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Criação de moeda comum é reforçada com visita de Lula a Argentina; saiba mais!

Moeda comum entre países sul-americanos foi um dos assuntos discutidos entre os presidentes Lula e Alberto Fernández. Entenda!

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago2 min de leitura
Presidentes do Brasil e Argentina se abraçando

A primeira viagem internacional do presidente Lula (PT) foi para a Argentina. Em seu encontro com o presidente do país vizinho, Alberto Fernandez, a criação de uma moeda comum para os países do Mercosul voltou a ser assunto. 

Em carta divulgada pelos chefes executivos dos dois países, a ideia é o desenvolvimento de uma moeda comum para transações comerciais e financeiras entre as nações da América do Sul. 

Esse fato, ao contrário dos rumores, não quer dizer que o real e o peso deixariam de existir. Ambas continuariam sendo as principais moedas dos dois lugares. Trata-se de uma unidade compartilhada como uma forma de reduzir a dependência do dólar na região.

Comparação com o euro

Assim que a notícia de uma nova moeda comum entre o Brasil e Argentina começou a circular, comparações com o euro começaram a ser feitas. Contudo, não se trata do mesmo assunto.

O euro é usado como moeda única entre os países que fazem parte da União Europeia, é a moeda que faz toda a circulação dentro das nações. 

A moeda comum entre os países sul-americanos não circularia dentro dos países envolvidos, serviria apenas como ferramenta de transações comerciais entre as nações, o que possibilitaria a diminuição da dependência do dólar, principalmente para a Argentina.

Moeda comum X Moeda única

Para reforçar, o que está em debate é o desenvolvimento de moeda comum aos países, o que é diferente de uma moeda única, o que significa a exclusão do real e do peso.

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Na última segunda-feira (23), para esclarecer as informações desencontradas sobre o assunto, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reforçou que o novo governo não defende uma moeda única, como foi feito pelo ex-ministro da economia Paulo Guedes. 

A proposta é de uma moeda comum para facilitar as relações comerciais entre os países. Na ocasião, o chefe da pasta econômica aproveitou para dizer que ainda não existe um nome oficial e nem uma data de lançamento, uma vez que a medida ainda passa por estudos. 

Imagem: Reprodução /Ricardo Stuckert

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

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