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Aneel aprova queda de 2,52% na conta de luz da Light

Aneel aprova redução na tarifa da Light; consumidores residenciais terão queda de 2,52% a partir de julho.

Avatar de Fernanda Ramos Fernanda Ramos · · 5 min de leitura
conta de luz

Os consumidores residenciais atendidos pela Light, distribuidora de energia que atua na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, terão uma boa notícia em julho: a conta de luz ficará mais barata. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (17) um reajuste tarifário com redução de 2,52% para os usuários residenciais.

A decisão foi tomada após semanas de impasse interno na agência, envolvendo divergências quanto ao percentual ideal de corte. O reajuste, que havia sido adiado em março, agora entra em vigor com efeitos também para consumidores industriais, ainda que em menor escala.

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Reajuste tarifário definido após disputa interna na Aneel

programa luz
Imagem: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

O reajuste tarifário anual da Light é uma medida obrigatória, que leva em consideração diversos fatores como inflação, custo da energia comprada e transmitida, além das perdas na distribuição — incluindo os furtos de energia, conhecidos como “gatos”.

Inicialmente, o diretor Fernando Mosna havia proposto uma redução média de 2,35% para residências e um aumento de 3,8% para o setor industrial. A proposta, no entanto, não foi bem recebida pelos demais diretores da Aneel, o que levou a um adiamento da votação em março.

Após novos debates, a proposta aprovada por maioria nesta terça-feira definiu:

  • Redução de 2,52% nas contas de luz para consumidores residenciais;
  • Queda de 0,52% para consumidores industriais;
  • Efeito médio geral de -1,67% para todos os perfis atendidos pela Light.

Redução moderada para evitar aumento expressivo em 2026

A principal controvérsia girou em torno do adiamento de um mecanismo tarifário que poderia gerar uma queda de até 13% nas tarifas de baixa tensão ainda este ano. Apesar da atratividade dessa proposta para os consumidores, Fernando Mosna argumentou que isso causaria um aumento significativo em 2026 — de quase 10%, segundo projeções da própria Aneel.

“Apesar de uma redução maior ser vantajosa no momento, há uma previsão de aumento de 9,94% para 2026”, destacou Mosna. Segundo ele, a redução moderada funciona como uma espécie de “margem de segurança” para suavizar reajustes futuros.

Entretanto, diretoras como Agnes Costa e Ludimila Lima da Silva discordaram da proposta de contenção e defenderam que os consumidores tivessem acesso ao desconto integral ainda em 2025. A divergência de posições adiou a votação por alguns dias, até que um consenso fosse alcançado.

Impactos da recuperação judicial da Light

Vale lembrar que a controladora da Light está em processo de recuperação judicial, o que influencia diretamente a estrutura de custos e as decisões tarifárias. A empresa atende a maior parte da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, com exceção de Niterói, e enfrenta desafios operacionais, incluindo o combate a perdas não técnicas, como o furto de energia.

Essas perdas acabam sendo compensadas nas tarifas dos demais clientes, pressionando o custo final da energia distribuída. Essa realidade, somada à condição financeira da empresa, torna o processo de revisão tarifária ainda mais complexo.

Entenda o que compõe a tarifa de energia elétrica

O reajuste anual é uma prática comum do setor elétrico brasileiro. Ele repassa aos consumidores os custos atualizados da operação das distribuidoras. No caso da Light, o reajuste considera:

  • Compra de energia: custo da energia gerada e adquirida pela distribuidora;
  • Transmissão: encargos com o transporte da energia até os centros consumidores;
  • Perdas técnicas e não técnicas: perdas naturais do sistema e furtos (como os “gatos”);
  • Inflação: índice de correção de custos operacionais da empresa.

Esses fatores são somados e equilibrados para garantir a viabilidade do serviço e a modicidade tarifária para o consumidor.

O que muda para os consumidores residenciais e industriais?

Com o novo reajuste aprovado, os consumidores residenciais da Light verão uma redução direta de 2,52% na fatura mensal de energia a partir de julho. Para a indústria, o alívio será menor — com uma queda de apenas 0,52%.

Mesmo sendo uma redução modesta, o impacto pode representar um alívio para milhares de famílias fluminenses, especialmente em um cenário de aumento geral no custo de vida.

Reajuste futuro: como o consumidor pode se preparar?

Conta de luz mais cara
Imagem: Daniel Krason / shutterstock.com

Apesar da boa notícia agora, a Aneel já projeta uma elevação significativa para 2026, caso os ajustes necessários não sejam distribuídos ao longo dos anos. Por isso, a redução aprovada é considerada “equilibrada” por parte da diretoria da agência.

A melhor forma de o consumidor se preparar para possíveis aumentos futuros é manter o consumo consciente e adotar medidas de eficiência energética. Investimentos em iluminação LED, revisão de aparelhos antigos e maior atenção aos horários de pico podem gerar economia significativa ao longo do ano.

Conclusão: decisão busca equilíbrio entre alívio imediato e estabilidade futura

A redução na tarifa de energia elétrica da Light chega como um alívio para os consumidores do Rio de Janeiro, especialmente diante do cenário de instabilidade econômica da empresa e dos desafios operacionais no setor. A Aneel optou por um caminho do meio: alivia a pressão no curto prazo sem comprometer o reajuste futuro.

A decisão reforça a complexidade da política tarifária no setor elétrico, que precisa equilibrar o direito do consumidor com a sustentabilidade econômica das distribuidoras.

Com informações de: EXTRA

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