A Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso Nacional aprovou nesta terça-feira (30/9), de forma simbólica, um aumento de 390% no Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), o fundo eleitoral, para 2026. O valor total passará de R$ 1 bilhão, previsto pelo governo, para R$ 4,9 bilhões. O “Fundão”, como é popularmente conhecido, é o principal fundo eleitoral responsável por abastecer campanhas eleitorais em todo o país com recursos públicos. O aumento representa uma mobilização do Legislativo para equiparar o orçamento ao destinado às eleições municipais de 2024, quando o valor inicial previsto pelo Executivo também foi revisado pelo Congresso.
Comissão aprova aumento de 390% no fundo eleitoral para as eleições de 2026
Comissão Mista de Orçamento aprova aumento de 390% no fundo eleitoral de 2026, elevando o Fundão para R$ 4,9 bilhões com cortes e emendas estaduais.
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O que é o Fundo Eleitoral e sua importância

Função do Fundão
O Fundo Especial de Financiamento de Campanha é um mecanismo de financiamento público das campanhas eleitorais. Ele garante recursos para partidos políticos realizarem suas campanhas, promovendo a disputa eleitoral e permitindo que candidatos tenham acesso a recursos mesmo sem grandes doações privadas.
Histórico de aumentos
Historicamente, o Fundão tem sofrido ajustes durante o processo orçamentário. Nas eleições municipais de 2024, o valor previsto pelo Executivo era de R$ 940 milhões, mas o Congresso decidiu ampliar a quantia para atender demandas de partidos e equilibrar a competição eleitoral.
Como será financiado o aumento do fundo eleitoral
Origem dos recursos
Dos R$ 3,9 bilhões adicionais aprovados, R$ 2,9 bilhões virão de emendas de bancada estadual de execução obrigatória. O restante, equivalente a R$ 1 bilhão, será obtido por meio de cortes em despesas discricionárias do governo federal.
Papel do relator
O deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), relator do Orçamento de 2026, será responsável por viabilizar as mudanças aprovadas na CMO. Bulhões apresentou e relatou a instrução que elevou o fundo eleitoral e terá um papel central na consolidação do projeto antes de sua votação final.
PLOA 2026 e o cenário político

O Projeto de Lei Orçamentária Anual
O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) enviado pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva previa inicialmente R$ 1 bilhão para o Fundão em 2026. Esses recursos seriam provenientes de emendas de bancada estadual.
Comparativo com eleições anteriores
O ajuste feito pela CMO visa equiparar o valor ao destinado às eleições municipais de 2024, garantindo que o financiamento público das campanhas não seja insuficiente para atender a todos os partidos e candidatos.
Repercussão política
O aumento do Fundão sempre gera debates acalorados. Parlamentares que defendem a ampliação argumentam que o financiamento público fortalece a democracia e amplia a representatividade. Críticos, porém, alertam para o impacto fiscal e a necessidade de maior transparência na utilização dos recursos.
Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2026
Papel da LDO
Além do Fundão, a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2026 também estava prevista para hoje. A LDO funciona como um guia das prioridades do governo e do Congresso, orientando a elaboração do orçamento anual e definindo limites de gastos.
Impasses na LDO
O relator da LDO ainda trabalha para resolver impasses tanto no mérito quanto na técnica legislativa do projeto. A expectativa é que a matéria seja votada na CMO na próxima terça-feira (7) e encaminhada ao plenário do Congresso Nacional no mesmo dia.
Impacto do aumento do fundo eleitoral
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Para os partidos políticos
O incremento de 390% no Fundão para 2026 garante aos partidos maior capacidade financeira para campanhas, especialmente para partidos menores que dependem quase que exclusivamente de recursos públicos para participar da disputa eleitoral.
Para a sociedade
O uso de recursos públicos em campanhas sempre gera discussões sobre a eficiência e a necessidade de fiscalização. Especialistas ressaltam que, embora o financiamento público promova equidade entre os candidatos, é essencial garantir transparência e controle para evitar desvios ou mau uso do dinheiro público.
Perspectiva fiscal
Com a maior parte do aumento proveniente de emendas obrigatórias, há menor impacto sobre o orçamento discricionário. Ainda assim, o governo precisará ajustar despesas para acomodar os recursos adicionais, o que pode afetar investimentos em outras áreas prioritárias.
Próximos passos no Congresso

Votação final do Orçamento
Após a aprovação simbólica na CMO, o relator do Orçamento deverá consolidar as mudanças e encaminhar o projeto para votação final. A expectativa é que o texto seja aprovado ainda neste ano, garantindo que o Fundão esteja disponível para os partidos com antecedência para o início das campanhas de 2026.
Acompanhamento parlamentar
A sociedade e órgãos de controle, como o Tribunal de Contas da União (TCU), acompanharão de perto a execução do fundo, garantindo que os recursos sejam aplicados conforme as normas legais e regulatórias.
Conclusão
O aumento de 390% do fundo eleitoral para 2026 reflete a dinâmica entre Executivo e Legislativo no processo orçamentário e a importância do financiamento público para a política brasileira. Embora gere debates sobre transparência e impacto fiscal, a medida visa assegurar recursos suficientes para que os partidos possam disputar as eleições de forma equilibrada. O acompanhamento do Congresso e dos órgãos de controle será fundamental para garantir a correta aplicação dos recursos do Fundão.
