O consumo de café voltou a avançar no Brasil em 2026 após um período marcado pela alta nos preços da bebida nos supermercados. Dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) mostram que, entre janeiro e abril deste ano, o consumo nacional cresceu 2,44%.
Consumo de café cresce no Brasil e setor projeta safra histórica em 2026
Consumo de café volta a crescer no Brasil após queda nos preços. Setor projeta safra recorde em 2026 e possível redução no varejo.
De acordo com a entidade, a retomada do consumo reflete diretamente a melhora nas condições de oferta da matéria-prima e o alívio nos preços pagos pelo consumidor final.
Alta dos preços reduziu o consumo em 2025
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O mercado de café passou por forte volatilidade entre o fim de 2024 e o início de 2025. Problemas climáticos, menor oferta global e pressões logísticas contribuíram para uma disparada nos preços do grão, impactando diretamente o bolso dos brasileiros.
Como consequência, o consumo da bebida caiu 2,31% entre novembro de 2024 e outubro de 2025, na comparação com os 12 meses anteriores.
Com a normalização gradual da oferta em 2026, o cenário começou a mudar.
Preço do tradicional registra queda superior a 15%
A redução no preço do café tradicional foi um dos principais fatores responsáveis pela retomada do consumo neste ano.
Segundo a Abic, o valor médio do quilo do café tradicional caiu 15,51% em abril de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O produto passou a custar, em média, R$ 55,34 por quilo.
A retração nos preços foi impulsionada pelo aumento da oferta de matéria-prima e pela expectativa de uma safra mais robusta no Brasil, maior produtor e exportador de café do mundo.
Apesar disso, nem todas as categorias apresentaram queda.
Safra histórica pode ampliar queda nos preços
O setor cafeeiro brasileiro trabalha com expectativa positiva para a produção deste ano. O presidente da Abic, Pavel Cardoso, afirmou que a safra de 2026 poderá superar a registrada em 2020, considerada até então a maior da série histórica.
Segundo ele, caso as projeções se confirmem, o mercado deverá experimentar maior estabilidade nos preços ao longo dos próximos meses.
A expectativa é de que o aumento da produção reduza a volatilidade observada recentemente e permita que a indústria transfira parte dessa redução de custos para o consumidor final no varejo.
Além de beneficiar os consumidores, o cenário também tende a estimular novamente o consumo interno da bebida.
Conab projeta produção recorde
Os números divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reforçam o otimismo do setor.
De acordo com levantamento apresentado nesta quinta-feira (21), a produção brasileira de café deve atingir 66,7 milhões de sacas em 2026, crescimento de 18% em relação à safra anterior.
Se confirmada, esta será a maior produção já registrada pela série histórica da Conab, superando em 5,74% o recorde alcançado em 2020.
O desempenho esperado resulta de fatores como:
- Recuperação climática em importantes regiões produtoras;
- Melhor rendimento das lavouras;
- Avanço tecnológico no campo;
- Renovação de plantações;
- Maior estabilidade no ciclo produtivo do café arábica e robusta.
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Brasil segue como protagonista no mercado mundial
O Brasil mantém posição estratégica no mercado global de café, liderando tanto a produção quanto as exportações da commodity.
Estados como Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo e Bahia continuam concentrando grande parte das lavouras nacionais. Além do peso econômico, o café possui forte impacto social, gerando milhões de empregos diretos e indiretos em toda a cadeia produtiva.
A expectativa de safra recorde também fortalece o papel do agronegócio brasileiro nas exportações e na geração de divisas para o país.
Consumidor pode sentir alívio gradual no orçamento
Com a perspectiva de maior oferta e preços mais estáveis, especialistas do setor acreditam que os consumidores poderão perceber redução gradual nos preços nas prateleiras ao longo de 2026.
Embora fatores internacionais ainda possam influenciar o mercado, a tendência atual aponta para um cenário menos pressionado do que o observado em 2025.
Considerações finais
A combinação entre maior produção, desaceleração dos preços e normalização da oferta pode consolidar um novo ciclo de crescimento para o setor cafeeiro.
A avaliação da indústria é de que a redução da volatilidade tende a estimular tanto o consumo doméstico quanto os investimentos na cadeia produtiva.
Caso a safra recorde seja confirmada nos próximos meses, o mercado poderá viver um período de maior estabilidade, favorecendo consumidores, produtores e varejistas.
INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:
