O Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) é um dos documentos mais importantes para o trabalhador brasileiro. Criado e mantido pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o CNIS reúne o histórico completo de contribuições previdenciárias, vínculos empregatícios e remunerações de cada cidadão que já teve algum tipo de relação formal com o mercado de trabalho.
O que é CNIS e para que serve? Saiba como funciona
Saiba como consultar o CNIS pelo Meu INSS e acompanhar todas as suas contribuições previdenciárias. Veja passo a passo!
Trata-se de uma espécie de “extrato da vida profissional”, que pode ser consultado facilmente de forma online, por meio do Meu INSS. Com ele, é possível verificar se o empregador está, de fato, recolhendo à Previdência os valores que são descontados mensalmente no seu salário.
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O que é o CNIS?
Cadastro Nacional de Informações Sociais
O CNIS é um sistema criado pelo governo federal para registrar todas as contribuições feitas ao INSS, tanto por trabalhadores com carteira assinada quanto por contribuintes individuais, facultativos ou segurados especiais. Ele é atualizado com base nas informações repassadas pelos empregadores, pela Receita Federal e por outros órgãos do governo.
Para que serve?
O CNIS é utilizado como referência oficial na hora de conceder benefícios previdenciários, como:
- Aposentadorias (por idade, tempo de contribuição, invalidez etc.);
- Auxílio-doença;
- Salário-maternidade;
- Pensão por morte;
- Auxílio-reclusão.
Além disso, é com base nas informações do CNIS que o INSS verifica se você tem direito a esses benefícios e calcula o valor da sua aposentadoria.
Como consultar o CNIS pelo Meu INSS
Passo a passo no aplicativo ou site
A maneira mais fácil de consultar o CNIS é por meio da plataforma Meu INSS, disponível via site ou aplicativo para Android e iOS. Veja como fazer:
1. Acesse o Meu INSS
- No navegador: acesse o site https://meu.inss.gov.br/
- No celular: baixe o app “Meu INSS” na loja de aplicativos
2. Faça login
- Use seu CPF e senha cadastrados na conta Gov.br
- Se ainda não tem uma conta Gov.br, crie uma gratuitamente no próprio site
3. Solicite o Extrato de Contribuição (CNIS)
- Na página inicial, utilize a barra de busca e digite “Extrato de Contribuição (CNIS)”
- Clique na opção correspondente
- Escolha o tipo de extrato: selecione a opção “Vínculos, contribuições e remunerações”
- Clique em “abrir” ou “baixar” para visualizar ou salvar o documento em PDF
Outros meios de acesso ao CNIS
Atendimento presencial e por telefone
Caso não tenha acesso à internet ou prefira atendimento tradicional, é possível:
Em uma agência do INSS
- Ligue para o número 135 e agende o atendimento
- Compareça no dia e horário marcados, levando documentos pessoais
Pelo telefone 135
- O atendimento funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h
- Pode-se solicitar informações sobre o CNIS ou agendar o atendimento presencial
Tipos de extrato disponíveis no CNIS
O sistema oferece três tipos principais de extratos. Entenda as diferenças:
1. Vínculos e Contribuições
Este é o extrato mais completo. Ele reúne:
- NIT, PIS ou Pasep do trabalhador;
- Nome de todos os empregadores;
- CNPJs das empresas;
- Tipo de vínculo (empregado, autônomo, contribuinte individual etc.);
- Datas de início e fim dos contratos;
- Data da última remuneração que gerou contribuição ao INSS.
É esse documento que deve ser consultado na maior parte dos casos, especialmente quando o objetivo é planejar aposentadoria ou verificar se há inconsistências nos dados.
2. Contribuições por Ano Civil (a partir de 11/2019)
Esse extrato traz o detalhamento das contribuições feitas ano a ano, a partir de novembro de 2019, com os seguintes dados:
- Valor da contribuição;
- Competência (mês de referência);
- Tipo de contribuinte;
- Origem da arrecadação (empregador, individual, GPS etc.).
É útil para verificar a regularidade das contribuições mensais e se o valor repassado ao INSS está correto.
3. Rendimentos de Benefícios
Embora não esteja dentro do CNIS propriamente dito, o Meu INSS também permite consultar rendimentos de benefícios previdenciários já concedidos, o que pode ser importante na hora de declarar o Imposto de Renda.
Como identificar erros no CNIS?

Principais problemas encontrados
É bastante comum encontrar inconsistências no CNIS, como:
- Faltas de vínculos empregatícios antigos;
- Contribuições em atraso não reconhecidas;
- Remunerações abaixo do salário real;
- Datas incorretas de entrada e saída de empresas.
Esses erros podem comprometer seriamente o cálculo de sua aposentadoria e até mesmo impedir a concessão do benefício.
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Como corrigir?
Se você identificar algum erro, siga este procedimento:
1. Acesse o Meu INSS
- No app ou no site, clique em “Agendamentos/Solicitações”
- Selecione a opção “Atualização de Vínculo e/ou Remuneração”
2. Envie os documentos comprobatórios
Será necessário anexar documentos como:
- Carteira de trabalho (física ou digital);
- Contratos de trabalho;
- Holerites;
- Comprovantes de pagamento (GPS, DARF);
- Declaração do empregador;
- Outros documentos que comprovem o vínculo ou a contribuição.
3. Acompanhe a solicitação
O sistema permitirá acompanhar o andamento da solicitação. Em alguns casos, o INSS pode solicitar complementação de documentos.
Dicas para manter o CNIS sempre atualizado
1. Verifique regularmente
Faça uma consulta periódica no Meu INSS — ao menos uma vez por ano ou sempre que mudar de emprego.
2. Guarde todos os comprovantes
Mantenha organizados seus documentos de trabalho, holerites e comprovantes de pagamento de INSS, principalmente se você for autônomo ou MEI.
3. Faça contribuições regulares
Se você é contribuinte individual ou facultativo, evite atrasos e pague em dia a Guia da Previdência Social (GPS), disponível no site da Receita Federal ou no próprio Meu INSS.
4. Corrija rapidamente qualquer erro
Ao identificar um erro, abra a solicitação o quanto antes. Deixar para corrigir apenas na hora da aposentadoria pode atrasar o processo por meses ou até anos.
CNIS e aposentadoria: relação direta

A análise do CNIS é o primeiro passo para o planejamento previdenciário. Ele permite ao trabalhador saber:
- Quantos anos de contribuição já tem;
- Qual o valor médio das contribuições;
- Se há lacunas no histórico;
- Se está perto de alcançar os requisitos para aposentadoria por idade, tempo de contribuição ou regras de transição.
É com base nele que simuladores como o do próprio Meu INSS calculam valores estimados de aposentadoria, com base na legislação vigente.
Imagem: Portal Nith
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