A taxa básica de juros, a Selic, tem sido o centro das discussões nos últimos dias. Isso porque com a nova reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), há esperança de uma redução da alíquota nos próximos dias, apesar de haver indícios de manutenção.
Hoje, a taxa de juros é de 13,75%, patamar considerado muito alto por analistas e pelo governo Lula. Contudo, vale lembrar que, para chegar a esse nível, a taxa passou por um ciclo de altas nos últimos anos em decorrência da escalada da inflação.
A alteração da Selic foi iniciada em março de 2021 e só parou no final do ano passado, quando a taxa inflacionária começou a apresentar melhora significativa.
Trajetória da taxa de juros
Confira agora como se deu esse aumento da taxa básica de juros até chegar aos dias atuais.
- Janeiro/2021: 2% ao ano;
- Março/2021: 2,75% ao ano;
- Maio/2021: 3,50% ao ano;
- Junho/2021: 4,25% ao ano;
- Agosto/2021: 5,25% ao ano;
- Setembro/2021: 6,25% ao ano;
- Outubro/2021: 7,75% ao ano;
- Dezembro/2021: 9,25% ao ano;
- Fevereiro/2022: 10,75% ao ano;
- Março/2022: 11,75% ao ano;
- Maio/2022: 12,75% ao ano;
- Junho/2022: 13,25% ao ano;
- Agosto/2022: 13,75% ao ano;
- Setembro/2022: 13,75% ao ano.
Desde então, o Copom tem mantido a Selic a 13,75%.
Taxa Selic: para que serve?
A taxa Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira. É definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom), responsável por estabelecer as diretrizes da política monetária do país. A alíquota é utilizada como referência para diversas operações financeiras, como empréstimos, financiamentos, investimentos e aplicações financeiras.
O principal objetivo é controlar a inflação. Quando a economia está aquecida e a inflação começa a subir, o Banco Central pode aumentar a taxa Selic para desestimular o consumo e diminuir a quantidade de dinheiro em circulação, o que tende a diminuir os preços. O contrário também funciona.
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