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Crédito do Trabalhador: R$ 37 bilhões convertidos em contratos antigos para crédito mais barato

Mais de R$ 37 bilhões em contratos antigos já foram convertidos para o Crédito do Trabalhador. Saiba mais!

Avatar de Helena Serpa Helena Serpa · · 5 min de leitura
Crédito do trabalhador

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) anunciou que mais de R$ 37 bilhões, referentes a 2,3 milhões de contratos antigos de crédito consignado, já foram migrados para a plataforma do Crédito do Trabalhador. O processo de conversão continua em andamento, com cerca de 1 milhão de contratos ainda pendentes, a maioria de valores menores.

Desde o lançamento do programa, em 21 de março de 2025, o Crédito do Trabalhador já movimentou R$ 82,1 bilhões em empréstimos, abrangendo 12,2 milhões de contratos e 7,1 milhões de trabalhadores beneficiados. A taxa média de juros é de 3,07% ao mês, e o valor médio de cada empréstimo é de R$ 11,4 mil.

Uma revolução no acesso ao crédito

Consignado Privado/crédito do trabalhador
Imagem: Freepik / Edição: Seu Crédito Digital

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Para o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, o programa representa um divisor de águas na vida de milhões de brasileiros.

O objetivo central do programa é democratizar o crédito e reduzir o endividamento de famílias de baixa e média renda, oferecendo alternativas seguras e baratas em um mercado historicamente dominado por altas taxas de juros.

Como funciona o Crédito do Trabalhador

O Crédito do Trabalhador é voltado para empregados do setor privado com carteira assinada, incluindo trabalhadores domésticos, rurais, empregados de MEI e diretores não empregados com direito ao FGTS.

A operação funciona com desconto em folha de pagamento, garantindo segurança às instituições financeiras e taxas reduzidas ao trabalhador.

Portabilidade e novas funcionalidades digitais

A portabilidade dos contratos pode ser feita diretamente pelos canais dos bancos, e, a partir de 2 de dezembro de 2025, também estará disponível na Carteira de Trabalho Digital, segundo informações da Dataprev.

A integração do sistema deve simplificar o processo e ampliar o número de adesões. Além disso, o governo prepara a implantação do sistema de garantias, o que deve reduzir ainda mais as taxas de juros.

Garantias atreladas ao FGTS

O novo sistema de garantias permitirá que o trabalhador utilize parte de seu saldo do FGTS ou de verbas rescisórias como garantia do empréstimo.

As garantias poderão representar:

  • até 10% do saldo do FGTS;
  • 40% da multa rescisória;
  • ou 35% das verbas rescisórias.

Em caso de demissão, os valores garantidos serão automaticamente utilizados para amortizar ou quitar o empréstimo, evitando inadimplência e preservando o histórico financeiro do trabalhador.

Instituições participantes e volume de crédito

Atualmente, o Crédito do Trabalhador conta com 122 instituições financeiras habilitadas, das quais 79 já realizaram operações efetivas.

Bancos com maior volume de empréstimos:

  • Itaú: R$ 16,7 bilhões;
  • Banco do Brasil: R$ 12,2 bilhões;
  • Santander: R$ 11,6 bilhões;
  • Caixa Econômica Federal: R$ 7,9 bilhões.

Esses quatro bancos concentram quase 60% do total de empréstimos concedidos no programa, reforçando o interesse do setor bancário em ampliar o acesso ao crédito de forma sustentável.

Estados com maior volume de operações

De acordo com o MTE, o Crédito do Trabalhador está presente em todas as unidades da federação, com destaque para as regiões Sudeste e Sul.

Os estados que mais se beneficiaram até agora são:

  • São Paulo: R$ 29,4 bilhões;
  • Rio de Janeiro: R$ 7,2 bilhões;
  • Minas Gerais: R$ 6,4 bilhões;
  • Rio Grande do Sul: R$ 5,2 bilhões;
  • Paraná: R$ 4,9 bilhões.

Esses números revelam a forte adesão do programa entre trabalhadores formais, especialmente em regiões com grande concentração de indústrias e serviços.

Benefícios diretos ao trabalhador

Entre os principais diferenciais do Crédito do Trabalhador estão:

1. Juros reduzidos

Com taxas médias de 3,07% ao mês, o programa oferece condições muito mais vantajosas que o crédito pessoal tradicional, que pode ultrapassar 11% ao mês.

2. Maior segurança financeira

Por ser consignado em folha, o risco de inadimplência é menor, o que protege tanto o trabalhador quanto a instituição financeira.

3. Transparência e portabilidade

O trabalhador pode acompanhar seus contratos e realizar portabilidade para bancos com melhores taxas, sem burocracia e de forma 100% digital.

4. Possibilidade de quitar dívidas antigas

O programa permite substituir dívidas de cartão de crédito, cheque especial e CDC por empréstimos com juros mais baixos e prazos maiores.

Futuro do Crédito do Trabalhador

Crédito do Trabalhador
Imagem: Freepik / Edição: Seu Crédito Digital

O Ministério do Trabalho e Emprego planeja novas etapas de expansão, que incluem:

  • Integração com o aplicativo FGTS;
  • Parcerias com fintechs para aumentar a concorrência;
  • Educação financeira voltada aos beneficiários;
  • Monitoramento em tempo real das taxas praticadas por cada instituição.

A meta é consolidar o programa como o principal instrumento de crédito acessível no país, ampliando as oportunidades para milhões de brasileiros com carteira assinada.

FAQ – Perguntas frequentes

1. O que é o Crédito do Trabalhador?
É um programa do Ministério do Trabalho e Emprego que oferece crédito consignado com juros baixos para trabalhadores com carteira assinada.

2. Quais são as taxas de juros?
Atualmente, a taxa média é de 3,07% ao mês, bem abaixo das praticadas pelo mercado tradicional.

3. Como fazer a portabilidade de um contrato antigo?
A portabilidade pode ser feita pelos canais do banco e, a partir de 2 de dezembro de 2025, também pela Carteira de Trabalho Digital.

4. O que acontece se eu for demitido?
As garantias vinculadas — até 10% do FGTS, 40% da multa rescisória ou 35% das verbas rescisórias — serão usadas automaticamente para quitar o empréstimo.

5. Quais bancos participam do programa?
Mais de 120 instituições estão habilitadas, com destaque para Itaú, Banco do Brasil, Santander e Caixa Econômica Federal.

Considerações finais

O Crédito do Trabalhador representa um marco na política de crédito e inclusão financeira no Brasil. Ao oferecer juros reduzidos, mecanismos de garantia e acesso simplificado, o programa transforma o cenário de endividamento entre assalariados e impulsiona o crescimento econômico de forma sustentável.

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