O programa Crédito do Trabalhador já migrou R$ 15,7 bilhões em contratos antigos de empréstimos consignados para a plataforma da Carteira de Trabalho Digital, promovendo maior acesso a crédito e condições mais vantajosas para os trabalhadores brasileiros. Desse montante, R$ 3,2 bilhões correspondem a contratos de legado renegociados com instituições financeiras, com taxa média de juros de 2,65% ao mês.
Crédito do Trabalhador já migrou R$ 15,7 bi de consignados antigos e amplia acesso financeiro
Programa Crédito do Trabalhador migra R$ 15,7 bi e amplia acesso a consignados com juros médios de 2,65% e operação digital.
Os dados foram atualizados até 16 de setembro, e a expectativa é que R$ 40 bilhões em contratos antigos sejam migrados até outubro, segundo informações divulgadas pelo secretário de Políticas de Proteção ao Trabalhador, Carlos Augusto Simões Gonçalves, durante o II Seminário Nacional de Crédito Consignado, realizado no auditório do Banco Central e promovido pela Revista Justiça e Cidadania.
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Expansão acelerada do crédito consignado

Durante o evento, o Painel II, intitulado “O Crédito Consignado Privado – Oportunidades, Desafios e Regulação Necessária”, destacou a importância do programa na oferta de crédito para trabalhadores com vínculo ativo de emprego. Carlos Augusto reforçou que o Crédito do Trabalhador tem promovido a inclusão financeira de milhões de pessoas, anteriormente excluídas do mercado de crédito com garantias.
Segundo o secretário, em apenas seis meses, o programa atingiu um ritmo de expansão significativo: mais de R$ 50 bilhões em crédito foram contratados por 5,4 milhões de trabalhadores. Atualmente, 122 instituições financeiras estão habilitadas a operar no programa, sendo que 64 já realizam operações.
“Enquanto a taxa de juros nos empréstimos pessoais se manteve próxima a 11% ao mês, o Crédito do Trabalhador apresenta uma taxa média de 3,42% ao mês”, afirmou Carlos Augusto, destacando a competitividade do programa frente ao mercado tradicional.
Benefícios e inovação do programa de consignados
Lucinéia Possar, diretora jurídica do Banco do Brasil, ressaltou que o programa impulsiona a atividade econômica e democratiza o acesso ao crédito. Antes, o consignado privado funcionava por meio de convênios entre empresas e bancos, mas o Crédito do Trabalhador permite que o trabalhador escolha a instituição financeira e negocie a taxa de juros.
“Hoje o trabalhador pode escolher o banco para realizar o consignado e definir a taxa de juros. O programa representa um marco para o sistema financeiro, promovendo inclusão e ampliando o acesso ao crédito, o mais atrativo entre os empréstimos pessoais”, afirmou Lucinéia.
Entre os principais benefícios, especialistas destacam:
- Operações totalmente digitais, eliminando burocracias;
- Juros mais baixos, com média de 2,65% a 3,42% ao mês;
- Maior liberdade de escolha do banco e das condições de pagamento;
- Inclusão de trabalhadores de baixa renda, tradicionalmente excluídos do crédito privado.
Reconhecimento de autoridades e especialistas

O programa também recebeu elogios de autoridades e especialistas presentes no seminário. O ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Douglas Alencar Rodrigues, destacou que o Crédito do Trabalhador está incluindo trabalhadores de baixa renda, enquanto Lucas Freire, procurador-geral adjunto do Banco do Brasil, enfatizou a importância de expandir o crédito com segurança, protegendo o trabalhador de excessos e riscos financeiros.
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Fernanda Garibaldi, diretora-executiva da Zetta, reforçou a relevância da digitalização das operações e da expansão do crédito privado no país. Segundo ela, o programa não apenas amplia a oferta de crédito, mas também moderniza a relação do trabalhador com o sistema financeiro, tornando-o mais acessível e seguro.
Perspectivas e próximos passos
Com a migração de contratos antigos e a expansão do acesso ao crédito, o Crédito do Trabalhador projeta movimentar R$ 40 bilhões até outubro e consolidar-se como uma das principais ferramentas de inclusão financeira no Brasil. O programa promete ainda maior competitividade no mercado de empréstimos consignados, estimulando a redução de juros e ampliando a escolha dos trabalhadores.
Especialistas também alertam para a importância de acompanhamento regulatório e educação financeira, garantindo que os trabalhadores consigam contratar crédito de forma consciente e sustentável, evitando endividamento e promovendo o crescimento econômico a longo prazo.
O sucesso do programa demonstra que políticas de crédito bem estruturadas podem combinar inovação digital, taxas atrativas e inclusão social, beneficiando milhões de brasileiros e fortalecendo o sistema financeiro nacional.
O Crédito do Trabalhador surge assim como uma alternativa moderna e acessível para milhões de brasileiros que dependem do crédito consignado, consolidando-se como modelo de inovação e democratização financeira no país.
Imagem: Julio Ricco / Shutterstock.com

