A COP30, realizada em Belém do Pará, chega ao seu segundo e último dia de cúpula de líderes com foco na transição energética e no Acordo de Paris. O encontro, iniciado na quinta-feira (6), reúne mais de 50 chefes de Estado e 143 delegações internacionais. A programação desta sexta-feira (7) consolida o tom político das discussões climáticas, que seguirão em negociações formais entre 10 e 21 de novembro.
2º dia da COP30 tem foco na transição energética e nas metas do Acordo de Paris
A COP30 reforça o debate sobre transição energética e metas do Acordo de Paris. Entenda os principais pontos e impactos da conferência.
O evento simboliza um marco importante para o Brasil, que assume papel de destaque nas negociações ambientais globais. Com temas que envolvem energia sustentável, preservação ambiental e compromissos internacionais, a COP30 reforça a urgência em acelerar a ação climática.
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Debates da manhã focaram na transição energética
As atividades começaram às 10h, quando os líderes se reuniram no Parque da Cidade, espaço que abriga tanto a zona azul — dedicada às negociações oficiais — quanto a zona verde, aberta à sociedade civil, empresas e instituições públicas.
Por volta das 10h30, os representantes seguiram para o Salão Plenário, onde discursaram sobre os desafios e soluções para reduzir o uso de combustíveis fósseis. A sessão temática sobre transição energética destacou a necessidade de substituir petróleo, carvão e gás natural por fontes renováveis, como a energia solar e eólica.
Os especialistas reforçaram que essa mudança é essencial para cumprir as metas do Acordo de Paris, uma vez que os combustíveis fósseis são os principais responsáveis pela emissão de gases de efeito estufa e pelo aquecimento global.
Balanço de 10 anos do Acordo de Paris encerra a cúpula
O último compromisso do grupo está previsto para as 16h, quando os líderes farão um balanço dos 10 anos do Acordo de Paris. Assinado durante a COP21, o tratado estabelece metas conhecidas como Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), que buscam conter o aumento da temperatura global a 1,5°C até o final do século.
O debate também deve abordar os desafios que ainda persistem, como o cumprimento dos compromissos financeiros e tecnológicos por parte dos países desenvolvidos. Especialistas apontam que, sem investimentos robustos, a transição energética nos países em desenvolvimento pode ser retardada.
Participação global e papel do Brasil na COP30
A COP30 contou com a presença de mais de 143 delegações. Além dos chefes de Estado, estiveram presentes ministros de finanças, meio ambiente e relações exteriores, além de representantes de organismos internacionais como ONU, Banco Mundial e FMI.
O governo brasileiro destacou o papel do país como mediador nas negociações e promotor de políticas sustentáveis. Segundo o Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou o multilateralismo como princípio essencial para o avanço das metas climáticas.
“O Acordo de Paris é o coração da nossa estratégia. Precisamos de cooperação global, não de isolamento. Só assim poderemos conter a crise climática”, declarou Lula durante o discurso de abertura.
Primeiro dia da COP30 teve foco em florestas e oceanos
Na quinta-feira (6), o primeiro dia da cúpula foi marcado por debates sobre Clima e Natureza, com ênfase na preservação de florestas tropicais e ecossistemas marinhos. O principal destaque foi o lançamento do Fundo de Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês), uma iniciativa liderada pelo governo brasileiro.
O fundo tem como objetivo financiar ações de preservação e desenvolvimento sustentável em países com grandes áreas florestais. Segundo o governo, o TFFF já alcançou 50% da meta de investimentos prevista até 2026, com aportes da Noruega, França, Indonésia e Brasil, totalizando US$ 5,5 bilhões.
Ao todo, 49 países assinaram a declaração de lançamento do fundo, demonstrando um raro consenso global em torno da importância da conservação ambiental.
Declarações reforçam papel do Brasil na agenda ambiental
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, classificou o lançamento do TFFF como “um divisor de águas” na história da conservação ambiental.
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“Pela primeira vez, temos um mecanismo global que reconhece o valor dos serviços ecossistêmicos das florestas e oferece incentivos permanentes para sua preservação. É uma conquista coletiva que coloca o Brasil no centro da construção de soluções climáticas duradouras”, afirmou Marina.
A ministra também destacou que a COP30, sediada na Amazônia, reforça o simbolismo da floresta como epicentro das soluções climáticas.
ONU cobra mais compromisso dos países desenvolvidos
Durante a cúpula, o secretário-geral da ONU, António Guterres, fez um apelo contundente para que as nações cumpram as metas estabelecidas no Acordo de Paris. Ele alertou que o mundo está fora do caminho para limitar o aumento da temperatura global e pediu que os governos adotem medidas mais ambiciosas.
“Não podemos continuar tratando as metas climáticas como promessas vagas. O tempo de agir é agora. Cada décimo de grau conta”, declarou Guterres.
Belém e a Amazônia no centro do debate global
Sediar a COP30 representa um marco histórico para o Brasil e para a região amazônica. Além de colocar Belém no mapa das discussões ambientais, o evento reforça a importância da Amazônia na regulação climática do planeta.
Economistas e ambientalistas destacam que o desenvolvimento sustentável da região pode transformar o Brasil em referência mundial em bioeconomia, conciliando crescimento econômico e preservação ambiental.
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Com informações de: SBT News
