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Consignado Privado: Trabalhadores com consignado antigo podem esperar até 2 meses pelo novo modelo

Trabalhadores com consignado antigo terão de esperar até dois meses pela migração automática ao novo modelo "Crédito do Trabalhador".

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto4 min de leitura
Consignados juros

O crédito consignado privado passa por uma transformação importante no Brasil. Com a criação do programa Crédito do Trabalhador, o governo busca democratizar o acesso ao empréstimo com desconto em folha, antes restrito a funcionários de empresas conveniadas aos bancos. No entanto, a transição dos contratos antigos para a nova plataforma pode gerar espera de até dois meses para trabalhadores com operações já em andamento.

A medida foi tomada após inúmeras reclamações de pessoas que tentaram renegociar dívidas diretamente com as instituições financeiras, em busca de taxas mais baixas, mas encontraram barreiras. Agora, a migração será automática, eliminando a necessidade de negociações individuais.

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Suspensão temporária e ajustes técnicos

Empréstimo
Imagem: Canva e Freepik

Período de manutenção pela Dataprev

Entre 20 e 23 de agosto de 2025, o sistema do consignado ficará suspenso para ajustes técnicos realizados pela Dataprev. Segundo o governo, a interrupção é parte do fechamento rotineiro da folha de pagamento, etapa necessária para garantir o funcionamento regular da plataforma.

Durante esse período, não será possível concluir novas contratações. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) esclarece que as solicitações poderão ser feitas normalmente, mas a liberação dos valores só ocorrerá após a reabertura, prevista para 23 de agosto.


Quem pode contratar de imediato?

Trabalhadores sem contratos antigos

De acordo com a Associação Brasileira de Bancos (ABBC), os empregados com carteira assinada que não possuem contratos ativos no modelo antigo poderão contratar empréstimos pelo “Crédito do Trabalhador” imediatamente após a retomada do sistema.

Já quem possui consignado anterior precisará aguardar a migração automática. Esse processo, chamado de tombamento, terá início em 23 de agosto e pode se estender por até 60 dias. A previsão é que, ao fim desse prazo, todos os trabalhadores estejam habilitados a utilizar o novo formato de crédito.


Como funcionava antes e o que muda agora

Modelo antigo de consignado privado

No formato anterior, apenas funcionários de empresas com convênios bilaterais junto aos bancos podiam acessar a linha de crédito. Isso criava uma barreira para milhões de trabalhadores, já que companhias menores e sem acordos ficavam de fora.

Novo modelo: Crédito do Trabalhador

Com o Crédito do Trabalhador, qualquer pessoa com contrato formal de trabalho no regime CLT passa a ter acesso ao consignado privado. A principal vantagem está na redução dos juros, possibilitada pelo desconto direto em folha, o que diminui o risco de inadimplência para as instituições financeiras.

Além disso, toda a operação agora passa pela plataforma unificada, lançada em março de 2025. Essa centralização busca dar mais transparência, ampliar a concorrência entre os bancos e facilitar o acompanhamento pelos trabalhadores.


Reclamações e necessidade de ajustes

crédito do trabalhador consignado
Imagem: Julio Ricco / Shutterstock.com

Dificuldades relatadas

Embora o novo sistema esteja em vigor desde março, muitos empregados com contratos antigos enfrentaram entraves para renegociar as dívidas ou contratar novos empréstimos. Isso porque as regras exigiam que a renegociação fosse feita diretamente com os bancos, sem a garantia de redução automática dos juros.

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Diante da pressão, o governo decidiu intervir e adotar a migração automática, considerada uma solução para uniformizar o acesso às melhores condições.


Impactos esperados com o novo consignado

Democratização do acesso ao crédito

Especialistas apontam que a mudança tende a beneficiar sobretudo trabalhadores de pequenas e médias empresas, que antes ficavam excluídos da modalidade. Com maior alcance, espera-se que o consignado privado movimente bilhões em crédito, oferecendo uma alternativa com taxas menores em comparação a outras linhas disponíveis no mercado.

Concorrência entre bancos

Com a plataforma unificada, bancos de diferentes portes passam a disputar a clientela de forma mais equilibrada. Isso deve estimular a queda dos juros e a criação de condições mais vantajosas para o trabalhador.


O que esperar nos próximos meses

O desafio imediato é concluir a migração dos contratos antigos sem comprometer o acesso ao crédito. Para os trabalhadores que dependem dessa modalidade, a recomendação é de paciência: enquanto a transição não é finalizada, a contratação de novos empréstimos ficará restrita.

Ao mesmo tempo, o governo defende que a unificação do sistema trará benefícios duradouros, reduzindo custos e ampliando a inclusão financeira. A expectativa é que, até outubro de 2025, todos os contratos já estejam adaptados ao novo modelo, permitindo que a política alcance seu objetivo de forma plena.

Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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