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Correção do FGTS pode ser julgada pelo STF nessa semana; saiba detalhes

Fator de correção do FGTS volta a ser discutido pelos ministros do STF. Entenda quais os impactos dessa mudança

Ana LuisaPor Ana Luisa2 min de leitura
Aplicativo do FGTS em celular de usuário com tela em site do mesmo no plano de fundo.

Nesta quinta-feira (09), a correção do FGTS volta a ser tema de discussão no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF). Isso porque os ministros do Supremo vão retomar o julgamento que trata do índice de correção do saldo das contas do FGTS.

Atualmente, o saldo do FGTS sofre uma correção anual pela Taxa Referencial + 3%. A Ação Direta de Inconstitucionalidade alega que esse fator é insuficiente para compensar os efeitos da inflação, o que resulta em prejuízos para os trabalhadores. Dessa forma, pede que o saldo passe a ser corrigido pela inflação (IPCA ou INPC).

Até o momento, dois ministros já deram seu voto sobre o assunto. Entretanto, o governo tenta suspender o julgamento novamente, pois, no caso de uma decisão favorável à mudança, o impacto financeiro nas contas públicas chegará na casa das centenas de bilhões de reais.

Ministros voltam a votar sobre o FGTS no STF

No julgamento sobre o FGTS, que o STF retoma hoje, votaram o relator do processo, o ministro Luís Roberto Barroso e André Mendonça. Ambos concordaram em alterar a forma de correção do FGTS; no entanto, determinaram que ela deve ser a mesma da poupança.

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Assim, hoje o assunto voltará à discussão entre os ministros da corte. Enquanto isso, o governo corre contra o tempo para construir um acordo que atenda às exigências dos sindicatos e que tenha um impacto financeiro menor.

De acordo com o documento enviado pela Advocacia-Geral da União para a corte em 1º de novembro, em caso de aprovação do cálculo do FGTS pelo STF, o governo teria um aumento de gastos de R$ 8,6 bilhões nos próximos anos.

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Retroativo

O maior problema para o governo é se a nova correção do FGTS que o STF aprovar tiver efeito retroativo. Assim, o impacto será ainda maior, já que o governo deverá fazer um aporte de quase R$ 296 bilhões para manter o fundo.

Além disso, o financiamento imobiliário para pessoas de baixa renda ficará comprometido. Uma vez que os juros dos financiamentos que usam os recursos do fundo vão aumentar em 3%. Com isso, 13 milhões de famílias devem perder acesso a essa forma de crédito.

Imagem: rafapress / shutterstock.com

Ana Luisa

Autor

Ana Luisa

Jornalista formada na UFV e redatora

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