Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Conheça 4 startups promissoras que fracassaram

O meio empreendedor parece simples, porém sustentar por anos uma startup no mercado não é tão fácil. Veja empresas que não foram adiante.

Bruna MachadoPor Bruna Machado3 min de leitura
funcionário de empresa falida levando suas coisas embora

No mundo empresarial acredita-se que lançar uma startup é uma parte mais simples. Aumentar no início também não é o maior desafio, principalmente no mercado mais capitalizado dos últimos anos. 

No entanto, quando se trata de sustentar o crescimento e resistir em meio às demandas dos investidores, e em um mercado cada vez mais competitivo, muitas empresas ficam para trás.

Confira exemplos de startups que tinha tudo para crescer, mas não progrediram!

1. Quibi

Quibi foi uma empresa de serviço de streaming de conteúdos curtos, que prometia ser algo revolucionário. A empresa tinha em seu quadro de fundadores, nomes como DreamWorks, Jeffrey Katzenberg, e a CEO Meg Whitman, que anteriormente era líder na HP.

Com seu projeto de se concentrar em espectadores móveis, a empresa arrecadou mais de US$ 1,75 bilhão no início de 2020, com empresas como Goldman Sachs, NBC Universal e JPMorgan Chase. Mas essa pretensão durou menos de um ano.

Ao declarar o desligamento do serviço em dezembro de 2020, Katzenberg disse que o fracasso não é devido à falta de esforço. O encerramento da Quibi foi a venda da sua biblioteca de conteúdos para a Roku por um valor abaixo de US$ 100 milhões.

2. Arrivo

Fundada no ano de 2017 pelos ex-executivos da Hyperloop One, a empresa atraiu mais de US$ 1 bilhão em investimentos de um fundo estatal chinês chamado Genertec.

Pouco tempo depois, foi desvendado de que o dinheiro vinha de uma linha de crédito, e a empresa teve dificuldade em obter recursos para fundos de capital de risco.

No final de 2018, depois de tentativas falhas de criar uma faixa de testes no Colorado, uma procura de novos investidores para sua tecnologia de trilho magnético, e reclamações de falta de pagamento de funcionários, a Arrivo tomou o rumo errado e acabou.

3. Katerra

Empresa fundada em 2015, pelo ex-CEO da Tesla, Fritz Wolff, teve a atenção do mercado com suas soluções prontas para a construção civil. A empresa queria ser “mil e uma utilidades” no mercado provendo desde matérias-primas, até projetos para desenvolvedores.

Com essa grande visão, Katerra ganhou rapidamente o Vision Fund do SoftBank. Em 2018, a empresa recebeu um cheque de US$ 835 milhões do fundo junto com outros investidores, como Greensill Capital.

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

No entanto, a partir de 2019, a empresa começou a dar indícios de colapso, e a pandemia apenas piorou as coisas. Tanto que o SoftBank faliu no final de 2020, após investir mais de 2 bilhões de dólares em proptech. Em 2021, com o colapso de Greensill, a Katerra acabou, e demitiu mais de 7.000 pessoas.

4. Tripda

O Tripda, aplicativo que conectava motoristas em formato semelhante ao BlaBlaCar, onde pessoas pegavam carona em viagem, tornou-se a maior plataforma de compartilhamento de carona do Brasil em meados de 2015.

Na época, chegou a receber US$ 11 milhões em financiamento do fundo Rocket Internet. Assim, falando sobre planos de expansão internacional em países como Estados Unidos, Índia e Colômbia.

No entanto, não durou um ano. Em 2016, citando o alto risco da empresa e a dependência de um único investidor, a empresa encerrou todas as suas operações de um só vez.

A declaração oficial de encerramento da empresa, publicada na época no site oficial, dizia: “dado o crescente desafio de financiar nosso desenvolvimento, decidimos não continuar nesse momento”.

Imagem: chayanuphol/shutterstock.com

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

Topicos relacionados