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Conta de luz gratuita: nova proposta do governo pode alcançar 60 milhões

Nova proposta do governo prevê conta de luz gratuita para famílias de baixa renda que consumirem até 80 kWh por mês. Confira!

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
Tarifa Social

O cenário da energia elétrica no Brasil deve passar por transformações relevantes em breve. O governo federal trabalha na elaboração de um novo projeto de lei que será apresentado ao Congresso nos próximos meses. A iniciativa inclui, entre suas principais diretrizes, a ampliação do acesso à energia para a população de baixa renda, por meio da isenção total da conta de luz dentro de determinados limites de consumo.

Quem será beneficiado pela nova medida

Imagem: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

Atualmente, têm direito à tarifa social de energia elétrica os indígenas, quilombolas, idosos beneficiários do BPC e famílias registradas no CadÚnico cuja renda mensal por pessoa não ultrapasse meio salário mínimo. Para esses grupos, a conta de luz é reduzida de forma proporcional ao volume consumido, com descontos que variam conforme a quantidade de energia utilizada mensalmente.

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A proposta em estudo pelo governo tem como objetivo assegurar a gratuidade total da conta de luz para famílias de baixa renda cujo consumo mensal não ultrapasse oitenta quilowatts-hora. Caso implementada, essa medida ampliaria de forma expressiva o alcance da atual política de tarifa social, com potencial para atender aproximadamente sessenta milhões de brasileiros em diversas regiões do país.

O que muda com a proposta

Ampliação da faixa de isenção

A mudança mais relevante prevista na proposta é a implementação de um limite de consumo mensal de até oitenta quilowatts-hora com isenção total de cobrança para os beneficiários da tarifa social de energia elétrica. Essa quantidade de energia, segundo o Ministério de Minas e Energia, é suficiente para manter uma geladeira, um chuveiro elétrico, ferro de passar, televisão, lâmpadas e carregadores em uma residência média.

Fim dos descontos escalonados?

O governo informou que a proposta será estruturada de modo a realizar uma “justiça tarifária” sem aumentar a conta dos demais consumidores. Isso deve ser feito a partir da correção de distorções no sistema atual.

Financiamento da medida e equilíbrio tarifário

Um dos principais pontos é o custo da segurança energética, que hoje recai, em grande parte, sobre os consumidores de menor renda e os que estão no mercado regulado, enquanto os participantes do mercado livre arcam com uma parcela muito menor ou, em alguns casos, não contribuem.

Com a nova proposta, a ideia é promover uma distribuição mais equilibrada desses custos, envolvendo também empresas e consumidores do mercado livre, como os setores industrial e comercial.

Liberdade de escolha do fornecedor de energia

Mais autonomia para o consumidor residencial

Outro ponto inovador do projeto é a possibilidade de que, futuramente, consumidores residenciais possam escolher a origem da energia que consomem. Essa medida já é adotada em países europeus como Portugal e Espanha.

Com isso, o consumidor poderá optar por fontes de energia renovável, como solar ou eólica, e escolher o fornecedor com melhores preços ou condições. A contratação poderá ser feita de forma digital, incluindo o pagamento via boleto bancário, distribuidora ou plataformas online.

Impacto social e econômico da proposta

Conta de luz 17%
Imagem: Daniel Krason / shutterstock.com

Inclusão energética e combate à pobreza

A ampliação da tarifa social e a isenção para consumo até oitenta kWh têm potencial para aliviar significativamente os gastos das famílias em situação de vulnerabilidade.

Além disso, a medida colabora para a inclusão energética, garantindo que famílias em regiões remotas ou em situação de pobreza energética tenham acesso contínuo a serviços essenciais como iluminação, refrigeração e conectividade.

Perguntas frequentes

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Quem terá direito à conta de luz gratuita?

Famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), indígenas, quilombolas e idosos que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC), desde que o consumo mensal não ultrapasse 80 kWh.

Como será financiada a gratuidade?

A proposta prevê corrigir distorções no setor elétrico, como o custo da segurança energética, que hoje recai mais sobre os consumidores de baixa renda do que sobre o mercado livre.

Haverá impacto para os demais consumidores?

Segundo o governo, não haverá aumento significativo na conta de luz dos demais consumidores, pois os recursos virão de uma redistribuição interna do setor.

Considerações finais

A proposta de conta de luz gratuita para famílias de baixa renda marca um passo importante rumo à justiça tarifária e à universalização do acesso à energia elétrica no Brasil. Se aprovada, poderá beneficiar até 60 milhões de brasileiros, promover o uso consciente da energia e corrigir distorções históricas no financiamento da infraestrutura elétrica.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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