Nesta quinta-feira (20), Liz Truss, primeira-ministra do Reino Unido renunciou ao cargo de premiê após apenas 45 dias na função. Trata-se da líder que ocupou a cadeira por menos tempo na história da sede do governo. Truss ficará até que seu substituto possa assumir.
Crise faz primeira-ministra do Reino Unido renunciar ao cargo
Liz Truss anunciou a sua renúncia ao cargo de primeira-ministra do Reino Unido com apenas 45 dias na função
Atualmente, o governo britânico passa por um período de crise política e econômica, reforçada pela saída do ex-ministro Boris Johnson.
Liz Truss como primeira-ministra
Com a renúncia de Boris Johnson, Liz Truss venceu a disputa para assumir o cargo, com planos de realizar grandes cortes de impostos para alavancar o crescimento. No entanto, após o anúncio dos cortes, sem explicações concretas de como seriam implementados, o mercado financeiro se abalou.
A libra encareceu ainda mais e o custo da dívida pública aumentou significativamente, o que deixou o cenário já complicado, ainda pior.
Recentemente, o ministro de Finanças, Jeremy Hunt, reverteu todas as decisões adotadas pela primeira-ministra, o que aprofundou a crise dentro do governo.
Diante da situação, aliados da primeira-ministra, do Partido Conservador, pediram pela renúncia.
Renúncia de Liz Truss
Antes do anúncio desta manhã, Liz Truss não apresentava sinais de que deixaria o cargo. A premiê declarou que estava no cargo para trabalhar pelo país e era isso o que estava determinada a fazer.
Com o anúncio da renúncia de Liz Truss, a premiê permanecerá no cargo até que seja indicado um novo sucessor. Para isso, será preciso realizar um novo processo interno para a eleição de um novo nome, em menos de dois meses após concluído o processo anterior.
Crise no Reino Unido
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O Reino Unido enfrenta dificuldades com os efeitos da Guerra na Ucrânia e os reflexos da pandemia de Covid-19 na economia. Além disso, a saída de Boris Johnson após os escândalos por sua participação em aglomerações durante o período de lockdown, abalaram as estruturas do governo.
O alto custo de vida dos britânicos e por consequência, a perda no poder de compra, são realidades para os britânicos.
A alta na taxa inflacionária no mês de setembro foi puxada pelo preço dos alimentos e bebidas e só não foi maior pela queda nos preços dos combustíveis.
Hoje, a inflação do Reino Unido está em 10,1%, um recorde nos últimos 40 anos. A alta taxa pressionou ainda mais o cenário complexo do governo britânico.
Imagem: Fred Duval/shutterstock.com
