Na última terça-feira (16 de setembro de 2025), a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Congresso Nacional, que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), aprovou a convocação de seis pessoas para depor como testemunhas. Essas pessoas estão diretamente ligadas a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o “Careca do INSS”, um lobista investigado por envolvimento em um esquema de fraudes que afetou milhares de aposentados e pensionistas.
Esposa e filho do Careca do INSS são convocados para depor na CPMI nesta quinta-feira (18)
A CPMI do Congresso Nacional que investiga fraudes no INSS convocou familiares e sócios de "Careca do INSS" para depor nesta quinta-feira.
Entre as testemunhas convocadas, estão a esposa e o filho de Antunes, ambos sócios dele em empresas que, segundo as investigações, estariam envolvidas no esquema de descontos ilegais aplicados em benefícios do INSS. Esses descontos eram destinados a associações e sindicatos, que, na prática, não prestavam nenhum tipo de assistência real aos beneficiários, configurando um golpe que lesava diretamente os aposentados.
A convocação de Tania Carvalho dos Santos e Romeu Carvalho Antunes foi realizada após o próprio Antônio Carlos Camilo Antunes se recusar a comparecer à CPMI na semana passada. Embora o relator do processo sobre as fraudes no INSS no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro André Mendonça, tenha decidido que a presença de Antunes na comissão era facultativa, a CPMI determinou que os envolvidos diretos no esquema fossem ouvidos, mesmo que como testemunhas.
A audiência está marcada para esta quinta-feira (18 de setembro de 2025), a partir das 9h, e a expectativa é de que as testemunhas tragam mais detalhes sobre o esquema de fraudes que prejudicou o INSS e os segurados da previdência social.
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O que é a CPMI do INSS e qual sua função?
A CPMI do INSS foi criada com o objetivo de investigar as fraudes e irregularidades cometidas dentro do sistema de benefícios previdenciários no Brasil, especialmente aquelas que envolvem descontos ilegais feitos em aposentadorias e pensões. O esquema de fraude descoberto nas investigações foi conduzido, segundo as autoridades, por Antônio Carlos Camilo Antunes, também conhecido como “Careca do INSS”.
A CPMI atua como um órgão legislativo que pode convocar testemunhas e investigar casos envolvendo o governo federal. Além disso, pode exigir documentos, realizar interrogatórios e até encaminhar as investigações para as autoridades competentes, como a Polícia Federal e o Ministério Público.
O trabalho da comissão visa apurar as responsabilidades dos envolvidos, esclarecer o modus operandi do esquema de fraudes e proteger os direitos dos beneficiários que foram prejudicados pelo golpe.
Os envolvidos no esquema de fraudes do INSS

O esquema de fraudes investigado pela CPMI envolve, como principal acusado, Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, que, junto com outros sócios e familiares, operava em empresas que atuavam como intermediárias de descontos irregulares em benefícios previdenciários. Esses descontos eram realizados sem o consentimento dos beneficiários, sendo destinados a associações e sindicatos que, na prática, não prestavam nenhum serviço aos segurados.
Entre os testemunhas convocadas, estão:
- Tania Carvalho dos Santos – esposa de Antônio Carlos Camilo Antunes e sócia dele em algumas empresas ligadas ao esquema;
- Romeu Carvalho Antunes – filho de Antunes, também sócio nas mesmas empresas;
- Milton Salvador de Almeida Júnior e Rubens Oliveira Costa – sócios de Antunes nas empresas investigadas;
- Nelson Wilians Fratoni Rodrigues – advogado de Antônio Carlos Camilo Antunes;
- Cecília Montalvão Queiroz – esposa de Maurício Camisotti, outro empresário envolvido no esquema.
Essas testemunhas serão ouvidas pela CPMI para esclarecer detalhes sobre o funcionamento do esquema de fraudes e os responsáveis pelas ações ilícitas. A convocação de familiares e sócios de Antunes é uma tentativa de reconstituir os eventos e identificar os responsáveis por aplicar os descontos ilegais.
O que é a fraude no INSS e como ela afeta os beneficiários?
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A fraude no INSS é um crime que prejudica diretamente os beneficiários do sistema previdenciário, especialmente aqueles que dependem de aposentadorias e pensões para sua sobrevivência. O esquema de descontos ilegais consistia na cobrança de valores que eram retirados dos benefícios, mas que não eram destinados a nenhum serviço de assistência para os aposentados.
Esses descontos ilegais eram direcionados a associações e sindicatos que, na prática, não prestavam nenhum tipo de assistência aos beneficiários, configurando um golpe financeiro. Os segurados do INSS, muitas vezes desinformados, eram induzidos a aceitar esses descontos, sem saber que estariam sendo lesados financeiramente.
A investigação está sendo conduzida para identificar os responsáveis e garantir que os prejudicados recebam o reembolso dos valores descontados indevidamente. Além disso, o objetivo da CPMI é apurar a responsabilidade de empresas e associações envolvidas, bem como encontrar formas de evitar novas fraudes no futuro.
O que esperar da audiência desta quinta-feira (18/09)?

A audiência da CPMI marcada para esta quinta-feira (18/09) promete trazer novos detalhes sobre o esquema de fraudes e a atuação de Antônio Carlos Camilo Antunes e seus sócios. A presença de testemunhas próximas a Antunes, como sua esposa e filho, deve ajudar a esclarecer a dinâmica de como o golpe foi executado.
O depoimento de Milton Salvador de Almeida Júnior e Rubens Oliveira Costa, sócios de Antunes, pode também trazer informações cruciais sobre o envolvimento de outras empresas e a organização do esquema. A testemunha adicional, Nelson Wilians Fratoni Rodrigues, advogado de Antunes, pode ser fundamental para entender como os contratos foram estruturados legalmente, e se houve algum tipo de falta de diligência por parte dos profissionais envolvidos.
Por fim, o depoimento de Cecília Montalvão Queiroz, esposa de outro empresário envolvido no esquema, pode trazer informações adicionais sobre a rede de contatos que sustentava a fraude e o papel de associações e sindicatos no esquema de descontos ilegais.
Imagem: Reprodução
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