O governo federal anunciou uma nova linha de crédito voltada à reforma e melhoria de moradias em áreas urbanas, integrando o Programa Minha Casa, Minha Vida. O objetivo é permitir que famílias de baixa e média renda possam realizar reformas, ampliações ou adequações estruturais em suas casas com juros reduzidos e prazos acessíveis.
Lula anuncia programa de crédito de R$ 30 mil para brasileiros; confira detalhes
O governo Lula lançou nova linha de crédito do Minha Casa, Minha Vida para famílias com renda de até R$ 9,6 mil mensais.
A medida, regulamentada pela Portaria nº 1.177/2025, publicada em edição extra do Diário Oficial da União na quinta-feira (9), faz parte da estratégia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para combater a precariedade habitacional no país e ampliar o acesso ao crédito.
Contexto do novo programa habitacional

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O novo crédito habitacional surge em um cenário de déficit habitacional ainda expressivo no Brasil. Segundo estimativas oficiais, mais de 1,3 milhão de moradias não possuem banheiro, e milhões de brasileiros vivem em condições inadequadas de moradia.
Com essa nova linha de financiamento, o governo busca estimular reformas e melhorias que garantam salubridade, segurança, conforto e sustentabilidade.
Durante eventos anteriores com prefeitos, Lula já havia manifestado a intenção de oferecer crédito acessível para famílias que desejam reformar ou ampliar suas casas. O presidente destacou que o papel do governo é facilitar o acesso, não substituir a iniciativa das famílias.
Objetivos do crédito para reforma
O programa de crédito habitacional tem como principais metas:
- Garantir o direito à moradia adequada;
- Reduzir a inadequação de domicílios urbanos;
- Incentivar melhorias de infraestrutura e segurança nas residências;
- Estimular o mercado de construção civil local, gerando empregos e movimentando a economia.
Além de impulsionar o setor habitacional, o programa se insere na agenda social do governo, buscando incluir famílias de diferentes faixas de renda dentro da política habitacional nacional.
Quem pode solicitar o crédito
A nova linha de financiamento é destinada a famílias com renda bruta mensal de até R$ 9,6 mil que residam em áreas urbanas.
As moradias precisam estar localizadas em capitais, municípios com mais de 300 mil habitantes ou arranjos populacionais equivalentes. Também serão aceitos imóveis de uso misto, desde que a destinação principal seja residencial.
Cada beneficiário poderá contratar apenas um financiamento por vez, sendo necessário comprovar a execução da obra após o recebimento dos recursos.
Como será o financiamento
Faixas de renda e taxas de juros
O programa está dividido em duas faixas principais:
Faixa Melhoria 1
- Renda familiar de até R$ 3,2 mil;
- Juros nominais de 1,17% ao mês;
- Prazos de 24 a 60 meses;
- Prestação limitada a 25% da renda familiar.
Faixa Melhoria 2
- Renda familiar entre R$ 3.200,01 e R$ 9,6 mil;
- Taxa de juros de 1,95% ao mês;
- Prazos também de 24 a 60 meses;
- Limite de comprometimento de 25% da renda mensal.
Valores e condições
Os valores de financiamento variam entre R$ 5 mil e R$ 30 mil, conforme o projeto e a capacidade de pagamento de cada família.
O crédito poderá ser usado para:
- Compra de materiais de construção;
- Mão de obra especializada;
- Elaboração de projetos técnicos;
- Serviços de orientação e acompanhamento das obras.
Operacionalização do crédito
A Caixa Econômica Federal será a instituição responsável pela operação dos financiamentos.
Na Faixa Melhoria 1, haverá garantia parcial do Fundo Garantidor da Habitação Popular (FGHab), o que reduz o risco para os bancos e facilita o acesso das famílias ao crédito.
Estados e municípios também poderão aportar contrapartidas financeiras para ampliar o alcance da iniciativa, priorizando famílias em situação de vulnerabilidade social.
Como solicitar o crédito
O pedido de financiamento deverá ser feito diretamente na Caixa Econômica Federal, em agências ou canais digitais da instituição.
Os interessados precisarão apresentar:
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- Documentos pessoais e de renda;
- Comprovante de residência;
- Projeto ou plano de reforma;
- Orçamento detalhado dos custos;
- Comprovação de propriedade ou posse regular do imóvel.
Após análise e aprovação, os valores serão liberados em etapas, conforme o andamento das obras, garantindo que o crédito seja aplicado exclusivamente para as melhorias propostas.
Impacto econômico e social do programa
A criação dessa linha de crédito tem potencial de movimentar o setor da construção civil, especialmente nas pequenas e médias empresas do ramo.
Ao permitir que famílias reformem suas casas, o governo também estimula o consumo de materiais de construção, gera empregos diretos e indiretos e melhora as condições de vida urbana.
Além disso, a iniciativa contribui para a redução de desigualdades habitacionais e para o cumprimento das metas de desenvolvimento urbano sustentável.
Próximos passos do governo

Além do crédito para reformas, o governo Lula anunciou que apresentará um novo modelo de crédito imobiliário. A proposta deve reorganizar o uso dos recursos da poupança para ampliar o acesso ao financiamento habitacional da classe média.
FAQ – Perguntas frequentes
1. Quem pode solicitar o crédito de reforma?
Famílias com renda mensal bruta de até R$ 9,6 mil, residentes em áreas urbanas e com imóvel próprio para uso residencial.
2. Qual o valor máximo do financiamento?
O crédito pode variar entre R$ 5 mil e R$ 30 mil, conforme o tipo de obra e a capacidade de pagamento do solicitante.
3. Quais são os juros e prazos?
Os juros variam de 1,17% a 1,95% ao mês, com prazos de pagamento entre 24 e 60 meses.
4. Onde solicitar o crédito?
O pedido deve ser feito na Caixa Econômica Federal, responsável pela operação do programa.
5. É necessário apresentar projeto técnico?
Sim. O beneficiário deverá apresentar orçamento e projeto básico da obra, além de comprovar a execução das melhorias.
Considerações finais
O lançamento do crédito de até R$ 30 mil para reformas marca um avanço importante nas políticas habitacionais brasileiras. A medida amplia o acesso a moradias dignas, promove inclusão social e impulsiona a economia local.
Com juros reduzidos, prazos acessíveis e foco em famílias de baixa e média renda, o programa reforça o compromisso do governo federal em reduzir o déficit habitacional e melhorar a qualidade de vida nas cidades.
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