O mercado da construção civil está passando por um momento delicado. Por isso, as construtoras tentam convencer a Caixa a reajustar o valor dos imóveis que podem usar recursos do FGTS para o financiamento. O objetivo é facilitar a venda das unidades consideradas intermediárias.
Construtoras tentam convencer a Caixa a ampliar recursos para financiamentos de imóveis até R$ 500 mil
Construtoras tentam convencer a Caixa a melhorar as condições de financiamentos de alguns imóveis. Clique e entenda o motivo
Atualmente, os financiamentos imobiliários usam duas fontes de recursos principais: o FGTS e o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). O primeiro atende os imóveis que custam até R$ 350 mil e o segundo casas que valem mais de R$ 500 mil.
Acontece que, os imóveis cujo preço fica entre R$ 350 mil e R$ 500 mil não possuem uma fonte de recursos. Consequentemente, o financiamento fica mais caro e menos interessante para o comprador.
Construtoras tentam convencer a Caixa a utilizar o FGTS para imóveis entre R$ 350 mil e R$ 500 mil
De acordo com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o aumento da taxa de juros básica e o crescimento dos custos das matérias-primas fizeram com que muitos imóveis deixassem o limite do financiamento do FGTS, mas sem chegar ao piso para usar os recursos do SBPE.
Além disso, como a quantidade de aplicações na Caderneta de Poupança também diminuiu, o financiamento para imóveis de mais de R$ 500 mil também ficou mais complicado. Diante dessa situação, a CBIC revisou a taxa de crescimento do setor para esse ano.
Dessa forma, a expectativa é que a construção civil cresça 2% em 2023, ao invés dos 2,5% da previsão anterior. Portanto, as construtoras tentam convencer a Caixa a usar recursos do FGTS para facilitar o financiamento dos imóveis e, consequentemente, aquecer o setor.
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Se juros não cair, expectativa de crescimento vai diminuir
O presidente da CBIC, José Carlos Martins, disse que se a taxa de juros básica do país não diminuir nos próximos meses, será necessário reajustar a expectativa de crescimento para baixo. Além disso, ele garante que se esse padrão continuar, o setor vai conseguir igualar o seu melhor momento apenas em 2032.
Imagem: Andrey_Popov / shutterstock.com
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