De acordo com Carlos Eduardo Guimarães, CEO do Banco Pan, a instituição já fez quase R$ 1 bilhão em consignado do Auxílio Brasil, a partir de outubro.
Consignado do Auxílio Brasil: Banco Pan já liberou quase R$ 1 bi
De acordo o CEO do Banco Pan, a instituição já fez quase R$ 1 bilhão em consignado do Auxílio Brasil, a partir de outubro
Segundo Guimarães, uma pesquisa feita pelo Banco Pan entre seus clientes que integram o programa social constatou que quase 70% usaram a quantia para empreender e pagar dívida mais caras. “Vemos como um produto bastante resiliente. São pessoas que antes não tinham acesso a um crédito formal com uma taxa dessas, de 3,5%”, afirmou.
Perspectivas para o futuro
A respeito das perspectivas para 2023, Guimarães afirmou que aguarda uma redução importante de despesas de provisões para devedores duvidosos (PDD) e da inadimplência, principalmente da carteira de cartão, para a qual o banco vem tomando uma postura mais conservadora desde o terceiro trimestre de 2020.
Eleições
Ademais, quando questionado sobre o resultado das eleições e como isso pode impactar na operação do banco, incluindo se Lula (PT) irá estimular um maior crescimento dos bancos públicos, Guimarães argumentou que o Pan sempre atuou em linhas com bastante competitividade, como o consignado e veículos.
“Se teremos mais ou menos banco público, isso não nos preocupa. Se vai ter uma maior preocupação com a questão social, também não vemos como positivo ou negativo. Quando olhamos para frente, vemos mais uma questão de melhora do ciclo econômico. Ele [Lula] já governou anteriormente, sabe o que precisa fazer para o desenvolvimento do País, as questões fiscais, de liberdade.”
De acordo com o CEO do Pan, a instituição não mudou as ideias que tinha antes da eleição. “Mas é claro que podemos fazer alguns movimentos táticos com base em eventuais mudanças de cenário, aqui ou no mundo”.
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Cessão de carteiras
Por fim, Guimarães também foi questionado a respeito da cessão de carteiras, que ficou em R$ 3,863 bilhões no terceiro trimestre. Segundo o executivo, os portfólios cedidos são de consignado e antecipação do FGTS e não de veículos. Essa é uma prática histórica do banco. “Neste momento tem bem pouco a ver com custo de funding, e mais sobre os preços das carteiras cedidas, e quantidade de capital e alavancagem para o momento atual, com um cenário mais volátil como vivemos agora.”
Imagem: Alison Nunes Calazans / Shutterstock.com
