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WhatsApp proibido nos Correios: veja o que motivou a decisão polêmica da estatal

Correios proíbem uso do WhatsApp por funcionários durante o expediente. Decisão cita riscos à segurança da informação e problemas.

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
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Os Correios proibiram oficialmente o uso do WhatsApp por funcionários durante o expediente. A medida, comunicada em 18 de abril de 2025, gerou controvérsias entre servidores e especialistas em segurança da informação. Segundo a estatal, a decisão visa proteger dados sigilosos e preservar a saúde física dos trabalhadores, considerando que o app de mensagens não é homologado nem controlado pela empresa.

Segurança da informação em xeque

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Imagem: SERGIO V S RANGEL/ shutterstock.com

De acordo com o comunicado interno enviado aos gestores da empresa, o WhatsApp não permite que os Correios tenham controle sobre os dados trocados. O uso do aplicativo em grupos de trabalho criados por gestores pode envolver a circulação de informações classificadas como restritas — o que viola as diretrizes de segurança da estatal.

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A estatal reforçou que não possui ferramentas para monitorar ou rastrear possíveis vazamentos de informações quando o WhatsApp é utilizado, o que representa um risco de transgressões administrativas.

Erros de postura e saúde física

Além da segurança, os Correios citaram preocupações ergonômicas. O uso do WhatsApp pelo celular é considerado prejudicial à saúde dos trabalhadores, devido à postura inadequada durante longos períodos de digitação.

Microsoft Teams: o substituto oficial

Comunicação padronizada e controlada

O aplicativo que substitui o WhatsApp nas comunicações internas é o Microsoft Teams. Segundo os Correios, o Teams já está incluso no pacote de serviços contratado com a Microsoft, sem custos adicionais à empresa.

Acesso limitado entre os funcionários

O comunicado menciona que mais de 40 mil funcionários já têm acesso ao Microsoft Teams. No entanto, a empresa conta com mais de 80 mil colaboradores em todo o país. Não está claro como será garantido o acesso da outra metade à nova plataforma oficial de comunicação.

Contexto: uma estatal em crise

Prejuízos recordes nos últimos anos

A decisão de restringir o uso do WhatsApp também ocorre em meio a uma grave crise financeira. Em janeiro de 2025, os Correios registraram prejuízo de R$ 424 milhões — o maior para o mês em toda a história da empresa. Em 2024, o déficit acumulado foi de R$ 3,2 bilhões, também um recorde negativo.

A situação reforça o argumento da estatal de que o controle sobre a informação é essencial, tanto para a governança interna quanto para evitar danos à imagem pública da empresa.

Reações

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Imagem: SERGIO V S RANGEL/ Shutterstock

Especialistas em segurança da informação avaliam que o uso de aplicativos não corporativos realmente representa um risco, especialmente em empresas públicas ou estratégicas. No entanto, alertam que a transição precisa ser bem planejada para não comprometer a produtividade nem excluir trabalhadores que ainda não têm acesso às novas ferramentas.

FAQ – WhatsApp nos Correios

Qual aplicativo será usado no lugar do WhatsApp?

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O Microsoft Teams foi definido como o novo aplicativo oficial para comunicações internas. Ele já faz parte do pacote de serviços contratado pela empresa.

Todos os funcionários têm acesso ao Teams?

Não. Segundo a própria estatal, cerca de 40 mil funcionários já têm acesso à ferramenta, o que representa apenas metade do total de empregados da empresa.

O WhatsApp foi bloqueado nos computadores?

Sim. A estatal também bloqueou o acesso ao WhatsApp Web nos navegadores instalados nos computadores corporativos.

Essa proibição tem relação com os prejuízos da estatal?

Indiretamente, sim. A proibição busca evitar novos vazamentos de documentos, como o que revelou que a estatal está à beira da insolvência, com prejuízos bilionários registrados nos últimos anos.

Considerações finais

A proibição do uso do WhatsApp pelos Correios marca um ponto de inflexão na gestão da comunicação interna da estatal. Em meio a uma grave crise financeira e institucional, a empresa busca reforçar o controle sobre informações estratégicas e adotar ferramentas mais alinhadas com os padrões de segurança corporativa. No entanto, a decisão levanta dúvidas sobre a inclusão digital dos funcionários, especialmente os que ainda não têm acesso ao Microsoft Teams.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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