O programa de empréstimos consignados para trabalhadores com carteira assinada, conhecido como Crédito do Trabalhador, completou cinco meses de operação em 21 de agosto de 2025.
O balanço divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostra resultados expressivos, com R$ 30,2 bilhões emprestados a mais de 4,2 milhões de trabalhadores, apresentando uma taxa média de 3,59% ao mês.
Este artigo detalha o funcionamento do programa, as novidades sobre portabilidade e refinanciamento, o uso do FGTS como garantia e como o trabalhador pode acessar os benefícios por meio do aplicativo Carteira de Trabalho Digital.
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Crescimento do Crédito do Trabalhador em números

O Crédito do Trabalhador se consolidou como uma alternativa mais acessível para os empregados formais, atingindo números inéditos no período inicial de cinco meses:
- R$ 30,2 bilhões emprestados;
- Mais de 4,2 milhões de trabalhadores beneficiados;
- 3,59% ao mês de taxa média de juros;
- 60% dos tomadores recebem até quatro salários mínimos.
No modelo anterior de consignado por convênio, 65% dos beneficiários tinham renda superior a oito salários mínimos. Essa mudança representa uma democratização do acesso ao crédito formal para trabalhadores com menor renda.
Transferência de contratos antigos
A partir de 21 de agosto de 2025, iniciou-se a transferência de mais de 4 milhões de contratos antigos para o Crédito do Trabalhador, totalizando mais de R$ 40 bilhões.
O MTE estima que esse processo seja concluído até novembro, permitindo que os trabalhadores optem por portabilidade para instituições com condições mais vantajosas.
Portabilidade e refinanciamento de empréstimos
A portabilidade permite que o trabalhador migre seu empréstimo para outro banco, aproveitando taxas de juros menores ou prazos melhores.
- Início da portabilidade: 25 de agosto;
- Operação realizada diretamente nos bancos;
- Em outubro, a portabilidade será estendida para a plataforma da Carteira de Trabalho Digital;
- A partir de novembro, até 10% do FGTS poderá ser usado como garantia em operações de crédito.
Essa medida aumenta a segurança tanto para o trabalhador quanto para a instituição financeira, incentivando o uso consciente do crédito.
Como funciona o consignado CLT
O empréstimo consignado CLT é simples e digital, permitindo que o trabalhador solicite crédito com agilidade e segurança.
Acesso pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital
O trabalhador deve autorizar o compartilhamento de seus dados no aplicativo, incluindo:
- Nome completo;
- CPF;
- Margem de salário disponível;
- Tempo de empresa.
Todos os dados são tratados de acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Quem pode solicitar
O consignado CLT está disponível para:
- Empregados de empresas privadas;
- Trabalhadores domésticos;
- Trabalhadores rurais;
- Microempreendedores individuais (MEIs).
Benefícios do empréstimo
- Ofertas de crédito apresentadas em até 24 horas;
- Desconto mensal direto na folha de pagamento via eSocial;
- Possibilidade de utilizar até 10% do FGTS como garantia.
Solicitação de portabilidade
Para solicitar a portabilidade, o trabalhador deve seguir os passos abaixo:
- Verificar se o banco de destino oferece o novo consignado para CLT;
- Realizar o pedido nos canais digitais do banco, como site ou aplicativo;
- Com a quitação da dívida anterior, a nova instituição assume o crédito automaticamente, aplicando os juros e prazos da nova linha.
Essa ação simplifica o processo e oferece condições mais vantajosas para os trabalhadores que desejam reduzir custos com juros ou alongar o prazo de pagamento.
Impacto econômico do programa
O Crédito do Trabalhador não apenas beneficia os trabalhadores com melhores condições de empréstimo, mas também movimenta a economia ao permitir que renda antes comprometida seja usada de forma produtiva.
Inclusão financeira
A redução das taxas de juros e a ampliação do acesso ao crédito formal contribuem para:
- Diminuir o endividamento informal;
- Facilitar o planejamento financeiro pessoal;
- Estimular o consumo consciente e o crédito responsável.
Segurança jurídica e financeira
Com a regulamentação do MTE e a integração ao eSocial, o programa oferece maior transparência e segurança, reduzindo riscos de fraudes e inadimplência.
Futuro do Crédito do Trabalhador

O MTE já projeta melhorias contínuas para o programa:
- Expansão do uso do FGTS como garantia;
- Maior integração com bancos e fintechs;
- Novos mecanismos de refinanciamento e portabilidade digitais;
- Educação financeira para trabalhadores de menor renda.
Essas ações visam consolidar o Crédito do Trabalhador como uma alternativa confiável e moderna de empréstimo para milhões de brasileiros.
Conclusão
O Crédito do Trabalhador se mostra uma solução inovadora para empréstimos consignados no Brasil. Com juros médios de 3,59% ao mês, portabilidade facilitada, refinanciamento simplificado e a possibilidade de usar parte do FGTS como garantia, o programa democratiza o acesso ao crédito e promove maior segurança financeira para trabalhadores de todas as faixas de renda.
Imagem: Freepik / Edição: Seu Crédito Digital
