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Corretora some com dinheiro de clientes; entenda o caso

Confira a corretora de criptomoedas que desapareceu com R$15 milhões de seus investidores, excluindo, ainda, suas redes sociais.

Ellen D'AlessandroPor Ellen D'Alessandro2 min de leitura
Imagem de uma moeda de criptomoeda.

Uma corretora de criptomoedas desapareceu com R$15 milhões de seus usuários e deletou suas contas nas redes sociais. Trata-se de um novo possível esquema ocorrido com uma DEX, ou seja, uma plataforma descentralizada.

Por conta de um possível golpe de rug pull (puxão de tapete), a criptomoeda SAPR, ligada à corretora, derreteu 100% em poucas horas. Desse modo, prejudicou diversos investidores.

O que aconteceu com a corretora?

A Swaprum é uma corretora DEX que vinha operando no ecossistema Artibrum, o que atraiu muitos clientes a confiarem na plataforma. Ainda, a corretora tinha um ecossistema de pools de liquidez, ou seja, os usuários depositavam criptomoedas para realizar serviços de stake e obtinham rendimento sem precisar vendê-los.

A Certik, empresa de segurança da Web3, realizou uma auditoria na Swaprum no início do mês de maio, que não demonstrava chances de um golpe, uma vez que a plataforma aparentava ter um projeto sólido e fundamentado. No entanto, o golpe ocorreu poucos dias depois.

O que apura a investigação atual?

Segundo a empresa PeckShield, que também atua com segurança, o ocorrido foi mais um episódio de rug pull, uma manobra em que desenvolvedores de um projeto somem com os fundos dos investidores. Após essa fuga, há uma queda acelerada do preço da criptomoeda em questão.

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Após desaparecer com R$15 milhões dos investidores, a Swaprum DEX ainda desativou suas contas nas redes sociais. Seu principal site, entretanto, ainda está ativo, mesmo sem haver liquidez na plataforma. Além disso, as redes sociais de suporte e grupos de clientes também foram excluídas, o que aponta ainda mais para uma manobra de puxada de tapete contra os usuários.

Ademais, a investigação aponta que os donos da antiga corretora estão buscando formas de lavar dinheiro com ajuda de mixers. A apuração mostra que 1,62 mil Ethers presentes nos endereços da corretora passaram pelo serviço Tornado Cash, a fim dificultar o rastreamento de transações.

Imagem: Chidori_B / Shutterstock.com

Ellen D'Alessandro

Autor

Ellen D'Alessandro

Ellen D'Alessandro é redatora no portal Seu Crédito Digital. Tem 24 anos e cursa Letras – Português e Alemão na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Apaixonada por leitura e séries de TV, alia sua formação acadêmica ao trabalho com produção de conteúdo informativo sobre direitos sociais, economia e temas que impactam o dia a dia do cidadão brasileiro.

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