No interstício do Brasil, um novo cenário está pintado no segmento energético. Os consumidores do Pará agora enfrentam o maior reajuste médio de tarifa residencial de energia elétrica do Brasil.
Conta de luz neste estado é a mais cara do Brasil; entenda o porquê
Com o maior reajuste médio na conta de luz, este estado enfrenta desafios variados que impactam na distribuição de energia. Entenda
De acordo com informações recentes, um reajuste médio de 11% da distribuidora Equatorial PA iniciou na última semana. Isso elevou o preço da energia consumida por kWh (quilowatt-hora) para um patamar de R$ 0,96, sem calcular os impostos. Enquanto isso, a média nacional é de R$ 0,72 por KWh.
O que levou ao aumento do preço da energia?

A Equatorial PA, que assumiu o controle da antiga Celpa em 2012, cobre 2,9 milhões de unidades consumidoras no estado do Pará. Notavelmente, antes do reajuste, o estado ocupava a quarta posição no ranking do custo de energia. Contudo, atualemente, superou a Enel Rio, responsável por 66 cidades do interior fluminense, dando ao Pará a liderança desse ranking.
Na outra ponta do ranking de custos está a Energisa Borborema, da Paraíba, com valor de R$ 0,54 por kWh. A diferença entre as duas tarifas por kWh é de R$ 0,42. Portanto, os consumidores paraenses estão pagando até 77,8% a mais pela energia. Esses dados são derivados da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) e computam os reajustes até segunda-feira, 21 de Agosto de 2023.
Por que a conta de luz é maior nessa região?
A logística de distribuição no Estado traz um desafio ímpar: atender áreas distantes com pequena concentração de consumidores. Todos os 144 municípios paraenses, que totalizam uma área de cerca de 14,7% do território brasileiro, são cobertos pelo serviço da Equatorial PA. Assim, como a distribuidora atende a uma média de 17 consumidores por km², há um impacto significativo nos custos de distribuição.
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Ademais, outro fator de impacto é a taxa de inadimplência alta. Isso resulta em mais gastos para a distribuidora. Atualmente, quase 77% dos consumidores residenciais encontram-se no programa Tarifa Social, custeado pela CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), compartilhado entre todos os brasileiros por meio da conta de luz.
Imagem: TanitJuno/ shutterstock.com
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