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Consignado do Auxílio Brasil registra 2 mil queixas na 1ª semana

A Caixa Econômica Federal já liberou R$ 1,8 bilhão em empréstimos consignados a 700 mil beneficiários do Auxílio Brasil.

Adriana AlbuquerquePor Adriana Albuquerque2 min de leitura
Banco anuncia que terá a menor taxa do consignado do Auxílio Brasil

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) registrou ao menos 2 mil queixas sobre o empréstimo consignado do Auxílio Brasil na primeira semana de liberação do benefício. 

A Caixa Econômica Federal liberou R$ 1,8 bilhão em empréstimos consignados a 700 mil beneficiários do Auxílio Brasil e do Benefício de Prestação Continuada (BPC). 

As reclamações giram em torno de venda casada com seguros, chamadas para oferecer o consignado (ações vedadas pelas regras do crédito pessoal) e problemas na liberação dos valores. 

Taxas de juros do consignado do Auxílio Brasil 

A taxa de juros do empréstimo consignado do Auxílio Brasil pela Caixa é de 3,45% ao mês. A taxa de juros anual é de 50,23%. O percentual está 0,05% abaixo do teto determinado pelo Governo Federal. Os prazos para pagamento vão até 24 meses. 

De acordo com as taxas, um empréstimo de R$ 2.582 pode custar cerca de R$ 3.840 com as condições oferecidas.

Idec considera empréstimo um risco de superendividamento 

O Idec publicou no último mês um posicionamento a respeito do empréstimo consignado do Auxílio Brasil. Para o instituto, o crédito pode prejudicar os beneficiários do programa de transferência de renda. O Idec afirma que os juros acima de 50% ao ano são abusivos. 

Além disso, o instituto também destaca a não garantia de continuidade do Auxílio Brasil para o próximo ano. Com isso, o beneficiário pode ter que arcar com uma dívida do empréstimo sem ter o benefício. 

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“É um desrespeito às famílias brasileiras que vivem em situação de extrema pobreza. As medidas anunciadas demonstram um debate apressado e raso sobre a sua aplicação e riscos de maior endividamento da população mais pobre”, afirmou a coordenadora do Programa de Serviços Financeiros do Idec, Ione Amorim.

O instituto pretende acionar os ministérios da Cidadania e da Justiça, o Banco Central e o Ministério Público após estruturar as reclamações e denúncias recebidas a respeito do consignado do Auxílio Brasil.

Imagem: rafapress/shutterstock.com

Adriana Albuquerque

Autor

Adriana Albuquerque

Estudante de Jornalismo na Universidade Metodista de São Paulo.

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