles que desejam garantir uma taxa fixa até o vencimento. No entanto, é importante considerar que a marcação a mercado pode resultar em ganhos ou perdas em resgates antecipados. Por isso, esse título pode ser mais apropriado para investidores que não pretendem realizar resgates antes do vencimento.

Tesouro Renda+ e Tesouro Educa+

Além dos títulos tradicionais, o Tesouro Renda+, destinado ao financiamento de aposentadorias, e o Tesouro Educa+, criado para ajudar a financiar a educação superior, também estão disponíveis. Embora tenham atraído menos interesse, representam novas oportunidades de investimento.

Análise das vendas de agosto

Em agosto, a composição das vendas refletiu as preferências dos investidores. Os títulos corrigidos pela inflação (IPCA) corresponderam a 46,6% das vendas, seguidos pelos títulos vinculados à Selic (41,7%) e pelos prefixados (7,8%). Isso demonstra uma clara preferência por segurança e proteção contra a inflação por parte dos investidores.

Estoque total e resgates

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O estoque total do Tesouro Direto atingiu R$ 141,54 bilhões no final de agosto, uma queda de 2,64% em relação ao mês anterior, mas uma alta de 16,4% em relação ao mesmo mês do ano passado. A redução foi impulsionada pelos resgates, que superaram as vendas em R$ 4,94 bilhões, refletindo o volume recorde de vencimentos de títulos.

A infraestrutura do Tesouro Direto

Fernando Lamounier aponta que a recente greve dos servidores destacou a fragilidade da infraestrutura atual na comercialização do Tesouro Direto. Para garantir a continuidade das operações mesmo em situações de greve, ele sugere que o governo considere a implementação de melhorias na plataforma e processos automatizados.

Breve Histórico do Tesouro Direito

O Tesouro Direto foi criado em 2002 pelo Tesouro Nacional do Brasil, com o objetivo de democratizar o acesso a títulos públicos. Inicialmente, permitia que investidores individuais comprassem títulos com valores baixos, promovendo a educação financeira

Desde então, o programa passou por diversas melhorias, incluindo a ampliação das modalidades de títulos disponíveis e a facilitação do processo de compra por meio de plataformas digitais. 

Com o crescimento da busca por investimentos de renda fixa, o Tesouro Direto se tornou uma das principais opções para aqueles que buscam segurança e rentabilidade, contribuindo para a inclusão financeira de milhões de brasileiros. O programa se consolidou como uma alternativa confiável em tempos de instabilidade econômica.

Foto do site do Tesouro Direto
Imagem: Brenda Rocha – Blossom / Shutterstock.com

Considerações Finais

As vendas recordes do Tesouro Direto em agosto de 2023 refletem um conjunto de fatores que atraíram investidores para o programa. Com a alta da Selic e a busca por segurança em tempos incertos, modalidades como o Tesouro Selic e o Tesouro IPCA+ se destacam. 

No entanto, é crucial que o governo fortaleça a infraestrutura do sistema para garantir a confiança dos investidores e a continuidade das operações.

Imagem: Brenda Rocha – Blossom/ shutterstock.com

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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