Os Correios enfrentam uma das crises financeiras mais significativas de sua trajetória. A estatal, que registrou um prejuízo líquido de R$ 2,6 bilhões em 2024, está entre as dez estatais com os maiores déficits sob o governo Lula.
Férias suspensas e salários menores: Correios adotam medidas contra déficit
Correios adotam cortes, férias suspensas e redução salarial para economizar R$ 1,5 bi. Saiba mais!
Em resposta à situação, a empresa implementou um plano de contenção de despesas que visa economizar até R$ 1,5 bilhão até 2025.
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Principais medidas adotadas

Para alcançar essa meta, os Correios anunciaram uma série de cortes, incluindo:
- Suspensão de férias: Funcionários que tinham férias programadas para 2024 só poderão usufruí-las a partir de janeiro de 2026.
- Redução de jornada e salários: A carga horária das unidades administrativas foi reduzida para seis horas diárias, resultando em cortes proporcionais nos salários.
- Convocação para funções temporárias: Carteiros e atendentes serão realocados temporariamente para centros de tratamento, com a promessa de adicionais mais atrativos.
- Retorno ao trabalho presencial: O trabalho remoto foi encerrado, e todos os colaboradores devem retornar ao trabalho presencial desde 23 de junho de 2025, salvo exceções legais.
- Reestruturação administrativa: A empresa também está promovendo uma reorganização interna para otimizar recursos.
Por que os Correios enfrentam crise?
O rombo financeiro dos Correios é atribuído principalmente à queda nas receitas provenientes de encomendas internacionais.
Isso ocorreu devido à nova taxação sobre produtos importados, especialmente aqueles vindos da China, e ao aumento da concorrência com empresas privadas de logística.
Queda nas importações
Com as recentes mudanças fiscais, muitos consumidores passaram a evitar compras internacionais para evitar tributos elevados. O impacto foi significativo, uma vez que as encomendas internacionais representavam uma parcela importante da receita dos Correios.
Plano de demissão voluntária (PDV) ampliado
Para reduzir ainda mais os custos, os Correios ampliaram a janela de adesão ao Plano de Demissão Voluntária (PDV) até maio de 2025. O objetivo é incentivar saídas consensuais e diminuir a folha de pagamento.
Reajuste no orçamento da estatal
Além das demissões voluntárias, a estatal anunciou que o orçamento destinado à sede será reduzido em 20%. Essa medida visa cortar despesas administrativas e manter o foco nas operações essenciais.
Impacto para os trabalhadores
A redução da carga horária para seis horas e o consequente corte salarial geraram preocupação entre os funcionários. A convocação para funções temporárias nos centros de tratamento também foi vista com apreensão, apesar da promessa de adicionais financeiros.
Reação dos sindicatos
Os sindicatos têm se mobilizado para garantir que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados. A reformulação dos planos de saúde, por exemplo, está em negociação para evitar que o corte de 30% nos custos afete a assistência médica dos colaboradores.
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Perspectiva para o futuro

A diretoria dos Correios defende que as medidas são fundamentais para garantir a continuidade dos serviços prestados pela empresa. Em comunicado interno, a administração destacou:
“Temos a oportunidade de demonstrar novamente a força e a resiliência da nossa empresa.”
Sustentabilidade da empresa
O plano de contenção pretende equilibrar as finanças até 2025, garantindo que a estatal continue competitiva no mercado de entregas e logística, especialmente diante do crescimento de empresas privadas e do comércio eletrônico.
O que esperar dos Correios em 2025?
A continuidade dos serviços dos Correios dependerá da eficácia das medidas adotadas e da reação dos trabalhadores às mudanças. A mobilização sindical e as negociações sobre benefícios serão fundamentais para amenizar o impacto das medidas.
Mercado de logística em transformação
A concorrência acirrada com empresas privadas e as novas regulamentações sobre importação colocam os Correios em uma posição desafiadora. A sustentabilidade financeira a longo prazo ainda é incerta, mas a estatal aposta na reestruturação interna e na contenção de despesas para superar o momento crítico.
Imagem: Diego Thomazini / shutterstock.com
