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Resgates em fundos disparam em fevereiro, com forte saída da renda fixa

Os cotistas resgataram R$ 44,1 bilhões dos fundos de investimento em fevereiro, com destaque para os multimercados e renda fixa. Veja os detalhes.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa4 min de leitura
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O mercado de fundos de investimento enfrentou um cenário desafiador em fevereiro, registrando resgates líquidos de R$ 44,1 bilhões. Esse volume foi muito superior ao de janeiro, quando os saques somaram apenas R$ 16,9 milhões. Os fundos multimercados lideraram as retiradas, seguidos pelos fundos de renda fixa e de ações.

A alta dos juros, o aumento da seletividade dos gestores e a aversão ao risco explicam essa debandada. Mas será que essa tendência continuará nos próximos meses?

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Fundos multimercados lideram debandada

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Imagem: Number1411 / shutterstock.com

Os fundos multimercados continuaram registrando expressivas retiradas. Em fevereiro, os saques líquidos alcançaram R$ 24,5 bilhões, contra R$ 22,5 bilhões em janeiro. Essa fuga dos investidores ocorre em meio a um cenário de juros elevados e baixa atratividade dos retornos dessa classe nos últimos anos.

O que explica a saída dos fundos multimercados?

Os fatores que justificam essa debandada incluem:

  • Aversão ao risco: Investidores estão preferindo ativos mais seguros devido à incerteza econômica.
  • Desempenho insatisfatório: Os multimercados não entregaram retornos atraentes nos últimos anos.
  • Juros altos: A Selic elevada impulsiona investimentos de renda fixa, tornando os multimercados menos atrativos.

Fundos de renda fixa também sofrem com saídas

Além dos multimercados, os fundos de renda fixa registraram saídas líquidas de R$ 9,8 bilhões em fevereiro. Esse movimento representa uma reversão em relação a janeiro, quando houve um aporte de R$ 39,5 bilhões.

Por que os fundos de renda fixa registraram resgates?

Os fundos de crédito privado foram os mais afetados, devido a:

  • Redução da rentabilidade: Com a normalização do mercado após a crise da Americanas, os rendimentos dos fundos de crédito privado caíram.
  • Endividamento das empresas: O cenário de juros altos aumenta o risco de calote nos títulos emitidos por companhias privadas.
  • Seleção mais rigorosa: Os gestores estão mais criteriosos na escolha dos ativos, o que limita oportunidades de ganho.

Mesmo com as retiradas em fevereiro, a expectativa dos analistas é que os fundos de renda fixa continuem atraindo aportes ao longo do ano, especialmente diante do cenário de juros elevados.

Fundos de ações seguem em queda

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Imagem: SERSOLL / Shutterstock.com

Os fundos de ações também enfrentaram um mês difícil, com resgates líquidos de R$ 8,3 bilhões em fevereiro, após uma saída de R$ 9,8 bilhões em janeiro. O desempenho instável da bolsa brasileira tem desmotivado os investidores a manterem aplicações nessa classe.

Outros fundos que registraram resgates incluem:

  • FIDCs (Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios): Saída de R$ 1,3 bilhão.
  • ETFs (fundos de índice negociados em bolsa): Resgates de R$ 1,3 bilhão.
  • Fundos de previdência: Retiradas de R$ 434 milhões.

Fundos cambiais e de participações tiveram captação líquida

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Na contramão da tendência geral, dois segmentos registraram captação líquida positiva:

  • Fundos de Investimento em Participações (FIPs): Entrada de R$ 1,4 bilhão.
  • Fundos cambiais: Captação de R$ 157,9 milhões.

Panorama do mercado no acumulado do ano

Nos dois primeiros meses de 2025, os fundos de investimento acumularam resgates líquidos de R$ 35,7 bilhões. Os fundos multimercados lideram a saída de capital, com retiradas de R$ 42,4 bilhões, seguidos pelos fundos de ações (-R$ 17,5 bilhões) e FIDCs (-R$ 11,4 bilhões).

Por outro lado, os fundos de renda fixa continuam captando recursos, com entradas de R$ 32,2 bilhões no ano. Outros segmentos com saldo positivo incluem os FIPs (+R$ 4 bilhões) e os ETFs (+R$ 825,8 milhões).

Expectativas para os próximos meses

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Imagem: fizkes / shutterstock.com

Especialistas acreditam que a tendência de resgates pode continuar no curto prazo, principalmente nos fundos multimercados e de ações. No entanto, com a possível queda dos juros ao longo do ano, pode haver uma recuperação do apetite por essas classes de ativos.

O cenário ainda é incerto, e a recomendação dos analistas é que os investidores mantenham uma estratégia de longo prazo, considerando a diversificação do portfólio para mitigar riscos.

Conclusão

O volume expressivo de resgates em fevereiro reflete um movimento de maior cautela dos investidores diante do atual cenário econômico. A saída dos fundos multimercados e de renda fixa indica uma busca por alternativas mais seguras, mas analistas ressaltam que essas classes ainda podem se recuperar no longo prazo. Enquanto os juros permanecerem elevados, os fundos de renda fixa tendem a seguir atraindo recursos. Já para os multimercados e ações, o desafio será reconquistar a confiança do investidor.

Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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