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Crédito para MEIs do turismo pode chegar a R$ 21 mil

Governo lança crédito para MEIs do turismo com juros reduzidos, até R$ 21 mil e sem exigência de garantias.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
MEIs

O governo federal anunciou uma nova linha de crédito voltada aos microempreendedores individuais (MEIs) de baixa renda que atuam no setor do turismo. A iniciativa, chamada “Do Lado do Turismo Brasileiro”, promete ampliar o acesso ao financiamento para trabalhadores que tradicionalmente enfrentam dificuldades para conseguir empréstimos no sistema bancário.

A medida deve beneficiar milhares de profissionais que movimentam a economia turística brasileira, incluindo vendedores ambulantes, guias turísticos, artesãos, donos de pequenos quiosques, motoristas e comerciantes de alimentos e bebidas.

Quem poderá solicitar?

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A nova linha de financiamento possui critérios específicos para participação. O objetivo é direcionar os recursos para empreendedores de baixa renda que já atuam formalmente no setor turístico.

Para ter acesso ao crédito, o trabalhador deverá:

Estar inscrito no CadÚnico

O CadÚnico é utilizado em programas sociais como Bolsa Família, Tarifa Social de Energia e Pé-de-Meia.

Ter registro ativo no Cadastur

Além do CadÚnico, será obrigatório possuir cadastro no Cadastur, sistema oficial do Ministério do Turismo que formaliza pessoas físicas e jurídicas do setor.

O Cadastur é exigido para diversas atividades turísticas e funciona como uma espécie de regularização profissional perante o governo federal.

Segundo o Ministério do Turismo, atualmente existem mais de 46 mil microempreendedores cadastrados no sistema.

Valor do empréstimo pode chegar a R$ 21 mil

Cada MEI poderá contratar até R$ 21 mil por operação.

O valor poderá ser utilizado para investimentos diretamente ligados à atividade turística, permitindo modernização, ampliação ou melhoria dos pequenos negócios.

Entre os investimentos autorizados estão:

Compra de equipamentos e bens turísticos

Os recursos poderão financiar:

  • Freezers;
  • Carrinhos de venda;
  • Máquinas de pagamento;
  • Equipamentos de cozinha;
  • Estruturas móveis para praia;
  • Veículos utilizados na atividade.

Aquisição de ferramentas e utensílios

Também será permitido investir em:

  • Máquinas;
  • Ferramentas de trabalho;
  • Equipamentos de apoio operacional;
  • Utensílios utilizados na prestação de serviços turísticos.

Reformas e pequenas ampliações

O crédito poderá ser usado ainda para:

  • Pequenas obras;
  • Reformas;
  • Adequações de espaço;
  • Modernização das instalações.

Juros baixos e sem exigência de garantias

Um dos principais diferenciais da iniciativa é a facilidade de acesso ao crédito.

Os financiamentos contarão com cobertura integral do Fundo de Garantia de Operações (FGO), por meio do programa Acredita no Primeiro Passo, ligado ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

Na prática, isso significa que muitos microempreendedores poderão contratar o empréstimo sem apresentar bens como garantia.

As condições divulgadas incluem:

CondiçãoDetalhes
Valor máximoAté R$ 21 mil
JurosAté 5% ao ano + INPC
Prazo totalAté 24 meses
CarênciaAté 6 meses
GarantiaCobertura do FGO

As taxas anunciadas estão abaixo das normalmente praticadas no mercado para microcrédito empresarial, especialmente para empreendedores de baixa renda.

Como funcionará?

O processo será realizado inicialmente por meio do Banco do Nordeste (BNB).

Os interessados deverão manifestar interesse em um canal virtual disponibilizado pela instituição financeira.

Após essa etapa, haverá uma entrevista conduzida por agente de crédito.

O que será analisado?

Durante a análise, serão avaliadas informações como:

  • Tipo de atividade exercida;
  • Tempo de funcionamento do negócio;
  • Rotina operacional;
  • Custos e despesas;
  • Estimativa de renda;
  • Objetivo do financiamento.

A intenção do governo é tornar o processo mais acessível para pequenos trabalhadores informais que muitas vezes nunca tiveram acesso a crédito bancário.

Programa quer incluir trabalhadores historicamente excluídos do crédito

Segundo o Ministério do Turismo, a medida foi pensada especialmente para trabalhadores que movimentam o turismo local, mas que costumam enfrentar barreiras no sistema financeiro tradicional.

Entre os exemplos citados pelo governo estão:

  • Vendedores de coco nas praias;
  • Ambulantes de comida;
  • Pequenos comerciantes;
  • Artesãos;
  • Guias independentes;
  • Trabalhadores sazonais do turismo.

Esses profissionais frequentemente dependem de crédito informal, cartões ou empréstimos com juros elevados para manter suas atividades.

Com o novo programa, o governo tenta estimular a inclusão produtiva e fortalecer pequenos negócios ligados ao turismo regional.

Quem ainda não é MEI

Outro ponto importante da iniciativa é a possibilidade de inclusão de trabalhadores informais que ainda não possuem CNPJ.

Pessoas inscritas no CadÚnico poderão:

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  1. Abrir um MEI;
  2. Fazer cadastro no Cadastur;
  3. Solicitar o financiamento posteriormente.

A estratégia busca estimular a formalização de pequenos empreendedores do turismo brasileiro.

Turismo é visto como ferramenta de geração de renda

O governo federal vem apostando no turismo como mecanismo de desenvolvimento econômico e geração de emprego, especialmente em regiões com forte potencial turístico e altos índices de vulnerabilidade social.

No Nordeste, setores como:

  • Turismo de praia;
  • Gastronomia local;
  • Artesanato;
  • Passeios turísticos;
  • Eventos culturais;

movimentam milhares de pequenos empreendedores durante o ano inteiro.

O acesso facilitado ao crédito pode permitir ampliação da capacidade de atendimento, compra de equipamentos e aumento da renda familiar.

Como consultar?

Antes de solicitar o crédito, o empreendedor deve verificar se seus cadastros estão atualizados.

CadÚnico

A consulta pode ser feita pelo aplicativo oficial do Cadastro Único ou em unidades do CRAS.

É importante manter informações como renda, endereço e composição familiar atualizadas.

Cadastur

O registro pode ser realizado gratuitamente pelo sistema oficial do Ministério do Turismo.

O cadastro exige documentação da atividade exercida e regularização como MEI.

Crédito pode impulsionar pequenos negócios turísticos

Especialistas do setor avaliam que a medida pode ajudar especialmente microempreendedores que atuam em cidades turísticas menores, onde o acesso ao crédito costuma ser mais limitado.

Além de incentivar a formalização, o programa pode contribuir para:

  • Geração de renda;
  • Aumento do turismo local;
  • Expansão de pequenos negócios;
  • Criação de empregos indiretos;
  • Melhoria da infraestrutura de atendimento.

Para muitos trabalhadores, a possibilidade de obter financiamento sem garantias representa uma oportunidade inédita de crescimento.

Considerações finais

A nova linha de crédito para MEIs do turismo surge como uma tentativa do governo federal de ampliar a inclusão financeira de pequenos empreendedores de baixa renda. Com juros reduzidos, carência e ausência de exigência de garantias, o programa pode beneficiar milhares de trabalhadores que atuam diretamente no turismo brasileiro.

Empreendedores interessados devem acompanhar a abertura oficial das solicitações pelo Banco do Nordeste e garantir que os registros no CadÚnico e Cadastur estejam regularizados.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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