Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Quanto pagar ao INSS para aumentar o valor da aposentadoria? Entenda o cálculo

Veja quanto contribuir ao INSS para buscar uma aposentadoria de dois salários mínimos e entenda por que o valor pago não garante o benefício.

Bruna MachadoPor Bruna Machado6 min de leitura
inss ressarcimento

Quem planeja a aposentadoria costuma fazer uma pergunta comum: quanto preciso contribuir ao INSS para receber dois salários mínimos quando me aposentar?

A resposta, no entanto, não é tão simples quanto parece. Desde a Reforma da Previdência, o valor do benefício passou a depender de uma combinação de fatores, como a média das contribuições, o tempo de recolhimento e as regras de cálculo estabelecidas pela legislação.

Em 2026, com o salário mínimo fixado em R$ 1.621, uma aposentadoria equivalente a dois salários mínimos corresponde a R$ 3.242 por mês. No entanto, contribuir sobre esse valor durante parte da vida profissional não garante, por si só, um benefício nessa mesma quantia.

Entender como funciona o cálculo da aposentadoria é essencial para fazer um planejamento previdenciário mais eficiente e evitar frustrações no futuro.

Leia mais:

INSS: veja como calcular quanto falta para sua aposentadoria

Como o INSS calcula o valor da aposentadoria

Aposentadoria
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Desde a entrada em vigor da Reforma da Previdência, o INSS utiliza uma nova metodologia para calcular a maioria das aposentadorias.

O benefício considera a média de 100% dos salários de contribuição realizados pelo trabalhador desde julho de 1994 ou desde o início das contribuições, quando posterior.

Sobre essa média é aplicado um coeficiente.

O segurado começa com direito a 60% da média salarial, percentual que aumenta em 2 pontos percentuais para cada ano de contribuição além do mínimo exigido.

Na prática, isso significa que o valor final da aposentadoria depende tanto da remuneração utilizada nas contribuições quanto do tempo total de recolhimento.

Quanto tempo é necessário para receber 100% da média

Para alcançar o percentual máximo previsto na regra geral, é necessário contribuir por um longo período.

Atualmente, são exigidos:

  • 35 anos de contribuição para mulheres;
  • 40 anos de contribuição para homens.

Quem se aposenta antes de atingir esse tempo normalmente recebe um percentual inferior da média salarial.

Por esse motivo, especialistas destacam que aumentar apenas o valor da contribuição não é suficiente se o tempo de recolhimento for reduzido.

Quanto contribuir por mês para buscar uma aposentadoria de dois salários mínimos

Para quem trabalha por conta própria, existe a possibilidade de escolher a base de contribuição ao INSS.

No plano normal, utilizado por contribuintes individuais e segurados facultativos, a alíquota corresponde a 20% sobre o valor escolhido, respeitando os limites estabelecidos pela Previdência.

Se o objetivo for contribuir exatamente sobre R$ 3.242, equivalente a dois salários mínimos em 2026, o cálculo é o seguinte:

  • Base de contribuição: R$ 3.242;
  • Alíquota: 20%;
  • Contribuição mensal: R$ 648,40.

Apesar disso, esse recolhimento não assegura automaticamente uma aposentadoria de R$ 3.242.

Caso o segurado não complete o tempo necessário para atingir 100% da média, o benefício poderá ser inferior ao valor esperado.

O que acontece com quem contribui menos tempo

Imagine um trabalhador que sempre contribuiu sobre dois salários mínimos, mas decidiu se aposentar assim que atingiu o tempo mínimo exigido.

Nesse caso, o benefício começará com aproximadamente 60% da média das contribuições, acrescido dos percentuais correspondentes aos anos adicionais.

Ou seja, mesmo mantendo contribuições sobre valores mais altos, o segurado poderá receber menos do que imaginava caso não tenha acumulado tempo suficiente de contribuição.

Esse é um dos principais motivos pelos quais o planejamento previdenciário ganhou importância após a Reforma da Previdência.

Plano simplificado serve para quem quer receber mais?

Nem sempre.

O INSS oferece modalidades simplificadas destinadas a determinados segurados.

Entre elas estão:

Plano de 11%

Voltado para contribuintes individuais e facultativos que desejam contribuir com uma alíquota reduzida.

Plano de 5%

Destinado principalmente ao Microempreendedor Individual (MEI) e ao segurado facultativo de baixa renda, desde que cumpridos os requisitos legais.

Esses planos têm uma limitação importante.

Eles garantem acesso à aposentadoria por idade e outros benefícios previdenciários, mas o valor do benefício fica limitado ao salário mínimo.

Assim, quem pretende buscar uma aposentadoria superior deve avaliar a contribuição pelo plano normal de 20%.

Como funciona para quem trabalha com carteira assinada

Os trabalhadores contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) não escolhem livremente quanto irão contribuir.

O desconto é feito diretamente na folha de pagamento e utiliza alíquotas progressivas, aplicadas conforme a faixa salarial.

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

Para um empregado com remuneração de R$ 3.242, o cálculo considera:

  • 7,5% sobre a primeira faixa salarial;
  • 9% sobre a parcela seguinte, dentro da faixa correspondente.

Nesse cenário, o desconto previdenciário mensal fica em torno de R$ 267,46.

Mesmo assim, o valor descontado não garante uma aposentadoria de dois salários mínimos, pois continuam valendo as regras de média salarial e tempo de contribuição.

E quem é MEI?

O Microempreendedor Individual (MEI) possui regras específicas de contribuição.

Em regra, o pagamento corresponde a 5% do salário mínimo, incluído na guia mensal do DAS.

Essa modalidade garante acesso aos principais benefícios previdenciários, como:

  • aposentadoria por idade;
  • auxílio por incapacidade temporária;
  • salário-maternidade;
  • pensão por morte para dependentes.

No entanto, a aposentadoria fica limitada ao valor de um salário mínimo.

Quem pretende receber um benefício maior pode realizar a complementação da contribuição para alcançar a alíquota de 20%, desde que observe as regras estabelecidas pelo INSS.

Vale a pena aumentar a contribuição?

Depende da situação de cada trabalhador.

Antes de aumentar o valor pago ao INSS, especialistas recomendam avaliar fatores como:

  • tempo já contribuído;
  • histórico salarial;
  • idade;
  • expectativa de aposentadoria;
  • regras de transição aplicáveis.

Em alguns casos, pode ser mais vantajoso ampliar o período de contribuição do que simplesmente aumentar a base utilizada para o recolhimento.

Por isso, realizar simulações e analisar o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) pode ajudar na tomada de decisão.

Como planejar uma aposentadoria mais tranquila

Aposentadoria
Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

O planejamento previdenciário deixou de ser uma preocupação apenas para quem está perto de se aposentar.

Quanto mais cedo o trabalhador acompanha seu histórico de contribuições, maiores são as chances de corrigir eventuais falhas e definir uma estratégia adequada para alcançar a renda desejada.

Além de manter os recolhimentos em dia, é importante consultar regularmente o extrato do CNIS, acompanhar possíveis mudanças na legislação e utilizar os simuladores disponibilizados pelo Meu INSS.

Dessa forma, o segurado consegue ter uma estimativa mais realista do benefício futuro e evitar surpresas na hora de solicitar a aposentadoria.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

Topicos relacionados